<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Cravo de Abril</title><description>Um domínio da liberdade!</description><link>https://cravodeabril.pt/</link><item><title>Debates Eleitorais 2026: Luís Marques Mendes V.S. João Cortim de Figueiredo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-mendes-figueiredo-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-mendes-figueiredo-2026/</guid><pubDate>Mon, 08 Dec 2025 00:32:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Era para falar sobre a greve geral. Passaram 10 minutos a falar de coisas sem
interesse para os eleitores, maioria trabalhadores. Também porque o moderador
deixou. Foi forma de os dois escaparem de falar como estão do lado dos patrões
por menos tempo.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu sou o candidato que mais naturalmente, desde que entrou na vida politica
fala de crescimento economico.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Disse o Figueiredo, porque nós sabemos quem ganha com o crescimento económico, é
só quem já tem capital.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Uma clarificação sobre isto Luís Marques Mendes: Que jovem seria este? Seria
escolhido por si?»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Claro!». Então ele vai escolher um jovem que consegue representar a maioria dos
jovens. Quero ver. Alguém da JSD.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Quais é que são os problemas atuais do mercado do trabalho que estas
alterações à lei vão resolver?»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Mendes não disse nada de jeito já que é muito cedo para dizer isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Figueiredo, ele promulgava, porque não é só pela flexibilidade da
exploração, mas também porque tem pena das empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A luta não é só em Portugal:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;França: 2 de dezembro, greve contra cortes orçamentais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Itália: 28 de novembro e 12 de dezembro, greve para mais salários, mais
investimentos na saúde e educação pública, menos investimentos em belicismos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Bélgica: 24–26 de novembro, greve contra reformas na segurança social e nas
leis laborais.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;As empresas maiores podem até dar salários melhores como Figueiredo disse, mas
são os que mais exploram também. Nunca viste um trabalhador da Oracle, Tesla, na
lista dos mais ricos do mundo junto com os patrões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Figueiredo, a solução para os pobres que não têm poder na economia é o
crescimento económico (?) já que 0 é o elemento absorvente da multiplicação no
conjunto dos números reais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele queria facilitar a acumulação de riqueza e por isso aumento das
desigualdades financeiras.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Um jovem qualificado que começa a trabalhar, galga escalões do IRS em 3 ou 4
anos. Chega ao último escalão num instantinho»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;(?) De que jovem é que este gajo está a falar? Não é a maioria dos jovens em
Portugal que vivem na precariedade.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Perda de receita fiscal não é perda de receita do estado. É mais dinheiro no
bolso das pessoas.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;E a mais-valia que os patrões roubam aos trabalhadores, e que não vai para o
bolso das pessoas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mendes concorda com o crescimento económico sendo parte da solução.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-mendes-figueiredo-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Jorge Pinto V.S. André Ventura</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-ventura-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-ventura-2026/</guid><pubDate>Sun, 14 Dec 2025 20:40:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;É óbvio que o Ventura quer evitar a revolta do povo (greve). Porque a revolução
é realmente antissistema, e Ventura é sistema.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«… procurando garantir que quem trabalha se sente valorizado, porque hoje em
dia, na verdade, a pessoas que trabalham sentem que não são valorizadas e que
estão a sustentar os que não querem trabalhar.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Sentem-se desvalorizadas porque o são, transformados em mercadoria;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Quem não trabalha são os patrões sustentados pelos trabalhadores.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Estávamos a criar uma lei que nem para as empresas interessava.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Se não ajuda os trabalhadores, ajuda as empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Ventura adapta-se para tentar agradar todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A competição no capitalismo não ajuda os trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O senhor quer uma economia em que uns, que trabalham, […], estejam a
sustentar, aqueles que o senhor gosta, que é os que não fazem nada, os que
vivem à conta do estado, os que querem os rendimentos básicos incondicionais,
a tralha que não interessa para nada, e que os senhores querem sustentar.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Isso estão os dois de acordo então. Querem uma economia em que o proletariado
sustenta a burguesia, a tralha que não interessa para nada. Apenas querem isso
de forma diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São os dois sistema.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«É evidente que a nossa constituição tem a atribuição ideal dos poderes.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;E depois, Pinto ainda diz que a constituição é boa para o país e que serve o
nosso país. A separação de poderes que centra o poder no parlamento burguês, com
deputados que nem são todos os que serão afetados pela legislação que conseguem
ou votam neles. Realmente serve e é bom para o país burguês, mas não para os
trabalhadores internacionalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dois terços dos assentos do parlamento não representa a dois terços dos
eleitores. Várias pessoas abstêm-se, entre outros fatores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Eu amo os portugueses como ninguém.»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguém que lhe pergunte quem são os portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se o Ventura é “reprimido” por ser sistema. Imagina agora os reais antissistema
(trabalhadores) que não têm condições para se defenderem dos opressores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Ventura não é coitadinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não mete bandeiras LGBT, símbolo da resistência contra a violência de género,
nem bandeiras da Palestina, símbolo da resistência anticolonial. Prefere a
bandeira do país que suporta o colonizador (que tem história de colonizador
também).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ventura usa a transfobia para defender os seus atos xenófobos que fizeram com
que uma criança perdesse dois dedos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenta fazer com que a saída da NATO seja pior do que uma criança que perdeu dois
dedos pela xenofobia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-pinto-ventura-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Microsoft é requisito mínimo?</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/estagio-e-linkedin/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/estagio-e-linkedin/</guid><pubDate>Thu, 19 Mar 2026 00:24:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Será que vou conseguir arranjar um estágio sem ter que criar uma conta no
LinkedIn?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pensei que neste semestre estava “livre” da Microsoft — desafio impossível em
Portugal parece, ou pelo menos na minha universidade. Se não for pelo LinkedIn,
é pelo Excel que tenho que usar na cadeira
“&lt;a href=&quot;https://portal.ipbeja.pt/netpa/page?stage=FichaUnidadeCurricular&amp;#x26;fucId=5356&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;Marketing&lt;/i&gt; e Empreendedorismo&lt;/a&gt;”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É esta a ideologia de “esquerda” que dizem estarem a espalhar nas escolas? Pura
ideologia burguesa!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/estagio-e-linkedin&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>personal</category><category>opinion</category><category>critique</category><category>university</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Eleições presidenciais portuguesas de 2026</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-portugal-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-portugal-2026/</guid><description>Análise crítica do debate entre todos os candidatos presidenciais na RTP.
 Perspectiva sobre as posições dos candidatos sobre Venezuela, imperialismo, imigração e luta de classes.</description><pubDate>Fri, 23 Jan 2026 15:47:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Vi todos os debates, e &lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/keywords/presidential/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;analisei a maioria deles&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para dar contexto ao que vão ler, podem assistir à repetição do debate
&lt;a href=&quot;https://www.rtp.pt/play/p16224/e900601/presidenciais-2026-debate&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mais informações sobre as eleições, os candidatos e as suas posições
político-partidárias, sugerio que leiam &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_presidenciais_portuguesas_de_2026&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;este artigo na Wikipédia&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;venezuela&quot;&gt;Venezuela&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Para &lt;b&gt;Mendes&lt;/b&gt;
&lt;q cite=&quot;https://www.rtp.pt/play/p16224/e900601/presidenciais-2026-debate&quot;&gt;estamos
a falar de uma situação muito delicada&lt;/q&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-portugal-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Associação Académica do IPBeja</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/notas-para-a-aa/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/notas-para-a-aa/</guid><description>Uma análise à situação dos estudantes, funcionário e professores do Instituto Politécnico de Beja e como melhorar a situação.
 Como o Politécnico nos falha?
 Servirá como uma proposta para como a Associação Académica de Beja deve agir nas questões sociais, promovendo o poder de todos os que fazem as escolas, gerir as escolas.</description><pubDate>Tue, 11 Nov 2025 17:03:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;h2 id=&quot;refeitório&quot;&gt;Refeitório&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Vamos começar pela alimentação dos Serviços de Ação Social (SAS).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/notas-para-a-aa&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>IPBeja</category><category>academic-association</category><category>students</category><category>education</category><category>school</category><category>university</category><category>Portugal</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Eleições para a Assembleia da República: 2025</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/legislativas-2025/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/legislativas-2025/</guid><description>No dia 18 de maio de 2025, houve eleições legislativas em Portugal.
 A direita e o conservadorismo ganharam mais poder do que já tinham.</description><pubDate>Mon, 15 Sep 2025 19:27:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Hoje vi uma esquerda derrotada&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-1&quot; id=&quot;fnref-1&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Vou para a cama, organizar as minhas ideias
e dormir. Logo volto.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Este vai acabar por ser o primeiro &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;blog post&lt;/i&gt;, e ainda nem me
apresentei. Ainda não expliquei porque é que decidi comprar este domínio e para
que o quero usar (assunto para outra publicação). Então apresento-me:&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;quem-sou-eu-brevemente&quot;&gt;Quem sou eu (brevemente)&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Bem… já passaram quase três meses desde que iniciei este &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;blog
post&lt;/i&gt;, e por essa razão, aquilo que eu sentia na exata noite das eleições foi
perdido. Eu ainda voltei no dia seguinte para continuar o que comecei, mas
apenas iniciei esta minha pequena apresentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/legislativas-2025&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. António José Seguro</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-seguro-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-seguro-2026/</guid><pubDate>Tue, 23 Dec 2025 17:23:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Se forem votar, não sejam pragmáticos com votos úteis. Mostrem o verdadeiro
Portugal que preferem e não escondam a vossa revolta em “candidatos moderados
com mais possibilidades de ganhar”. Até porque independentemente de quem ganhar,
o sistema capitalista prevalece, e nós continuamos a perder. Mudança de verdade
não acontece pelo sistema. Organizem-se fora do sistema e não esperem por
eleições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, dizeres que és de esquerda, e votas num social-democrata como António
José Seguro porque a segunda volta não vai ter representação de esquerda…
Seguro não é nem centro-esquerda consegue ser. As ações contam mais do que ele
fala por aí.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-filipe-seguro-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Jorge Pinto V.S. António José Seguro</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-seguro-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-seguro-2026/</guid><pubDate>Tue, 02 Dec 2025 17:51:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;O Seguro não pode ser «do espaço do socialismo democrático» e «da
social-democracia» ao mesmo tempo. O primeiro eventualmente quer o comunismo,
mas a partir de eleições deixando a revolução de parte (e imagino que Seguro não
quer comunismo nenhum infelizmente). Social-democrata acredito que ele seja mais
depressa. Quer preservar o sistema capitalista a partir de reformas sociais que
nada fazem para acabar com a exploração do Homem pelo Homem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diz só que és de centro-direita, não mais à esquerda, senão confundes os
eleitores..&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-pinto-seguro-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António José Seguro V.S. Henrique Gouveia e Melo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-seguro-melo-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-seguro-melo-2026/</guid><pubDate>Wed, 10 Dec 2025 15:54:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Sabe quando eu estava a ouvir com atenção a quem é que me parecia? A Catarina
Martins.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Elogio de Seguro para Melo.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O senhor diz, que é um candidato independente. Quem é que foi reunir com o
líder do CDS à noite num bar de Lisboa? […] Quem é que foi almoçar, num
almoço secreto, com o líder do Chega? […] Quem é que escolheu como
mandatário o ex-líder partidário do PSD? O senhor. CDS; Chega; PSD. Todos
juntos. É isso que o senhor representa. É esse campo político.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O Seguro deu &lt;u lang=&quot;en&quot;&gt;cook&lt;/u&gt; com esta. O Almirante está no lado dos
fascistas.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Vamos passar…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O gajo até quis trocar de assunto.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Não, eu represento outro campo político também que é o PS e sabe muito
bem…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Foi de “apolítico” para supostamente representar o PS. Não dá para agradar
todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre o SMO, &lt;a href=&quot;https://poligrafo.sapo.pt/politica/antonio-jose-seguro-vs-henrique-gouveia-e-melo-fact-checking-ao-debate/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ele “mudou” de opinião sim&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu não sou europeísta. Eu sou um pé na Europa e um pé no Atlântico»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;(?)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-seguro-melo-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Catarina Martins V.S. Henrique Gouveia e Melo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-melo-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-melo-2026/</guid><pubDate>Sun, 23 Nov 2025 20:36:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Melo tenta usar ML como um insulto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Melo é pela propriedade privada, pela exploração do Homem pelo Homem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Melo quer conhecer os fascistas. Ele claramente não quer saber de «perigo para a
democracia» nenhum.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Não são os particulares que têm de resolver o problema.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Pois. Eles são o problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A habitação nos países realmente socialistas provavelmente era melhor do que a
situação atual em Portugal e no mundo. Os «sistemas que já foram testados, com
maus resultados». Deve estar a referir-se ao capitalismo, porque existem pessoas
a dormir na rua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Mas que eu saiba, não há nenhuma guerra», disse Gouveia e Melo. Existem várias,
e a NATO e a UE fazem parte do problema:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Palestina;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sudão;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ucrânia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;…&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Se “não há nenhuma guerra”, pensemos pelo menos como o Chanceler da Alemanha:
«Não estamos em guerra, mas não estamos mais em paz».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E não vão ser mais armas a trazer a paz. Os países da NATO na Europa têm
&lt;a href=&quot;https://www.sipri.org/sites/default/files/2025-04/2504_fs_milex_2024.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;3 vezes os gastos da Rússia&lt;/a&gt;
(país em guerra) em despesas militares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-martins-melo-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Luís Marques Mendes V.S. André Ventura</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-mendes-ventura-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-mendes-ventura-2026/</guid><pubDate>Wed, 26 Nov 2025 00:06:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Hoje era um dia de rosas brancas e não de cravos vermelhos»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Tive que procurar a que ela se referia. Encontrei
&lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2025/11/25/impar/noticia/25-novembro-troca-cravos-rosas-brancas-marcou-comemoracoes-parlamento-2155985&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;isto&lt;/a&gt;.
Fico sem palavras. Parece que querem até diminuir o significado que o cravo tem
para Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mendes diz que «ambas as datas […] são importantes» e que «o 25 de novembro
[…] evitou que Portugal caísse numa ditadura de esquerda». Os únicos que devem
temer uma ditadura do proletariado são aqueles que exploram o proletariado. Está
a criar medo a quem não entende o conceito de ditadura do proletariado. «Nos
devolveu […] a pureza dos ideais de abril», mentira, os ideais de abril são
revolucionários. «Eu acho que André Ventura comemora o 25 de novembro porque não
gosta do 25 de abril», verdade, mas tu comemoras o 25 de abril porque permitiu,
infelizmente, o 25 de novembro, que não é data para se comemorar, e que só é
importante para as forças reacionárias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ventura chora que tinham cravos no parlamento. Eu choro que têm o Chega no
parlamento. Ventura a falar de «regras e ordem» &lt;u lang=&quot;en&quot;&gt;lol&lt;/u&gt;. O gajo que
quer impunidade e privilégio para as elites estilo Salazar. O legado do 25 de
abril para Ventura foram as «expropriações, pessoas que perderam tudo» e «a
vergonhosa independência das colónias». Mostra como está do lado dos
capitalistas e latifundiários que usavam aquilo que perderam para explorar o
Homem. Depois diz que as antigas colónias não têm o direito de nos insultar pelo
colonialismo e racismo, por Portugal os ter explorado na altura, e depois quando
finalmente conseguiram libertar-se, Portugal ajudou a implementar os sistemas
parlamentaristas neocoloniais neoliberais atuais que «hoje estamos a ver o que é
que deu». «O 25 de novembro &lt;ins&gt;não&lt;/ins&gt; é a garantia de que a liberdade se
efetivou».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lá tive que ir eu à procura do que é que o presidente de Angola disse de mal
sobre Portugal.
&lt;a href=&quot;https://www.cipra.gov.ao/noticias/2460/discurso/11-de-novembro-de-2025/discurso-do-presidente-da-republica-no-acto-central-das-comemoracoes-do-quinquagesimo-aniversario-da-independencia-nacional&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Encontrei&lt;/a&gt;,
e adivinhem, ele disse verdades:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Mal tínhamos acabado de vencer o colonialismo português que nos oprimiu e
escravizou durante séculos, …»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«São passados 50 anos desde que, como resultado da nossa luta, deixámos para
trás 500 anos de colonização, escravatura e humilhação.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;E foi isto que picou o André Ventura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ventura não ama este país. Ele está a se cagar para os ex-combatentes. «Defender
Portugal até ao fim» nada. O que ele defende são os interesses da exploração
capitalista, tanto durante o colonialismo, como agora com o imperialismo e
neocolonialismo, o qual é o que gera os “corruptos” nesses países de que ele
fala mal, mas que a classe que ele defende é quem ganha com isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ventura chama Fidel Castro de ditador. Mentira, ele não era nenhum autocrata que
ignorava as massas e só pensava em explorar a riqueza das colónias como o
Salazar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ventura diz assim, «eu vou levar o nome de Portugal a outro nível»:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;«Nós não nos ajoelhamos perante ninguém nem temos vergonha da nossa
história», mas está sempre a lamber as botas dos capitalistas que apoia ao
mesmo tempo que parece ter vergonha da história do 25 de abril 1974;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;«Eu se tiver que escolher alguém escolho os portugueses», mas só vai escolher
os “do bem”, os ricos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;«Eu não desonro a memória de Portugal», 🧢.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Ventura trai a maioria dos portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mendes deu uma boa resposta. Romantiza o fascismo, mas o fascismo permite a
corrupção de que tanto diz-se opor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ventura usa o General Ramalho Eanes como um bom exemplo de presidente. O gajo
que com Spínola pertenciam à parte da MFA que queriam uma transição controlada
de descolonização para permitir neocolonialismo, e que já a pensar na entrada
para a NATO, fizeram o 25 de novembro de 1975.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Quem andou a roubar tem que ficar sem o património». Ainda há pouco não foi
isso que deu a intender quando defendia o colonialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Não me venham pedir para olhar para 100 anos para trás» diz o gajo que mais
atrás no tempo vai buscar os seus exemplos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre
&lt;a href=&quot;https://gulbenkian.pt/en/agenda/complexo-brasil/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a exibição na Gulbenkian&lt;/a&gt;.
Penso que é disto que ele fala. Não tenho muita informação sobre a exibição, mas
ele nega claramente a exploração e colonialismo que Portugal fez no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;André Ventura, a culpa foi nossa, e continua a ser nossa. “&lt;em&gt;Se não fazes parte
da solução, fazes parte do problema&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Onde é que encontro essa sondagem de que Ventura falou? Só encontro
&lt;a href=&quot;https://aximage.pt/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;isto&lt;/a&gt; que parece um projeto de escola e
&lt;a href=&quot;https://partidochega.pt/index.php/2025/11/18/sondagem-aximage-ventura-lidera-primeira-volta-das-presidenciais/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;isto&lt;/a&gt;
que me levou a
&lt;a href=&quot;https://folhanacional.pt/2025/11/18/sondagem-aximage-ventura-lidera-primeira-volta-das-presidenciais/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;isto&lt;/a&gt;,
o jornal do Chega. E depois de todas as mentiras que o gajo defende, não dá para
achar que isto seja real.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu sou o candidato dos portugueses que estão fartos de pagar os outros»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Mentira, porque está do lado dos capitalistas que exploram os trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Todos já tivemos questões com a justiça»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Não nos incluas.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O senhor não que combater a corrupção mais do que eu.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Caraças, &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;move on&lt;/i&gt;, já sabemos que os dois, por defenderem o
capitalismo e a propriedade privada, vão ser influenciados pelo capital e criar
leis que beneficiam essa minoria, e que dessa corrupção não querem saber.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O André Ventura a fingir que não fazia parte do PSD no meio dos 50 anos de roubo
de malas de dinheiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foram pelo menos 15 minutos só a ouvir porcaria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-mendes-ventura-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Jorge Pinto V.S. João Cortim de Figueiredo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-figueiredo-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-figueiredo-2026/</guid><pubDate>Tue, 25 Nov 2025 19:48:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Como Pinto disse, também não entendo como um gajo separa o bem-estar humano com
a proteção do meio ambiente. Aonde é que estamos a habitar afinal?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cortim só se vai interessar com a proteção ambiental quando esta lhe favorecer a
sua carteira.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Quem é que cria os empregos?»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Sim, porque se não existisse o dono da padaria, a profissão de padeiro nunca na
vida iria existir? Os patrões são mesmo sábios, criadores das profissões todas,
tipo divindades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-pinto-figueiredo-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Advent Of Code 2025</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/aoc2025/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/aoc2025/</guid><pubDate>Sat, 29 Nov 2025 22:57:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Just remembered that because we are close to the start of December, that means
&lt;a href=&quot;https://adventofcode.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Advent Of Code&lt;/a&gt; is about to start!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As usual, I use this opportunity to try a new programming language (normally
with some &lt;em&gt;differentish&lt;/em&gt; paradigms, just so I learn new ways of thinking of a
problem and its solution). I guess the idea that I had at the end of AoC last
year was to try &lt;a href=&quot;https://odin-lang.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Odin&lt;/a&gt; this year. But I’m already trying
it in a school project. This might be the year I finally learn Python. Or I go
for &lt;a href=&quot;https://www.modular.com/mojo&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Mojo&lt;/a&gt; aka the &lt;code&gt;.🔥&lt;/code&gt; file extension language
just because.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I’m happy :-]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/aoc2025&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>programming</category><category>computer-science</category><category>learning</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Apontamentos sobre &quot;Que Fazer?&quot;</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/que-fazer/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/que-fazer/</guid><description>Análise de &quot;Que Fazer?&quot; de Lénine, abordando economismo, vanguarda e partido, consciência de classe e consciência política, organização partidária, clandestinidade, o jornal, alianças e frente unida e popular, no contexto do Império Russo e da atualidade.</description><pubDate>Sun, 01 Mar 2026 14:12:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Isto serve mais como apontamentos para mim mesmo. Incluí notas, reflexões e
comentários pessoais. Posso-me navegar pelos cabeçalhos e/ou com
&lt;kbd&gt;&lt;kbd&gt;Ctrl&lt;/kbd&gt; + &lt;kdb&gt;F&lt;/kdb&gt;&lt;/kbd&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;cite&gt;&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/index.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Que Fazer? Problemas Candentes do Nosso Movimento&lt;/a&gt;&lt;/cite&gt; de
&lt;strong&gt;Vladimir Ilitch Ulianov “Lénine”&lt;/strong&gt;, obra com mais de 120 anos
(&lt;time datetime=&quot;1902&quot;&gt;1902&lt;/time&gt;), surgiu com a separação do
&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Oper%C3%A1rio_Social-Democrata_Russo&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Partido Operário Social-Democrata Russo&lt;/a&gt;, que deu origem aos
&lt;i lang=&quot;ru&quot;&gt;Большевики́&lt;/i&gt; (membros da maioria) e aos
&lt;i lang=&quot;ru&quot;&gt;Меньшевики&lt;/i&gt; (membros da minoria). O texto foi escrito numa
altura em que 90 % da população russa era camponesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O regime Czarista era repressor, e já existia uma burguesia que o suportava,
embora o capitalismo na Rússia era atrasado. Ainda existia servidão e fidalguia,
mas também já existia presença de capital (belga, sueco, francês, alemão,
inglês, estadunidense americano, etc.).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Naquela época, social-democracia e comunismo eram basicamente sinónimos. A
social-democracia de hoje nada tem a ver com a que Lénine defendia neste
panfleto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o desenvolvimento do artigo &lt;cite&gt;&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Por Onde Começar?&lt;/a&gt;&lt;/cite&gt;, também
escrito por ele, no jornal clandestino &lt;cite&gt;Iskra (Centelha)&lt;/cite&gt;, onde já
dava a ideia de um
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;esboço de um
plano&lt;/q&gt; que dizia
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;que modo&lt;/q&gt;
é que o partido tinha de dar os
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;passos
práticos&lt;/q&gt;, acabando com
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;a tendência
“&lt;a href=&quot;#economismo&quot;&gt;economicista&lt;/a&gt;”&lt;/q&gt; e
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;a tendência
do ecletismo sem princípios&lt;/q&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Karl Liebknecht&lt;/strong&gt;, social-democrata alemão, disse uma vez que
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;se as
circunstâncias transformam-se em vinte e quatro horas, é preciso modificar a
tática em vinte e quatro horas&lt;/q&gt;. Esta frase não deve ser usada como desculpa
para não
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;trabalhar
por criar uma organização combativa e realizar uma agitação política em qualquer
situação, em períodos “cinzentos, pacíficos”, em períodos de “declínio do
espírito revolucionário”, quando ao contrário, exatamente nessas situações e
nesses períodos é particularmente necessário esse trabalho, porque nos momentos
de explosões sociais não há tempo hábil para criar uma organização, que nesses
momentos já deve estar pronta para poder desenvolver imediatamente sua
atividade.&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A atividade do partido deve se basear:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;na
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;fundação
de um jornal político&lt;/q&gt; para
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;coordenar
sistematicamente a propaganda e a agitação multiformes e consequentes&lt;/q&gt; de
todo o proletariado.
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;Se não
sabemos e em quanto não soubermos unificar a nossa influência sobre o povo e
o governo mediante a palavra impressa, será utopia pensar poder unificar
outros meios de influência mais complexos, mais difíceis e a curto prazo mais
decisivos&lt;/q&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;no
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;despertar
em todos os estratos do povo mais ou menos consciente a paixão pela denúncia
política&lt;/q&gt;, usando o jornal como
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;uma
tribuna da qual todo o povo possa denunciar o governo&lt;/q&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;no uso do jornal como
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;um
organizador coletivo.&lt;/q&gt;
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;Um jornal
[…] não tem somente a função de difundir ideias, de educar politicamente e
de conquistar aliados políticos. O jornal não é somente um propagandista e
agitador coletivo&lt;/q&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Já existiam vários grupos espalhados pela Rússia que se referenciavam ao
Marxismo. O jornal para toda a Rússia uniria esses grupos. Embora uns não
concordassem com o partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No texto, quando ele fala do jornal, ele específica que ele é
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm&quot;&gt;para toda a
Rússia&lt;/q&gt;. Talvez naquele momento da História (e no local também), e para a
tarefa de acabar com a autocracia do Império Russo, isso fizesse sentido, mas
hoje em dia, os impérios são outros. Dependerá bastante da situação, mas jornais
como este, agora, não têm necessidade de se conter num único só país muitas das
vezes. Fará sentido múltiplos jornais, um para cada país da UE, ou um só jornal
(com as traduções necessárias) para todos os países, por exemplo? Portugal não é
um império, mas a UE já o é. E uma organização de vanguarda europeia teria
infinitas vezes mais valor de que uma vanguarda nacional. Quanto mais lugares a
vanguarda alcançar, melhor. É
&lt;q cite=&quot;https://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/cap04.htm#f&quot;&gt;necessário
deslocar um pouco o centro de gravidade para o trabalho à escala&lt;/q&gt; mundial.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;… A Comuna de Paris de 1871 deu um vislumbre do que a classe trabalhadora
poderia alcançar e como poderia gerir a sociedade por si mesma. Mas após 72
dias a Comuna foi esmagada pelo governo burguês de Thiers apoiado pelo poder
internacional da classe capitalista. Confinada a uma única cidade, foi isolada
e derrotada com 20.000 trabalhadores parisienses massacrados a sangue-frio
numa única semana em maio de 1871. Em resposta, os Communards dispararam
contra os reféns burgueses. O número de vítimas de classe dominante da Comuna
era de 84. Assim, é sempre que o terror branco da classe dominante supera em
números e horrores o terror vermelho da classe trabalhadora. Como Marx
observou, o problema da Comuna era que estava isolada para uma única cidade. O
problema do proletariado russo era que a sua revolução estava isolada para um
único país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Revolução Russa de outubro de 1917 continua a ser a única ocasião na
história em que um contingente de trabalhadores derrubou realmente o poder do
Estado capitalista sobre um território inteiro. Por esta razão continuamos a
examinar e a tentar entendê-la…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[…]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;… O declínio da revolução demonstram, no entanto, é a necessidade de que
esse partido seja internacional e centralizado antes do surto revolucionário.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— &lt;a href=&quot;https://www.leftcom.org/en/articles/2001-08-01/1921-beginning-of-the-counter-revolution&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;Communist Workers’ Organisation&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, traduzido via
&lt;a href=&quot;https://translate.direitosdigitais.pt/?source=en&amp;#x26;target=pt&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;LibreTranslate&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mais contexto sobre a História da Rússia antes e durante a revolução,
&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/@BesDMarx&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Bes D. Marx&lt;/a&gt; está a fazer uma série de vídeos sobre o assunto em ordem
cronológica, muito bons.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda não foi disponibilizada uma &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;playlist&lt;/i&gt; para a série
&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;The October Revolution&lt;/i&gt;, que ainda está por completar:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=BNMYgxFE_YI&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;The Most Dangerous History They Don’t Want You to Know&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=JQgumNq4vvI&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;Lenin’s Formula for Revolution (And Why It Worked)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=we-sodFPJVI&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;The Secret Beginnings of the Bolsheviks: From Reading Circles to Revolution&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=x8UirV4JcLc&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;What Lenin Understood about Organizing (that many Leftists still don’t)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;A tarefa da social-democracia consistia em «dirigir &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; as manifestações
de luta do proletariado &lt;strong&gt;contra&lt;/strong&gt; todas as formas de opressão política,
&lt;strong&gt;económica&lt;/strong&gt;, e social»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;h2 id=&quot;prefácio&quot;&gt;Prefácio&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/e/economismo.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;dfn id=&quot;economismo&quot;&gt;Economismo&lt;/dfn&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;: corrente oportunista,
surgida entre uma parte dos sociais-democratas russos na segunda metade dos
anos 90 do século passado [&lt;time datetime=&quot;1895&quot;&gt;XIX&lt;/time&gt;]. Os «economistas»
afirmavam que a tarefa do movimento operário consistia unicamente na luta
económica pela melhoria da situação dos operários, isto é, redução da jornada
de trabalho, aumento do salário, etc. Quanto à luta política contra o
tsarismo, os «economistas» consideravam que devia ser travada pela burguesia
liberal e não pelos operários. Os «economistas» opunham-se à criação do
partido político independente da classe operária, negando o valor da teoria
revolucionária para o movimento operário, rejeitando a propaganda das ideias
do socialismo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/que-fazer&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>leninism</category><category>vanguard</category><category>marxism</category><category>class-consciousness</category><category>party</category><category>organization</category><category>spontaneity</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Greve Geral contra o Pacote Laboral, Guerra e Rearmamento</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/greve-geral-11-dez/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/greve-geral-11-dez/</guid><description>Uma análise do que levou à greve geral, mostrando que o ataque não vem só da burguesia portuguesa, mas sim dos imperialistas europeus.
 Como classe precisamos de nos unir internacionalmente contra todos os imperialismos.</description><pubDate>Tue, 09 Dec 2025 16:19:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Esta é a primeira &lt;em&gt;greve geral&lt;/em&gt; em Portugal que eu vou presenciar e ter a
noção de que ela está a acontecer. A últimas cinco foram entre 2010 e 2013, eu
tinha entre 5 ou 8 anos. Talvez a razão para durante mais de 10 anos a luta de
classes parecer ter sido calma, é porque os governos eram maioria de esquerda, e
as maiores uniões sindicais são de certa forma influenciadas pelo
&lt;dfn id=&quot;pcp&quot;&gt;Partido Comunista Português&lt;/dfn&gt;
(&lt;abbr title=&quot;Partido Comunista Português&quot;&gt;PCP&lt;/abbr&gt;) e &lt;dfn id=&quot;ps&quot;&gt;Partido
Socialista&lt;/dfn&gt; (&lt;abbr title=&quot;Partido Socialista&quot;&gt;PS&lt;/abbr&gt;), e por isso “está
tudo bem”. Simplesmente nem me lembro de terem acontecido. E claramente não sou
o único. Aliás, enquanto tenho tentado fazer com que as pessoas na universidade
(professores, não docentes e estudantes) adiram à greve e que me ajudem a fazer
com que os outros também adiram à greve, e especialmente os estudantes e jovens,
trabalhadores ou não:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;não sabiam que ia ter uma greve geral no dia 11 de dezembro (alguns sabiam
graças aos cartazes e panfletos da &lt;dfn id=&quot;cgtp&quot;&gt;Confederação Geral dos
Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional&lt;/dfn&gt;
(&lt;abbr title=&quot;Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional&quot;&gt;CGTP-IN&lt;/abbr&gt;)
que espalhei pelo politécnico);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ou simplesmente nem sabem o que é uma greve, ou o que significa ela ser
geral.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Eu ouvi pessoas a dizer que “não posso fazer greve porque nesse dia eu
trabalho”. &lt;strong&gt;Alô&lt;/strong&gt;!? O facto de os jovens serem dos trabalhadores
mais explorados e, ao mesmo tempo, serem as pessoas que não conhecem a greve, o
direito à greve, o sindicalismo, &lt;em&gt;é mau&lt;/em&gt;!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São as formas legais de resistência dos trabalhadores num sistema contra os
trabalhadores. Devem ser abusadas. Desde 8 de novembro que a greve geral foi
convocada. Passou um mês, e a comunicação social, as redes sociais e os seus
algoritmos, não foram capazes de informar-te? Mostra muito bem de que lado é que
os media estão! Se não fossem os debates presidenciais, aí talvez não se ouvi
falar mesmo. O facto de não saberem sequer o que é uma greve mostra como a
educação também está no lado das empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não interessa. Porque as pessoas sentem-se exploradas. Por isso são capazes
de não se esforçar durante o trabalho, ficar à conversa com os colegas ao invés
de trabalhar, entrar mais tarde um pouco e sair mais cedo também, etc., como um
ato de revolta, mesmo que sem intenção. Mas estes atos são muito individuais e
não são capazes de criar uma mudança drástica. Os trabalhadores juntos fazem
mais, com sindicalismo, greves, &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;slowdowns&lt;/i&gt;, expropriações,
sabotagens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora algumas técnicas de resistência sejam ilegais, o caso das expropriações,
«Decreto-Lei n.º 392/74 visto e aprovado pelo companheiro Vasco dos Santos
Gonçalves… artigo 7º (Formas ilícitas da luta laboral)»&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-1&quot; id=&quot;fnref-1&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São a partir destas lutas que a estado burguês cria reformas que melhoram a
situação do trabalhador, de forma a conter a revolta dos trabalhadores, porque
se não o fizerem, a revolução fica cada vez mais próxima. Sem resistência,
deixamos o capital aumentar a exploração como bem entender.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta luta, derrotando ou não o pacote, serve para unir a classe trabalhadora,
que a direita separa. Ensina que a luta coletiva é possível, e é capaz também de
mostra os limites da luta sindical reformista, dando a entender que a resposta
está mesmo na revolução.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mostra que a exploração continua mesmo com melhores salários e menor carga
horária de trabalho semanal, e que para acabar com essa exploração, apenas
acabando com o sistema que permite tal exploração.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;o-pacote-laboral&quot;&gt;O pacote laboral&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Dia 18 de setembro foi quando comecei a tentar ler e entender do que se tratava
o &lt;a href=&quot;https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/ficheiro.aspx?v=%3d%3dBQAAAB%2bLCAAAAAAABAAzNDE1sgAAScL4wgUAAAA%3d&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Anteprojeto de Lei da reforma da legislação laboral&lt;/a&gt; porque tinha
ouvido falar de que era algo mau. Tinha sido apresentado em julho. Sei da data
porque mandei mensagem a um amigo meu sobre isto nesse dia. &lt;small&gt;Aproveito
para falar que era muito mais simples de ler e entender esse documento se
aparecesse o que foi retirado e o que continua lá também, mais estilo
&lt;code&gt;git diff&lt;/code&gt;.&lt;/small&gt; Não li tudo. Algumas mudanças cheguei eu sozinho à conclusão
do porquê iam ser más. Outras tive dificuldade pela forma como o documento é
apresentado, sentia falta de contexto (como ia saber se mudou para melhor ou
pior? Tive que procurar na lei atual), mas também pelo palavreado que usam (eram
muitos termos que desconhecia ou não tinha a certeza do significado). Ainda bem
que tinha jornalista, os camaradas do
&lt;abbr title=&quot;Partido Comunista Português&quot;&gt;PCP&lt;/abbr&gt; e do Bloco de Esquerda, e
outras fontes, que fizeram o trabalho de explicar o porquê que o pacote laboral
é mau, e quais são as mudanças que querem fazer &lt;em&gt;a mais de 100 artigos do
atual código de trabalho&lt;/em&gt;!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/greve-geral-11-dez&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>class-struggle</category><category>general-strike</category><category>Portugal</category><category>imperialism</category><category>european-union</category><category>syndicalism</category><category>internationalism</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/dia-int-mulher-trabalhadora/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/dia-int-mulher-trabalhadora/</guid><description>Sobre o verdadeiro significado do Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras: da greve iniciada pelas mulheres trabalhadoras de 1917 em São Petersburgo à luta internacionalista atual contra a guerra, o patriarcado e o capitalismo.</description><pubDate>Sun, 08 Mar 2026 17:49:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;A liberdade não pode ser alcançada a menos que as mulheres tenham sido
emancipadas de todas as formas de opressão.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Nelson Mandela&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para quem não sabia — ou apenas para relembrar —, o dia 8 de março não começou
como o “dia da mulher” (às vezes até tiram o “internacional”), mas sim, como
“dia internacional das mulheres trabalhadoras”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi um dia para relembrar que a luta pela emancipação das mulheres também é a
luta pelo comunismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta luta foi capaz de dar às mulheres a liberdade de escolher quantas horas é
que querem trabalhar e como quer ser exploradas no modo de produção capitalista.
Deu o direito a licenças de maternidade e à criação de puericulturas/creches. A
luta permitiu com que as mulheres conquistassem o direito ao sufrágio/voto, o
direito ao trabalho, o direito de conseguir ter os mesmos cargos que os homens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E com a luta económica de todo o proletariado (por isso, incluindo as mulheres),
ofereceu melhores salários e menos carga laboral, ofereceu mais tempo de férias,
etc.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;revolução-de-fevereiro-de-1917-rússia&quot;&gt;Revolução de fevereiro de 1917, Rússia&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Durante a Primeira Guerra Mundial, os familiares e amigos das mulheres voltavam
para casa num caixão. A guerra também trouxe inflação e falta de comida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/dia-int-mulher-trabalhadora&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>women</category><category>feminism</category><category>class-struggle</category><category>internationalism</category><category>patriarchy</category><category>gender-violence</category><category>oppression</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/violencia-de-genero-e-25-nov/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/violencia-de-genero-e-25-nov/</guid><description>Uma crítica ao patriarcado e as estruturas que permitem opressão no mundo.
 Violência de género não tem bordas. É necessário uma intervenção coletiva e internacionalista.</description><pubDate>Tue, 25 Nov 2025 08:57:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Ontem, dia 24 de novembro de 2025, recebi um &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;e-mail&lt;/i&gt; de manhã
sobre o &lt;em&gt;Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as
Mulheres&lt;/em&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Bom dia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta é a semana em que se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da
Violência contra as Mulheres, uma data estabelecida pela ONU para alertar
sobre a violência física, psicológica, sexual e social que afeta as mulheres:
25 de novembro. Só nos primeiros seis meses do ano foram assassinadas, em
Portugal, 13 pessoas em contexto de violência doméstica. Onze eram mulheres. A
GNR e a PSP receberam, no mesmo período, mais de 18 mil denúncias,
identificando mais de 21 mil vítimas. Em média, foram registadas quatro
queixas hora, 102 por dia. A violência doméstica continua a ser o crime mais
denunciado e o que mais mata em Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Projeto Escolas Transformadoras no IPBeja, associa-se e divulga os eventos
que em Beja têm lugar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ESTIG – pelas 11h30, na sala H20: Aula aberta “Violência contra as
mulheres-novos tempos, velhas práticas”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Praça da Républica – Portas de Mértola – pelas 18h: Marcha pelo fim da
violência contra as mulheres. A iniciativa tem início pelas 18h00, na Praça da
República, passa pelo Largo do Museu, Jardim do Bacalhau e termina nas Portas
de Mértola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma boa semana, Escolas Transformadoras.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Vou falar sobre violência de género.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;quem-está-a-falar&quot;&gt;Quem está a falar&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Eu sou um homem cisgénero heterossexual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/violencia-de-genero-e-25-nov&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>gender-violence</category><category>patriarchy</category><category>feminism</category><category>anarchism</category><category>human-rights</category><category>sexism</category><category>LGBTQIA+</category><category>domestic-violence</category><category>oppression</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Catarina Martins</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-martins-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-martins-2026/</guid><pubDate>Fri, 12 Dec 2025 17:45:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Uma candidatura patriótica, ou seja, que não aceite as imposições que nos
venham do exterior, das grandes potências, designadamente da União Europeia ou
da NATO, e por tanto que, uma presidência assente na prevalência do interesse
nacional…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Outra vez com a conversa do interesse nacional enquanto está a representar o
“comunismo”. Ser comunista significa não defender nenhum estado/nação e lutar
pelos interesses do proletariado independentemente de onde eles se encontram no
mundo. Os interesses nacionais não são os interesses dos trabalhadores. Hoje
está a acontecer uma greve geral na Itália. O presidente “comunista” não deve
então apoiar os trabalhadores italianos por não ser do interesse nacional, mas
que não deixa de ser do interesse dos trabalhadores no geral? Para não falar que
existem portugueses na Itália e italianos em Portugal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-filipe-martins-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Catarina Martins V.S. André Ventura</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-ventura-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-ventura-2026/</guid><pubDate>Sat, 29 Nov 2025 22:54:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Demorou 1 minuto para ele pensar em pôr a culpa não nos polícias corruptos, e
sim no Bloco. Novo recorde?&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;migração não é algo ilegal e pessoas não são ilegais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a esquerda que eu conheço não defende a exploração do Homem (o Ventura deve
estar a projetar-se);&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Deixa-me ver se eu entendi: criaram leis para criar migração humanista; migração
que não era humanista tornou-se ilegal; migração ilegal aumentou (bom); Ventura
diz que isto é mau.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Não percebe que os portugueses querem uma coisa diferente.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Com 40% de abstenção, podes ter a certeza que essa coisa diferente não é o
Chega.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Ventura ficou de coração partido com essa declaração do cardeal, teve que
trocar de assunto senão saiam as lágrimas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele, ao invés de dar os documentos, fica a chamá-los ilegais, grande ajuda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O próprio gajo enterra-se com as suas palavras e depois mete a culpa no
moderador. Depois sugere citar fascistas, nazistas, sionistas, …&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atenção! Fora do previsto, Ventura usa islamofobia, porque pelo que parece todos
os muçulmanos tratam mal as mulheres (e homossexuais, mencionados depois), e
afinal o problema não é o patriarcado, presente em todo o lado, incluindo
Portugal, que Ventura certamente defende.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com armas financiadas parte por Portugal via UE a destruírem escolas e locais de
trabalho, que matam qualquer um, e com sionistas a controlar pedaços de terras
(já habitados) com os seus colonatos, não é de espantar que as mulheres e
pessoas &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;queer&lt;/i&gt; na Palestina não tenho dignidade, e possibilidade
de estudar e trabalhar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E logo após ser islamofóbico, afirma não ser racista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também aprendeu sobre o Boko Haram na Nigéria, mas falou porcaria. Não existe
nenhum genocídio cristão. Quem está a ser alvo de violência não são as cristãs
só: são maioritariamente as mulheres e meninas, independentemente da religião,
etnia. Culpa também do patriarcado que André Ventura defende.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o direito das pessoas decidirem o que vestem? Esse não interessa Ventura?&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«… porque estamos a defender o cidadão comum. Os senhores defendem as mesmas
elites…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Este gajo diz tudo trocado. Quem lê isto sem contexto pensa que está a citar
Catarina Martins.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Venezuela não é um país comunista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Inglaterra», a seguir a tradição de lamber as botas desse país desde 1373.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho uma teoria que quem vota no Chega — tirando a burguesia a quem o partido
defende os interesses — nunca ouviu a um debate com o Ventura a falar, porque
não é possível que depois ouvir tanta porcaria tu votas nisto. Ou então são
analfabetos funcionais, ou algo do género.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-martins-ventura-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António José Seguro V.S. André Ventura</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-seguro-ventura-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-seguro-ventura-2026/</guid><pubDate>Mon, 17 Nov 2025 20:39:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;O Ventura é contra o sindicalismo. Mas é claro. Eles têm medo de quando não
conseguem ter autoridade sobre quem está por baixo e quando quem está por baixo
é que toma as decisões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Ventura quer compensar quem perde com a greve, que são principalmente os
patrões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quer que o presidente tenha mais poderes. A caminho da ditadura, como na altura
de Américo Tomás, o fascista, colonizador. Ele quer autoritarismo. Já era de
esperar do líder dos conservadores fascistas.&lt;/p&gt;
&lt;ul class=&quot;contains-task-list&quot;&gt;
&lt;li class=&quot;task-list-item&quot;&gt;&lt;input type=&quot;checkbox&quot; checked disabled&gt; Partido de esquerda = União Soviética;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;task-list-item&quot;&gt;&lt;input type=&quot;checkbox&quot; checked disabled&gt; Xenofobia: «imigrantes são bandidos»;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;task-list-item&quot;&gt;&lt;input type=&quot;checkbox&quot; checked disabled&gt; «Vou ser presidente dos &lt;em&gt;portugueses do bem&lt;/em&gt;».&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Irónico a comparação com a União Soviética como um insulto seguido do desejo por
um estado com o que teve de pior na URSS: autoritarismo, burocracia, menos
democrático e o controlo opressivo do estado.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Sobre o Seguro, mostra-se contra o pacote laboral, mas o PS deixou passar o OE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-seguro-ventura-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>#NoFachoDay</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/nofachoday/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/nofachoday/</guid><pubDate>Sat, 29 Nov 2025 20:08:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Uma data para adicionar ao calendário:
&lt;a href=&quot;https://eventos.coletivos.org/event/nofachoday&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;#NoFachoDay&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/nofachoday&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>anti-fascism</category><category>oppression</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>O lucro da mobilidade</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/subsidio-social-de-mobilidade/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/subsidio-social-de-mobilidade/</guid><description>As alterações ao SSM são um ataque aos trabalhadores e nada tem de &quot;justiça social&quot;. É pura austeridade e exploração dos trabalhadores enquanto quem ganha são os donos das companhias aéreas.
 Uma assinatura a uma petição é o mínimo que podemos fazer. É necessária a luta coletiva dos trabalhadores a nível global contra o capitalismo faz de necessidades mercadorias para lucro.</description><pubDate>Wed, 14 Jan 2026 21:50:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Hoje antes do jantar, partilharam-me &lt;a href=&quot;https://mobilidadejusta.pt/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;este sítio &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;web&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;,
relacionado a supostas novas regras para um &lt;dfn id=&quot;ssm&quot;&gt;Subsídio Social de
Mobilidade&lt;/dfn&gt; (&lt;abbr title=&quot;Subsídio Social de Mobilidade&quot;&gt;SSM&lt;/abbr&gt;)
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/comunicado?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-mais-rapido-novas-regras-a-partir-de-15-de-janeiro&quot;&gt;mais
justo e mais rápido&lt;/q&gt; &lt;a href=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/comunicado?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-mais-rapido-novas-regras-a-partir-de-15-de-janeiro&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;comunicado pelo governo na semana passada&lt;/a&gt;:
&lt;cite&gt;SSM - Natal em família? Só para quem pode&lt;/cite&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostam muito de
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;inovação&lt;/q&gt;.
Aliás, começam pela parte boa da digitalização,
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;plataforma
digital&lt;/q&gt;, e
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;pedir
o subsídio social de mobilidade logo após a compra da viagem&lt;/q&gt;. No meio,
ignoram quem não tem acesso às plataformas digitais e que depende do serviço dos
CTT, ou quem não tem Cartão de Cidadão porque continua com o Bilhete de
Identidade, ou não sabe usar a Chave Móvel Digital. Falam &lt;a href=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;na sua notícia&lt;/a&gt;
que desta vez a ideia é criar
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;regras
melhoradas e simplificadas, permitindo maior justiça social e coesão
territorial&lt;/q&gt;. Lendo &lt;a href=&quot;https://mobilidadejusta.pt/carta.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;esta carta aberta ao governo&lt;/a&gt;, vemos como a
redução do valor que os trabalhadores suportam,
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;designadamente
baixando-o de 134€ para 119€ para residentes nos Açores e de 86€ para 79€ para
residentes na Madeira&lt;/q&gt;, não ajuda em nada, quando, ao mesmo tempo “inovam”
para
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;o
beneficiário passar a suportar metade do valor a que estava habituado&lt;/q&gt;,
ignorando que o preço das viagens, nas alturas que elas acontecem (férias,
épocas de pico), ultrapassa quase sempre os 200–300 €. Obrigam o trabalhador a
comprar a viagem de ida e volta ao mesmo tempo, mas isso nem sempre é possível
porque na maioria das vezes, a viagem de volta é incerta, tanto para
trabalhadores, quanto para estudantes. Isto apenas traz
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;eficiência&lt;/q&gt;
para o estado capitalista reduzir as suas despesas na “caridade” aos
trabalhadores, e pôr em belicismo para no futuro obrigar os mesmos trabalhadores
a matarem os trabalhadores de outro país que estão na mesma situação.
&lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/greve-geral-11-dez/#o-que-est%C3%A1-a-acontecer-na-uni%C3%A3o-europeia&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Esta não é a única forma que eles arranjam para diminuir as despesas à custa da exploração dos trabalhadores&lt;/a&gt;!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mobilidade é um direito fundamental, devia ser uma garantia e não uma regalia
para quem pode.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Querem explorar ainda mais os trabalhadores. Já não basta a coerção laboral, que
faz com que muitos tenham que trabalhar longe de casa, e por isso têm a
necessidade de ter que comprar viagem em primeiro lugar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo está a tentar esconder a austeridade como um benefício para o cidadão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas mesmo que não seja por questões laborais. Os trabalhadores deviam ter o
direito de puder conhecer o seu país facilmente, sem ter que se preocupar com os
custos. Se se importam com a cultura, é dessa forma que a conseguem proteger.
Não é a espalhar a xenofobia e nacionalismo, a meter a culpa noutros
trabalhadores só porque têm uma situação de cidadania e/ou etnia diferente.
Aliás, esses trabalhadores sem nacionalidade, têm os mesmos problemas que os
trabalhadores e estudantes com nacionalidade; eles merecem também esse direito à
mobilidade garantida, em Portugal, na UE e espaço Schengen, no mundo. Não era o
que tínhamos antes, e o que querem fazer é mais um passo para trás. E por isso
assinar esta petição é o mínimo, e insuficiente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto a mobilidade for um lucro para alguns e um prejuízo para a maioria,
enquanto houver bordas que separam os trabalhadores e deixam uma burguesia
controlar um certo território para explorar quem lá está, não haverá
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;tratamento
igualitário&lt;/q&gt;, isto nunca vai acabar. É necessário organizar-se, pela luta por
uma sociedade onde as necessidades são garantidas a todos, onde as
infraestruturas de transporte são controladas pelos trabalhadores, com a
abolição do capitalismo, que só é possível globalmente.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Leiam &lt;a href=&quot;https://mobilidadejusta.pt/carta.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a carta aberta&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://peticaopublica.com/psign.aspx?pi=PT129371&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;assinem a petição&lt;/a&gt;. Mas a
&lt;q cite=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=subsidio-social-de-mobilidade-mais-justo-e-rapido-novas-regras-a-15-de-janeiro&quot;&gt;justiça
social&lt;/q&gt; vem de outra forma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/subsidio-social-de-mobilidade&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>Portugal</category><category>austerity</category><category>mobility</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Trabalho de bandido</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/trabalho-de-bandido/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/trabalho-de-bandido/</guid><description>Quem é que define o que é legal e o que é ilegal e crime? Quem é que diz se um trabalho é mais ético que outro? Quem são os verdadeiros bandidos?</description><pubDate>Fri, 31 Oct 2025 13:26:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Eu jurava que eu tinha já adicionado este assunto à lista de potênciais
&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;blog posts&lt;/i&gt; mas a verdade é que procurei agora, e não encontrei
nada. Mas deste assunto eu já pensei o suficiente, especialmente durante a minha
estadia no estado do Rio de Janeiro entre o fim do carnaval, quando o criminoso
fez o seu desfile no Copacabana a pedir anistia a quem “lutou” pela democracia
no Brasil, quando teve uma guerra no Complexo do Chapadão, quando tanto o Oruan
(ou Mauro) e o MC Poze foram presos (e libertos), e no fim com as festas juninas
(e julinas). Penso não ter-me esquecido de nenhum acontecimento importante. Fiz
a minha vida especialmente em Niterói por causa dos estudos, mas tive
oportunidade de passear também na cidade do Rio, e muito pouco na Baixada
Fluminense e em São Gonçalo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acontece que este foi o assunto da atualidade hoje dia
&lt;time datetime=&quot;2025-10-30&quot;&gt;30 de Outubro&lt;/time&gt;. Ouvi falar dele não sei
quantas vezes já. Por isso vou aproveitar o “&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;hype&lt;/i&gt;” e escrever.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Opinião de um português que esteve 5 meses a viver no Centro de Niterói.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Começou com ontem (dia &lt;time datetime=&quot;2025-10-29&quot;&gt;29&lt;/time&gt;) às 22:44 quando
recebi no Signal uma mensagem do meu antigo colega com o link para
&lt;a href=&quot;https://pt.euronews.com/2025/10/28/megaoperacao-contra-gangue-no-rio-de-janeiro-faz-pelo-menos-64-mortos-e-80-presos&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;esta notícia&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Boa época para ir ao Rio de Janeiro»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O governo federal disse que não sabia da operação, senão iria impedir que
acontecesse»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Este gajo deve pensar que eu ainda estou lá. &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;Either way&lt;/i&gt;, por
acaso não foi novidade para mim a notícia. Tanto por já ter sido informado desse
acontecimento em específico, mas também porque infelizmente, violência policial
para quem vive em comunidade é algo que acontece com frequência, a diferença
desta vez foi só o tamanho da situação e talvez por isso é que virou notícia
global.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Respondi assim para o «impedir que acontecesse»:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu acho que sim. Não estão a matar os líderes, só os trabalhadores»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Tinha-me esquecido que já tinhamos tido uma conversa sobre este assunto. Ele
respondeu:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Não são trabalhadores Joaquim. São bandidos. Tu um dia vais entender essa
perpectiva. Mas creio que a operação tenha algum tipo de fundamento,
reconhecimento ou tomada de território, ou até mesmo retomar a ordem. Chegar
lá e matar só porque sim não é motivo para uma operação»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Não respondi porque sei que a conversa não vai dar em nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então vamos começar!&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;o-meu-ponto-de-vista&quot;&gt;O meu ponto de vista&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Eles estão só a matar trabalhadores &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; oprimidos. &lt;em&gt;Se
eles eram civis, não involvidos com o Comando Vermelho (ou com qualquer outra
facção)&lt;/em&gt;, eles são oprimidos pelo estado e pela facção, &lt;em&gt;e agora estão
mortos&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Se eles eram trabalhadores para o Comando Vermelho&lt;/em&gt;, eles
são oprimidos pelo estado, mas pela sua própria facção também exatamente por
serem trabalhadores, assalariados, explorados. Ou eles têm as mesmas riquezas
que os líderes da facção? &lt;em&gt;E agora estão mortos&lt;/em&gt;. Ambos fazem parte da
classe trabalhadora, e ambos são oprimidos pelas mesmas entidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/trabalho-de-bandido&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>Brasil</category><category>police-brutality</category><category>oppression</category><category>discrimination</category></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Henrique Gouveia e Melo V.S. João Cortim de Figueiredo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-melo-figueiredo-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-melo-figueiredo-2026/</guid><pubDate>Thu, 20 Nov 2025 22:13:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Cortim, mais um autoritário, mas neoliberal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Henrique Gouveia e Melo é social democrata, e não um “apolítico”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cortim diz que o novo pacote laboral «é favorável a ambos», trabalhadores e
empresas. Deve ser exatamente por isso que os trabalhadores convocaram uma greve
geral. Mas o pacote laboral serve para «preparar […] para uma realidade que
vai ser bastante diferente nos anos vindouros». E os anos agora? Tem pessoas a
dormir na rua. A nova legislação laboral vai «criar empregos», empregos
precários. A única flexibilidade que o Cortim defende do novo pacote é a
flexibilidade da exploração. O outro não quis dar a entender se apoiava a mesma
flexibilidade. Vou interpertar como um “sim, eu apoio”.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu saberei resistir a todas e quaisquer pressões que me façam desviar ou que
me queiram fazer desviar do interesse supremo dos portugueses».&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Foi o que o Cortim disse no início. Porém, Cortim está a favor de mandar pessoas
para matar e serem mortas, não resistindo às pressões imperialistas da NATO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O outro, se está a favor, ninguém sabe, mas imagina-se…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-melo-figueiredo-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Jorge Pinto V.S. Henrique Gouveia e Melo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-melo-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pinto-melo-2026/</guid><pubDate>Thu, 27 Nov 2025 16:23:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Melo continua sem querer falar sobre o pacote laboral por ser um tema das
legislativas. Não quer largar o rótulo de independente. «Não serei nunca uma
marioneta»: 🧢.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Vai sempre haver um país […] com mais precariedade e com salários ainda
mais baixos do que os nossos»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Como disse Pinto, esses países até podem ser “mais ricos” (a riqueza estando
concentrada numa minoria), mas quem paga o preço para isso ser possível são
sempre os trabalhadores, e é dessa forma que os capitalistas portugueses
supostamente querem “competir contra esses países”. Mas a real competitividade é
entre as classes, independente do país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O RBI nada faz para acabar de verdade com as desigualdades. Ao invés de tirar as
barreiras dos preços na habitação, saúde e educação, querem fazer caridade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se é para usar IA no trabalho, tem mesmo que ser para ajudar o trabalhador, por
exemplo, reduzindo da jornada laboral atual (conseguindo melhor salário com
menos exploração), e não para aumentar a autoridade que os patrões têm ao
ajudá-lo a controlar e tomar decisões sobre os seus trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Quem é que está a liderar esta transição tecnológica»?: Microsoft. «A que
custo»?: exploração imperialista, vigilância, &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;software&lt;/i&gt; e dados
proprietários. E não, a solução não deve ser estatal como Pinto disse, isso só
muda quem explora e vigia os utilizadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra vez a confundirem ML com o capitalismo, «levou milhões para a miséria e
transformou sociedades livres em sociedades autocráticas com milhões também de
vítimas». A verdadeira utopia é achar que existe forma do capitalismo ser a
solução que melhora a vida de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até Gouveia e Melo parece saber, «não é a população que está errada», ouviram
PCP e BE! Não é a “liberdade” num sistema capitalista que queremos. É hora de
ser “antissistema”, mas de verdade, não tipo o Chega.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;José Sócrates? Deixa-me independente!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-pinto-melo-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Catarina Martins V.S. Jorge Pinto</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-pinto-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-pinto-2026/</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2025 20:57:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;q&gt;De um lado Donald Trump, do outro lado Vladimir Putin&lt;/q&gt;, e dos outros lados
todas as outras potências imperialistas, como a China, &lt;q&gt;tentam, definir
daquilo que é o futuro da Europa&lt;/q&gt; e do mundo. Estamos a ver uma crise de
ordem, não é só o proletariado europeu que está ameaçado pelos conflitos
imperiais. A crise de ordem vai dividir de forma diferente o mundo entre as
potências dominantes; por isso, é garantido que a União Europeia vai mudar, não
signifique que acabe. Também não é bem pôr a culpa somente em duas pessoas. Isto
é o funcionamento normal do capitalismo, o sistema que a União Europeia
participa, e que Pinto defende. &lt;q&gt;Esta ideia de estado social, incluindo esta
ideia de um SNS, de uma habitação pública&lt;/q&gt; dependem também da luta de
classes, que vai se intensificar &lt;q&gt;com esses líderes autoritários&lt;/q&gt;. O
projeto europeu tem que ser socialista internacional, precisa de democratização
das instituições (&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;bottom-up&lt;/i&gt;) e não de privatizações que
favorece o capital. Não pode andar em guerras como as que nós vemos. Senão é um
&lt;q&gt;projeto condenado&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Europa tem uma burguesia, e um proletariado. A UE, hoje serve a burguesia.
Pinto quer uma Comunidade Europeia de Defesa. “Defesa”. Só se for a defesa dos
interesses do capital dessa burguesia. É a continuação do projeto europeu
imperialista, que Catarina Martins também diz defender. Os trabalhadores não
querem guerras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-martins-pinto-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>A abstenção dos oprimidos</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/abstencionismo/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/abstencionismo/</guid><description>Uma análise da abstenção eleitoral a partir da experiência militante, de dados empíricos e da crítica ao parlamentarismo como ele existe hoje.
 Porque quem mais sofre com o capitalismo é quem menos acredita no voto.
 Votar não vai acabar com o fascismo.</description><pubDate>Tue, 27 Jan 2026 11:20:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Comecei a escrever isto no dia das últimas eleições (desta vez
&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_presidenciais_portuguesas_de_2026&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;presidenciais&lt;/a&gt;) em Portugal (&lt;time datetime=&quot;2026-01-18&quot;&gt;18 de
janeiro de 2026&lt;/time&gt;). &lt;time datetime=&quot;2026-01-27&quot;&gt;Hoje&lt;/time&gt; têm debate
entre os dois candidatos à segunda volta. Parece-me o momento ideal para falar
da abstenção, o seu significado, para que serve, e o porquê de ela existir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando conheci a &lt;i lang=&quot;it-IT&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://en.wikipedia.org/wiki/Lotta_Comunista&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lotta Comunista&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; em Niterói,
&lt;abbr title=&quot;Rio de Janeiro&quot;&gt;RJ&lt;/abbr&gt;, das primeiras coisas que me disseram era
que eles eram &lt;em&gt;abstencionistas&lt;/em&gt;. E deixaram isso muito claro: que não
eram um partido parlamentar; que eram abstencionistas; e que eram totalmente
autofinanciados através dos seus “sustentadores” e do seu &lt;q&gt;jornal
internacionalista de análise marxista&lt;/q&gt; &lt;cite&gt;Intervenção Comunista&lt;/cite&gt;, ao
contrário dos partidos legais que recebem dinheiro do Estado burguês brasileiro.
Disseram-me isto tudo mesmo sem eu ter questionado. E talvez nunca fosse
questionar, até porque eu não os conheci como sendo um partido político.
Convidaram-me para assistir a um &lt;em&gt;debate marxista&lt;/em&gt;, o tema se não me
engano era “o fundamento científico da política”, e eu apareci por curiosidade,
queria saber o que significava &lt;em&gt;marxismo&lt;/em&gt;. Depois fiquei a saber que são
um partido de vanguarda (ler &lt;cite&gt;Que Fazer?&lt;/cite&gt; de Vladimir Ilitch Lénine),
sem entender a 100 % o que isso significava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para um pouco mais de contexto, isto aconteceu após as
&lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/legislativas-2025/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;eleições legislativas de 2025&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cheguei mais tarde a pedir para aprofundarem um pouco acerca do tema do
abstencionismo. Não tomei notas, mas do que ficou na cabeça, vou tentar
transmitir aqui, mais as conclusões a que cheguei a partir dessas poucas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de quase dois meses inteiros a continuar a aparecer no “círculo operário”
para assistir aos debates, e também a ajudar a difundir o jornal, a verdade é
que voltei para Portugal ainda não convencido totalmente pelo abstencionismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A conclusão a que tinha chegado era a de que o voto &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; vai trocar o modo de
produção capitalista pelo comunista, mas que ela era &lt;strong&gt;a forma&lt;/strong&gt; de termos o
capitalismo que mais queremos (mesmo não o querendo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de entrar em contacto com a &lt;i lang=&quot;it-IT&quot;&gt;Lotta Comunista&lt;/i&gt;, e depois
dos resultados das regionais da Madeira e das legislativas, eu já tinha chegado
à conclusão sozinho de que apenas votar não ia garantir o resultado que eu
queria, e por isso comecei a pensar em logo que chegasse a Portugal, começar a
militar ou para o Bloco de Esquerda, ou para o
&lt;abbr title=&quot;Partido Comunista Português&quot;&gt;PCP&lt;/abbr&gt;. &lt;mark&gt;O meu objetivo era
mais combater o fascismo&lt;/mark&gt;, o Chega. Eu nunca tinha votado no
&lt;abbr title=&quot;Partido Comunista Português&quot;&gt;PCP&lt;/abbr&gt;, mas por eu ter a ideia de
que ele era o outro “extremo”, senti que seria a melhor resposta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após conhecer a &lt;i lang=&quot;it-IT&quot;&gt;Lotta Comunista&lt;/i&gt;, e de ter militado com eles,
eu tinha decidido de que eu devia continuar o que estava a fazer em Portugal, e
que isto é que ia fazer a mudança. Falei com eles sobre isto, e avisaram-me para
não fazê-lo, porque as opções que eu apresentava que existiam em Portugal (as
opções mencionadas anteriormente, porque eram as que conhecia) não eram como
eles. Achei sectário; ignorei. Eles ainda não sabem, mas estou na
&lt;abbr title=&quot;Juventude Comunista Portuguesa&quot;&gt;JCP&lt;/abbr&gt; desde o início do ano
letivo, e cada vez entendo mais o que eles quiseram dizer…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fazia diferente? Não, porque em Beja continua a não me parecer existir
alternativas melhores. Na altura, eu literalmente só tinha conhecimento dos
partidos parlamentares, e a
&lt;abbr title=&quot;Juventude Comunista Portuguesa&quot;&gt;JCP&lt;/abbr&gt; era para um jovem como
eu e parecia estar bem organizada e com bastantes militantes. Em Niterói eu
apenas consigo contar 6 (que difundiam o jornal na rua e nos bairros). Achei até
estranho nunca ter ouvido falar da
&lt;abbr title=&quot;Juventude Comunista Portuguesa&quot;&gt;JCP&lt;/abbr&gt; até eu ter feito a minha
pesquisa. Mas na Madeira, começaram a crescer há dois anos, e em Beja, no
politécnico, estou eu sozinho, pelo menos por enquanto. Hoje que conheço mais
algumas alternativas para onde eu podia ter ido militar, mas não tenho garantia
de que elas estão em Beja. E mesmo que estivessem, acho que não sairia da
&lt;abbr title=&quot;Juventude Comunista Portuguesa&quot;&gt;JCP&lt;/abbr&gt; exceto caso, me afaste
de Portugal, ou que seja expulso se acharem que o meu pensamento é diferente do
deles num mal sentido para eles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Arrependi-me? Também não. Se não fosse a
&lt;abbr title=&quot;Juventude Comunista Portuguesa&quot;&gt;JCP&lt;/abbr&gt;, eu estava realmente
sozinho. Provavelmente a criar panfletos com excertos das minhas postagens e a
espalhar pela escola. Aliás, acho que ter entrado para a
&lt;abbr title=&quot;Juventude Comunista Portuguesa&quot;&gt;JCP&lt;/abbr&gt;, e para mais, ter visto
um pouco de perto a campanha presidencial do &lt;strong&gt;António Filipe&lt;/strong&gt;, fez-me entender
melhor ainda o abstencionismo que a &lt;i lang=&quot;it-IT&quot;&gt;Lotta Comunista&lt;/i&gt; defende.
E agora tenho a certeza, graças às lutas que participei — especialmente na
campanha “&lt;a href=&quot;https://linktr.ee/ninguemficaparatras&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ninguém Fica Para Trás&lt;/a&gt;” e na &lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/greve-geral-11-dez/#como-o-governo-de-portugal-est%C3%A1-a-agir-perante-a-greve&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;greve geral&lt;/a&gt; —, de
que votar &lt;strong&gt;não é a forma&lt;/strong&gt; de termos o capitalismo que mais queremos — talvez a
forma de evitar o capitalismo que não queremos?&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Em setembro saiu um estudo da &lt;strong&gt;Fundação Francisco Manuel dos Santos&lt;/strong&gt;
intitulado
&lt;cite&gt;&lt;a href=&quot;https://ffms.pt/pt-pt/estudos/estudos/abstencao-eleitoral-em-portugal-mecanismos-impactos-e-solucoes&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Abstenção Eleitoral em Portugal: Mecanismos, Impactos e Soluções&lt;/a&gt;&lt;/cite&gt;.
Tinha guardado esta informação para no futuro fazer uma análise do estudo com as
ideias da &lt;i lang=&quot;it-IT&quot;&gt;Lotta Comunista&lt;/i&gt;, e que agora digo com toda a
certeza, que muitas (mas certamente não todas), também são as minhas. Penso que
esta é a hora, e que estou preparado para isto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No estudo respondem à pergunta &lt;q&gt;há diferenças entre as posições políticas de
quem vota e de quem se abstém?&lt;/q&gt;, e a resposta foi um pouco diferente daquela
da &lt;i lang=&quot;it-IT&quot;&gt;Lotta Comunista&lt;/i&gt;, e foi isso que me chamou à atenção para
realmente ver o estudo com mais calma. Aquilo apresentado a seguir não é uma
análise completa desse estudo. Foquei apenas nas partes que acho que são
importantes para entender a abstenção.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;abstenção&quot;&gt;Abstenção&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;No plano individual, a abstenção pode definir‑se de modo intuitivo como o não
exercício, voluntário ou não, por parte de uma pessoa concreta do direito de
voto que decorre da sua capacidade eleitoral ativa. Ao nível agregado, a
abstenção corresponde à proporção de eleitores que, tendo direito a votar numa
determinada eleição, acabam por não o fazer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/abstencionismo&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>abstentionism</category><category>elections</category><category>democracy</category><category>vote</category><category>Portugal</category><category>capitalism</category><category>anti-fascism</category><category>fascism</category><category>parliamentarianism</category><category>politics</category><category>electoralism</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. André Ventura</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-ventura-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-ventura-2026/</guid><pubDate>Wed, 17 Dec 2025 00:02:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Aliás. Se eu lho perguntasse um exemplo de um país comunista em que os
salários sejam altos, […], não têm nenhum. […] todos os países comunistas
as pessoas querem sair de lá.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;No comunismo, não existe dinheiro, e então não existem salários, pelo menos da
forma que conhecemos hoje.&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-1&quot; id=&quot;fnref-1&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; Como já não terias os patrões e burguesia (deixa
de existir classes), amigos do Chega, todo o valor que os trabalhadores geram
fica entre eles. «De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo
suas necessidades».&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-2&quot; id=&quot;fnref-2&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; Olha, é o que quem vota no Chega quer, mas não é o que o
Chega vai dar apesar de tudo o que eles dizem: se não trabalhas, mas consegues,
não recebes nada. Outra coisa interessante sobre o comunismo, é que ele não
acontece num só país. «Proletários de todos os países, uni-vos!».&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-3&quot; id=&quot;fnref-3&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; O
comunismo é para ser universal.&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-4&quot; id=&quot;fnref-4&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema são partidos como o PCP com “comunismo” no nome sem serem comunistas
de verdade (debatível). Falam muito em “patriotismo” e pouco em
internacionalismo. Deixaram a revolução para os reformismos e o parlamentarismo
burguês, tornando-os parte do sistema capitalista. Só vou conseguir levar o PCP
como marxistas-leninistas de verdade quando eles deixarem de participar em
eleições e começarem a organizar e educar a classe trabalhadora de verdade, a
caminho de uma revolução internacionalista, ao invés de se preocuparem com votos
para depois, mesmo que eles tenham peso no parlamento ou consigam fazer governo,
terem a constituição e a União Europeia como barreiras para certos reformismos.
Entretanto, podem trocar o nome para Partido Democrático Avançado. Mas tirem o
comunismo do nome se não é para representar o comunismo, e é para ajudar
partidos reacionários como o Chega a dar ideias falsas do que realmente é o
comunismo. &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;Okay&lt;/i&gt;, também não era preciso deixarem de ser
parlamentaristas, mas se educassem a classe trabalhadora direito, talvez muita
gente (incluindo quem vota Chega agora) iriam chegar à conclusão de que são
marxistas afinal e que o comunismo não é pior do que o que temos agora, nem mau
de todo. Depois podiam entender que todos os partidos são sistema, e que só eles
como classe podem fazer a mudança. Por que não o fazem? Talvez seja de propósito
porque têm também os seus interesses capitalistas que querem defender,
populistas de esquerda. Mas obviamente preferia que ninguém votasse na direita,
especialmente reacionária, e não sinto que o PCP está a se esforçar para isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas para acabar, estado/país comunista é um paradoxo, não existem. Ele deve
estar a se referir a países com partidos no poder que têm “comunismo” ou
“socialismo” no nome ou como ideologia autoproclamada. Vamos ver quem são/foram
as pessoas que saem/quiseram sair de lá. Fascistas, Nazistas, Burgueses, gente
do pior. Isso é mau?&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Outra vez a mesma
&lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-mendes-ventura-2026/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;retórica da Angola&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;O Ventura é mesmo esquisito, gosta de pensar em pessoas a matarem-se umas às
outras ao ponto de ter preferência entre qual pessoa é que deve morrer, ao invés
de pensar como se faz para ninguém morrer. Matar é matar, ninguém devia ter a
autoridade na vida de outra pessoa a todos os níveis, incluindo o de acabar com
essa vida. Se alguém tem medo de ser autoritário, então estamos num bom caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aliás, no final, Ventura ainda simpatiza com o fascista Bukele (diminuição das
cadeiras no parlamento, reeleições infinitas), por prender
&lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/trabalho-de-bandido/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a mão de obra
da competição do estado burguês&lt;/a&gt;,
com a retórica de ser uma “questão de segurança”.&lt;/p&gt;
&lt;section data-footnotes=&quot;&quot; class=&quot;footnotes&quot;&gt;&lt;h2 class=&quot;sr-only&quot; id=&quot;footnote-label&quot;&gt;Footnotes&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;#fnref-1&quot; data-footnote-backref=&quot;&quot; aria-label=&quot;Back to reference 1&quot; class=&quot;data-footnote-backref&quot;&gt;↩&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-filipe-ventura-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Pobreza não causa degradação!</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/pobreza-nao-causa-degredacao/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/pobreza-nao-causa-degredacao/</guid><description>«O Ministro da Educação afirma que quando um serviço público é usado só por pessoas de rendimentos mais baixos, se estraga.»</description><pubDate>Thu, 18 Dec 2025 09:01:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«… e aquilo que nós fazemos no Ensino Superior é não misturar, é pôr nas
residências universitárias os estudantes dos meios socioeconómicos mais
desfavorecidos e por isso também já agora é que depois elas se degradam, é por
isso que elas depois se degradam…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o que vi num &lt;a href=&quot;https://www.instagram.com/reel/DSVShrFjc6o/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;reel do Instagram&lt;/a&gt; que me mandaram por mensagem na
terça-feira às 17:40.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vindo da mesma pessoa que queria aumentar e descongelar o valor das propinas,
não é uma surpresa tão grande assim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dinheiro que podia ser para financiar o ensino público — entre outras coisas
como a saúde pública e a segurança social — para que ele fosse de gratuito,
universal e de qualidade, vai, na verdade, para coisas que só interessa o
capital, tipo, belicismos. E «é por isso que elas depois se degradam».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece que querem que «estudantes dos meios socioeconómicos mais
desfavorecidos», e aqueles que financiam os seus estudos (familiares), que já
têm dificuldades em chegar ao final do mês com algum dinheiro de sobra para
conseguir poupar, esses, sim, é que deviam pagar a manutenção dos alojamentos
públicos do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E que tal o senhorio, que neste caso é o estado, através das universidades,
usasse a renda que os estudantes pagam (maior que o custo das despesas do
alojamento dividida pelo número de residentes) para ao invés de criar lucro,
resolver os problemas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele conseguiu mandar as culpas para os pobres e, ao mesmo tempo, dizer que os
pobres são o problema.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&quot;análise-do-discurso-na-íntegra&quot;&gt;Análise do discurso na íntegra&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Ontem à noite decidi procurar o &lt;a href=&quot;https://cnnportugal.iol.pt/fernando-alexandre/estratos-sociais/isto-foi-o-que-o-ministro-da-educacao-disse-na-integra-sobre-os-estudantes-dos-meios-socioeconomicos-mais-desfavorecidos-e-as-residencias-degradadas/20251217/694273ecd34e2bd5c6d531b9&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;discurso completo&lt;/a&gt; porque
&lt;a href=&quot;https://www.rtp.pt/noticias/politica/ministro-da-educacao-nega-ter-acusado-estudantes-mais-pobres-de-degradarem-servicos_n1704701&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ouvi dizer&lt;/a&gt;
que «o ministro da Educação convidou mesmo os críticos a ouvirem
&lt;a href=&quot;https://cnnportugal.iol.pt/fernando-alexandre/ministro-da-educacao/ministro-da-educacao-pede-para-andarem-uns-segundos-para-tras-e-para-a-frente-para-perceberem-o-que-ele-disse-sobre-alunos-de-meios-desfavorecidos/20251217/6941e6ecd34e2bd5c6d530ca&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;“uns segundos para trás e para a frente”&lt;/a&gt;
da afirmação que causou polémica para “perceberem” o que ele disse sobre os
“alunos de meios desfavorecidos”» já que «é totalmente falso que tenha dito que
estudantes com rendimentos mais baixos degradam os serviços públicos».&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/pobreza-nao-causa-degredacao&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>Portugal</category><category>discrimination</category><category>education</category><category>university</category><category>poverty</category><category>housing</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Só podem estar no gozo!</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/no-gozo-conosco-20251108/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/no-gozo-conosco-20251108/</guid><pubDate>Sat, 08 Nov 2025 21:49:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Decidem fazer greve geral só depois do Orçamento de Estado já estar aprovado
basicamente, e depois do dia 27 de novembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Vamos parar tudo por 1 dia, amanhã voltamos a ser explorados”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Melhores salários” sim, mas o capitalista continua com mais-valia. “Mais
direitos” sim, mas faltou a parte de dar poder ao trabalhador e tirar o poder
dos capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dia 11 de dezembro, uma sexta-feira. Podiam ter escolhido véspera de Natal ou
final do ano civil (já que é para ser para depois da aprovação do orçamento) que
chamava mais a atenção, penso eu, e teria mais impacto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois é claro que têm pessoas que se abstém, vêm que não vai mudar o sistema e
vão continuar na mesma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ainda acabaram em grande, “A Internacional” seguido d‘“A Portuguesa”. A
contradição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/no-gozo-conosco-20251108&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>general-strike</category><category>class-struggle</category><category>Portugal</category></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António José Seguro V.S. João Cotrim de Figueiredo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-seguro-figueiredo/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-seguro-figueiredo/</guid><pubDate>Mon, 22 Dec 2025 22:47:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Sobre o pacote laboral,
&lt;q cite=&quot;https://www.rtp.pt/play/p15847/e896497/eleicoes-presidenciais-2026-debates&quot;&gt;a
[…] diferença, é que [&lt;b&gt;Seguro&lt;/b&gt;] vetaria tal como estava, e o [&lt;b&gt;Cotrim
de Figueiredo&lt;/b&gt;], promulgaria&lt;/q&gt;. Nesse sentido, &lt;b&gt;Seguro&lt;/b&gt; ainda diz ser
&lt;q cite=&quot;https://www.rtp.pt/play/p15847/e896497/eleicoes-presidenciais-2026-debates&quot;&gt;o
único candidato […] que não só introduzirá estabilidade política […] como
também introduzirá paz social&lt;/q&gt;, &lt;em&gt;ignorando todos os outros candidatos à
esquerda dele que oferecem o mesmo, ou melhor&lt;/em&gt;. Finalmente, &lt;b&gt;Seguro&lt;/b&gt;
responde à pergunta de &lt;b&gt;Figueiredo&lt;/b&gt; afirmando que
&lt;q cite=&quot;https://www.rtp.pt/play/p15847/e896497/eleicoes-presidenciais-2026-debates&quot;&gt;não
há nada naquele anteprojeto que lhe mereça simpatia, nenhuma daquelas dezenas de
alterações que sejam, do seu ponto de vista, úteis…&lt;/q&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://observador.pt/2025/11/14/presidenciais-cotrim-figueiredo-defende-promulgacao-da-lei-da-nacionalidade/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;Cotrim de Figueiredo&lt;/b&gt; promulgaria também a lei &lt;strong&gt;anticonstitucional&lt;/strong&gt; da nacionalidade&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Seguro&lt;/b&gt; diz que
&lt;q cite=&quot;https://www.rtp.pt/play/p15847/e896497/eleicoes-presidenciais-2026-debates&quot;&gt;só
[o estado] criando riqueza é que nós conseguimos pagar melhores salários,
melhores pensões e temos um estado social que funciona&lt;/q&gt;. Se a riqueza que os
trabalhadores criam ficasse entre eles… &lt;em&gt;O estado atual é uma ditadura da
burguesia&lt;/em&gt;. Se ele cria mais riqueza, a classe trabalhadora é que perde.
Deviam ser os criadores da riqueza a gerir como a riqueza é distribuída.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Cotrim&lt;/b&gt; insiste que temos que pensar em propostas para um futuro
longįnquo, mesmo com pessoas a viver em Portugal que não sabem o que hão de
comer amanhã ao jantar (presente e futuro próximo incertos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-mendes-figueiredo-2026/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;Cotrim&lt;/b&gt; outra vez com a história do IRS&lt;/a&gt;
e de ela ser a razão da fuga de cérebros. Existem muitas mais razões, com muito
mais peso, para as pessoas migrarem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;q cite=&quot;https://www.rtp.pt/play/p15847/e896497/eleicoes-presidenciais-2026-debates&quot;&gt;É
a intenção descarada de apoiar forças nacionalistas na Europa […] e mostra
provavelmente que Trump tem medo da União e da força da União Europeia se a
União Europeia se conseguir organizar&lt;/q&gt;. E a organização e a força do
proletariado a trabalhar na UE, assusta até a própria União. Porque se isso
acontece, perdem todos eles, os EUA, a UE, a Rússia, a China, Israel, a
burguesia árabe…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-seguro-figueiredo&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Jorge Pinto</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-pinto-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-pinto-2026/</guid><pubDate>Mon, 08 Dec 2025 21:57:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;A escolha aparenta existir, mas quando ela é entre a eutanásia e sobreviver num
sistema capitalista que não quer saber de ti e que não te deu as condições para
evitar que chegasses a esta situação, então não há liberdade de escolha na
realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não dão uma vida digna no início para depois no fim oferecerem um “assassinato”
legal “digno”.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Para Pinto, o único bloco imperialista bom é o da UE e quer fazer parte dele.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«É a favor do uso dos chamados ativos russos […] para ajudar a Ucrânia
reparar os prejuízos da guerra dos ucranianos?»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O dinheiro que seria para a reconstrução da Ucrânia obviamente não ia
diretamente para o povo que lá vive, mas sim para o seu governo — que nem
social-democrata é, é neoliberal, e é pela maioria europeísta, e por isso até
faça sentido a UE querer dar esse dinheiro — que vai geri-lo da forma que
quiser. E se for gerir da mesma forma que os outros países da UE, o dinheiro vai
para belicismos, e pouco para o que interessa às pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Filipe a mencionar o Vaticano como quem faz esforços para acabar com as guerras
é muito errado. Nunca foi promotor da paz. Esteve do lado do colonialismo e dos
fascistas. Ajudou a reprimir a luta de classes na Itália, e provavelmente em
muitas outras partes do planeta. O Vaticano serve o capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Lula da Silva também não faz esforços nada para acabar com guerras. O Brasil é
imperialista, e é capaz de ajudar os dois lados do conflito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ajuda a NATO
&lt;a href=&quot;https://www.emfa.pt/noticia-5295-avioes-a29n-super-tucano-chegaram-a-portugal&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;assim&lt;/a&gt;,
e com certeza ajuda a Rússia e/ou Israel de outra forma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chamar conflitos complexos é uma forma de fazer com que as pessoas não se deem
ao trabalho de ir entendê-los. Talvez porque entender os conflitos ia criar
revolta contra quem os chama complexos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pinto não é pacifista como ele diz ser. Ele é a favor do rearmamento e por isso
da guerra. Não importa qual é a paz para a classe trabalhadora que vive na
Ucrânia, porque esses já estão derrotados. Essa derrota de que ele fala serve só
para a burguesia ucraniana e europeísta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-filipe-pinto-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Luís Marques Mendes (25 de novembro 1975)</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-mendes-2026-25-nov/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-mendes-2026-25-nov/</guid><pubDate>Wed, 19 Nov 2025 00:19:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;O que eu entendo é que tratam o 25 de novembro como se tivesse sido apenas uma
derrota para o PCP, mas na realidade quem saiu a perder foi o povo, e a culpa
foi do PCP porque preferiram preservar a legalidade do partido para poder de
certa forma controlar o proletariado. Por isso claro que o PCP não vai celebrar
essa data.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a celebração na mesma é problemática. Foi quando o poder passou para o
parlamento burguês, seguido de pedidos de empréstimos ao FMI, entrada na CEE
(UE) e NATO.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Foi uma data que evitou que Portugal tivesse saído de uma ditadura, não
caísse numa ditadura de sinal contrário»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Não comparem fascismo com uma ditadura do proletariado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E também não comparem o 25 de abril com o 25 de novembro, não são as duas
«igualmente importante».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Os ideais do 25 de abril» são revolucionários, não uma democracia burguesa
nacionalista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-filipe-mendes-2026-25-nov&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Luís Marques Mendes</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-mendes-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-mendes-2026/</guid><pubDate>Wed, 19 Nov 2025 00:04:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Marques Mendes quer manter a estabilidade com pessoas a dormir na rua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Os portugueses gostam da democracia», mas não é desta: 40% de abstenção. A
liberdade de escolha entre público mal financiado e o privado que não dá para
pagar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A linda contradição de acabar a guerra com «um reforço» para a guerra (NATO).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A história do agressor e o agredido. Só condenam o agressor e falam das leis
internacionais que lhes interessa. Para outras guerras eles não têm pressa para
dizer quem é quem.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Primeiras impressões sobre a representação do partido comunista:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Ser comunista, mas «nada contra a propriedade privada»;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser comunista, mas defender os interesses nacionais ao invés dos interesses
internacionais, esqueceram-se de que a classe trabalhadora não têm um estado;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Devia deixar ainda mais claro que está no lado de todos os trabalhadores
(ucranianos, russos ou outros) que estão a ser afetados pela guerra, e que
está contra todas as forças imperialistas envolvidas: os oligarcas russos, a
NATO e a UE, e a burguesia ucraniana. Que entre Putin e Zelensky, condena os
dois.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-filipe-mendes-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: todos os candidatos sem representação parlamentar (excluindo Henrique Gouveia e Melo)</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pestana-vieira-correia-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-pestana-vieira-correia-2026/</guid><pubDate>Wed, 07 Jan 2026 23:27:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;O sistema atual vive da pobreza das pessoas. Se não empregam pessoas
suficientes, é porque lhes dá jeito: ao invés de aumentarem salários ou
melhorarem o horário do trabalhador, despedem-no e trocam-no por outra pessoa
que vai ficar na mesma ou numa pior situação que o antigo. E para não falar que
fora do trabalho “formal”, empregados e desempregados estão sempre a fazer
trabalho não pago, especialmente as mulheres. Por exemplo, quando cozinhas algo
em casa, não recebes um salário por isso, mas tens noção de que pessoas são
pagas para fazer aquilo que acabaste de fazer. Limpar e arrumar a casa,
conduzir, ir às compras, …, é tudo trabalho não pago. Os empregos que os ricos
criam servem para eles ficarem com a maior parte do dinheiro que o trabalhador o
produz. O capitalismo sistematicamente não dá direito ao trabalhador de
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;ter uma vida
melhor, ter certas regalias, por exemplo, poder ir de férias, comprar um livro,
ir aos teatros, a um restaurante&lt;/q&gt;. As pessoas trabalham para não faltar
dinheiro — que no final falta — e não viver na pobreza — que não é garantido,
mesmo trabalhando. Não é
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;motivação
nos trabalhadores&lt;/q&gt; que o
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;crescimento
económico&lt;/q&gt; traz: é coerção disfarçada de
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;dinheiro&lt;/q&gt;
e
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;trabalhar&lt;/q&gt;.
O que Humberto Correia quer e não sabe é que os trabalhadores controlem a
riqueza que criam para conseguir ter todas aquelas regalias que mencionou.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Um presidente que toma partido pelos trabalhadores deixa de representar todos
os portugueses?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;A resposta tem que ser &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;.
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;Não é
possível agradar a todos&lt;/q&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Vieira, […], está a rir-se do sistema, ou dos eleitores?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Espero que seja do sistema, e dos eleitores que juram que é a partir dele que os
trabalhadores perdem as suas cadeias. Pela resposta, é do sistema.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Sobre a NATO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não importa a nacionalidade de quem lidera a NATO; a NATO vai continuar a ter a
mesma finalidade. Tem que ser quem então a liderar?
&lt;a href=&quot;https://www.lemonde.fr/en/international/article/2026/01/04/uk-and-france-strike-is-site-in-syria_6749054_4.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Reino Unido ou a França&lt;/a&gt;?
Existem imperialismos bons e outros maus?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após um convite para a manifestação para o
&lt;a href=&quot;https://eventos.coletivos.org/event/acao-de-protesto-fim-a-agressao-militar-dos-eua-contra-a-venezuela-lisboa&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;“fim à agressão militar dos EUA contra a Venezuela”&lt;/a&gt;,
à frente de uma estátua de Simón Bolívar, Humberto Correia faz o seu discurso
nacionalista:
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;era um
português navegador, João Vaz Corte-Real&lt;/q&gt;, um fidalgo.
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;Isso foi uma
injustiça, e um crime, o que fizeram. Eles trocaram a estátua de um português
que descobriu […] o norte da América&lt;/q&gt; — como se já não existissem pessoas
lá a viver —,
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;e puseram em
1978, no lugar dessa estátua, a estátua de Simón Bolívar, que não tem nada a ver
com a nação portuguesa e a história de Portugal, é um crime.&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois responde à pergunta sobre a NATO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Correia:
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;Portugal não
pode sair nem da NATO, nem da UE.&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Moderadora:
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;Como é que
fica a NATO se Trump intervir na Gronelândia?&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Correia: &lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;A
Europa tem que se unir. Isso não pode acontecer.&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vieira reconhece que o imperialismo dos EUA, hoje foi ali, amanhã
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;“porque não
os Açores”?&lt;/q&gt;, Mas por causa disso, credibiliza a NATO e o rearmamento:
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;Portugal tem
que estar na NATO, mas Portugal tem que ser preparar em termos militares…&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Correia adiciona ao que já disse:
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;O povo
português não precisa de guerras. Já tivemos as nossas e nas últimas ninguém nos
ajudou&lt;/q&gt;. Tipo, ele queria ajuda para o colonialismo?
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;Quanto menos
investirmos em armamento, melhor&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Vieira perdeu a oportunidade de mencionar
&lt;a href=&quot;https://abm.madeira.gov.pt/imperatriz-isabel/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a Princesa Sissi&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Vieira chama à atenção de como os media estão do lado dos capitalistas, e do seu
papel em puxar retóricas contra pessoas que no fim dá credibilidade aos partidos
do capital, e que muitos deles, além disso, também são sexistas, racistas,
xenófobos.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Portugal precisa ou não de imigrantes?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Os capitalistas, como o estado, precisam de trabalhadores, não importa a
estatuto da cidadania.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Separar trabalhadores por “trabalhadores” e “trabalhadores imigrantes”, separa
os trabalhadores. Essa separação por rótulos é o que inibe depois quem está no
poder pegar nos oprimidos (para além da opressão da classe) e torná-los na razão
do problema dos outros trabalhadores “normais”, tornando menos claro quem são os
reais causadores do problema. Se um dia já não houver imigrantes sem
documentação, vão ser os negros, os “&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;gays&lt;/i&gt;”, os não católicos,
os ciganos, …&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É por isso que um antigo migrante como Humberto Correia diz que
&lt;q cite=&quot;https://www.facebook.com/antena1/videos/1249812983160909/&quot;&gt;Portugal não
pode viver sem imigração […], mas, ao mesmo tempo, o povo português não pode
ser absorvido pela imigração&lt;/q&gt;, seja lá o que significa absorver aqui.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;A partir do momento em que se é eleito presidente da república, está-se dentro
do sistema.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Manuel João Vieira&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Os portugueses têm direito sobre tudo… O que eu faria era inscrever na
constituição o direito constitucional dos portugueses à felicidade&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Manuel João Vieira&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Se nós embebedarmos todas as pessoas da assembleia da república, e tivermos
microfones para o povo português ouvir tudo o que eles dizem […], teríamos
informações muito mais interessantes do que aqueles discursos que são feitos
na assembleia da república.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Manuel João Vieira&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;André Pestana e Manuel João Vieira eram candidatos que gostava que tivessem
debatido a dois com os outros candidatos. Só de pensar na quantidade de pessoas
que talvez até conseguissem as assinaturas, mas que a constituição não foi
comprida como André Pestana disse no início do debate…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;André Pestana porque queria ver os debates com candidatos como o António Filipe
e a Catarina Martins, que podem ser de esquerda, mas são do sistema. André
Pestana também é do sistema, e ele está numa candidatura para ser presidente. O
sindicato S.TO.P é apenas um sindicato reformista, parece que com menos
burocracia que as outras, mas do sistema. Eu acho que faz sentido utilizar as
formas legais de luta ao máximo enquanto as temos, mas gostava de saber o que
ele faz, além disso. Ele é revolucionário? Pesquisei e sei o seu percurso
“político”, então sei que ele não é um “&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;anarcho-syndicalist&lt;/i&gt;”
(que nem fazia sentido porque um presidente anarquista é um paradoxo). Ele é o
único candidato da “esquerda” que ouvi dizer basicamente que a ação direta dos
trabalhadores têm mais poder que o voto! O PCP pode ser o que “organiza as
lutas”, mas quando os trabalhadores se organizam sem eles parece que eles nunca
estão lá. Ter um presidente que estivesse lá a relembrar que não vai ser ele ou
nenhum político do parlamento, que os trabalhadores são muitos mais que os
capitalistas, e que só organizados coletivamente é que as mudanças que queremos,
acontecem… era de valor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Vieira porque os candidatos reacionários merecem perder um debate com ele.
Conheci ele só nestas eleições. Já me tinham dito que ele queria vinho
canalizado e um Ferrai para todos os portugueses. Na minha pesquisa sobre ele
encontrei um álbum dele chamado
“&lt;a href=&quot;https://open.spotify.com/album/4Zq64Q6FXJD544ZRgpc2m7&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Anatomia do Fado&lt;/a&gt;”, com
faixas como “Ser Milionário”, “Ser Fascista” e “Fado Anarquista”. Então a minha
teoria é que ele era um anarquista que estava lá para mostrar a estupidez do
sistema, da “democracia”, das eleições, e dos candidatos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-pestana-vieira-correia-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Henrique Gouveia e Melo</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-melo-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-filipe-melo-2026/</guid><pubDate>Thu, 04 Dec 2025 22:41:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu acho que os jovens portugueses não devem morrer a lado nenhum. Apenas se
fosse para defender o interesse nacional e a defesa do território nacional.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O “comunista” começou bem, depois falou sobre a defesa do interesse e território
nacional. O interesse nacional é o interesse de quem está no poder (capitalistas
e burguesias) e o território e bordas também só interessa à burguesia, e
defendê-las de nada serve aos trabalhadores, que, aliás, são os que vão ser
postos a morrer. É a tal do “patriotismo de esquerda” do PCP de que já ouvi
falar parece, que de certa forma prende os trabalhadores portugueses a Portugal.
Nenhum estado deve ser defendido, devemos acabar com eles, e defender sim os
trabalhadores, internacionalmente, sem fronteiras. Não queremos nacionalismo de
esquerda, só esquerda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se Melo acha que aquilo em Cuba era uma ditadura do proletariado, ele tem que
entender que o proletariado não é só o Fidel Castro, são todos os trabalhadores
de Cuba. Então se ele era ditador, não era o único. Agora se a Cuba era
realmente uma ditadura do proletariado, isso já não sei. Quero só é que deixem
de usar “ditadura do proletariado” como algo ruim porque têm a palavra
“ditadura”.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O meu modelo é o da social-democracia»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Capitalismo. O modelo de países como a Grécia no tempo da troika, como a
Venezuela desde Hugo Chávez que vemos agora como está (independentemente dos
ataques imperialistas dos EUA), como a Suécia onde a desigualdade salarial e de
riqueza só tem vindo a aumentar, dependem de exportações, aconteceram
privatizações, começou o neoliberalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O “comunista” lembra que o PCP na realidade o que quer é a “Democracia
Avançada”, que é abandonar a revolução e entrar nos reformismos e
parlamentarismo burguês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O “comunista” acha que Portugal não deve sair da NATO. A NATO:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;imperialista;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;anticomunista;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;que apoiava Salazar (um dos seus fundadores) e o seu colonialismo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;de 25 de novembro de 1975 que supostamente o PCP odeia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;que invadiu o Afeganistão, destruiu a Líbia e a Síria, apoia atuais guerras e
genocídios como na Ucrânia e na Palestina.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Mas Portugal não deve sair da NATO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O seu modelo económico é o da constituição, mas nem para seguir a constituição
ele parece servir.
&lt;a href=&quot;https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-aprovacao-constituicao/1976-34520775-50453375&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Artigo 7.º&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer
outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos,
bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos
blocos político-militares…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O António Filipe continua a ser uma melhor opção que Melo obviamente, mas
caraças… Não é isto que esperas de alguém dito comunista. Mas o “comunismo” do
PCP é diferente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-filipe-melo-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Catarina Martins V.S. Luís Marques Mendes</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-mendes-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-martins-mendes-2026/</guid><pubDate>Tue, 16 Dec 2025 19:08:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«É útil para o país se houver um entendimento.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O problema, Mendes, é que o país é um estado burguês, e se um entendimento é bom
para o país, então não é bom para os trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Uma empresa são os acionistas, são gestores e são também os trabalhadores.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Uma empresa são só os trabalhadores, e nada os outros. As empresas não
funcionaram quando os trabalhadores estavam em greve e não foram trabalhar, não
foi?&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Qual é a parte que vai para a empresa e qual é a parte que vai para os
trabalhadores? É “50/50”? É “60/40”?»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Gajo engraçado. E que tal tudo para quem trabalha? Já que vimos também durante a
greve que as empresas não fazem dinheiro só por si, e que os trabalhadores geram
100% do dinheiro. Geram tudo, ficam com tudo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mendes concorda com tudo o que está no pacote laboral. Não sabe o que mudava,
por isso não mudava nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra vez falar em estabilidade, mas a situação atual é má, e tem que melhorar.
Mas Mendes já demonstrou que na realidade ele até quer piorar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Menciona a notícia que diz Portugal ser a economia do ano:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Não podemos ficar por aqui, […], precisamos de chegar os dados económicos
até ao bolso das pessoas…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Olá camarada, gostei da “ambição”. A revolução é para quando então? Porque senão
os “dados económicos” ficam todos no bolso do capital, o único que consegue
ficar contente com essa notícia.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O país que não tenha estabilidade têm muito mais dificuldade em ter ambição,
e quem perder quem não há estabilidade são normalmente os mais frágeis: são os
trabalhadores, são os jovens, são os idosos, cidadãos com deficiências.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Não estava lá para ver, mas imagino que o PREC (instabilidade) deve ter sido o
momento em que quem vivia em Portugal — especialmente os mais frágeis — tiveram
mais ambição e que ganharam mais com essa instabilidade. Até à data de 25 de
novembro de 1975 que Mendes celebra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mendes espera que o Chega consiga cumprir a constituição no caso de fazer
Governo. Iludido. Nem ele deve acreditar nessa possibilidade. Ou talvez até
simpatize com o Chega.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«A Europa tem que dar uma resposta.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;A resposta: mais dinheiro no armamento e nas guerras. As pessoas que vivem na
Ucrânia já foram derrotadas por todos os lados há muito tempo. Não importa nada
para eles se a Europa ganha ou perde. Isso só importa para o imperialismo
europeu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-martins-mendes-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Debates Eleitorais 2026: Henrique Gouveia e Melo V.S. André Ventura</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-melo-ventura-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/presidenciais-melo-ventura-2026/</guid><pubDate>Wed, 17 Dec 2025 18:20:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Incrível como alguém abertamente xenófobo está em primeiro nas sondagens.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Uma tentativa de me silenciar.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— André Ventura&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faz um crime que prejudica muita gente, depois não se responsabiliza.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu sempre fui de centro.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Henrique Gouveia e Melo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PS é social-democrata (centro-direita) já que não querem o comunismo como
ponto de chegada. Se ele acha que eles estão mais à esquerda que ele, ele é de
direta. Não existe centro. Quer tentar agradar todos.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Dizer que Mário Soares é uma referência de presidente, é uma traição às
forças armadas, aos retornados, às pessoas que deixaram as ex-colónias, enfim,
entregues como nós sabemos, e também não só, a todos os que enriqueceram à
volta do estado.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— André Ventura&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«[O Mário Soares e o General Ramalho Eanes] são referências do início da nossa
democracia, sem eles nós não teríamos esta democracia, e sem eles, se calhar
teríamos um regime comunista de extrema-esquerda e se calhar o Dr. André
Ventura não poderia estar aqui…»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Henrique Gouveia e Melo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era para o Ventura não estar aqui? Afinal, o comunismo parece bom, então.
Mandem-no para os gulags. Ou afinal o almirante quer o Ventura aqui?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mário Soares e Ramalho Eanes respresentam o fim da real democracia, aqueles que
cederam o poder aos imperialistas da NATO e UE.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O que eu acho é que Gouveia e Melo quer agradar a toda a gente, e não agrada
a ninguém.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— André Ventura,
&lt;a href=&quot;https://www.comunistasrevolucionarios.pt/uncategorized/a-greve-geral-um-cata-vento-reacionario-e-o-barometro-da-luta-de-classes/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o cata-vento&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se é para agradar quem vive em Portugal, o caminho tem que se fazer com a
esquerda, porque a maioria das pessoas são de esquerda sistematicamente.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Estar posicionado ao centro é naturalmente difícil.» — Henrique Gouveia e
Melo&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Olha a situação complicada do Melo. Idêntica ou pior que a situação da maioria
dos portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Próximo assunto: Episódio homoerótico do almoço entre os candidatos (patrocinado
por Mário Ferreira, cupido do capital).&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O Dr. André Ventura é uma pessoa importante no espectro político português.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Henrique Gouveia e Melo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O coração de Melo já não aguentava. «Naturalmente» ele tinha de conhecer este
ator político «relevante». Para ele, Ventura «não é um indivíduo que seja
perigoso», pelo contrário, a presença dele era irresistível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi então que Mário Ferreira, o empresário-cupido, que provavelmente tem ambos a
defender os seus interesses burgueses (facilitar a exploração dos
trabalhadores), conseguiu marcar o jantar &lt;strong&gt;privado&lt;/strong&gt; tão esperado por Melo. O
almirante bem-queria que o jantar tivesse sido secreto, para que não o vissem
rendido pelo fascínio que tem por Ventura e as suas ideologias fascizantes.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu almoço, […], com quem quiser.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Henrique Gouveia e Melo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E quis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante dele, Ventura. Uma tensão política, um duelo de egos. Para Melo, nada o
poderia impedir de conhecer o seu amor proibido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na sua fantasia, ele já se via “contaminado” por Ventura: o primeiro-ministro
criador de leis inconstitucionais e o presidente fiel, a promulgar cada desejo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a paixão política é cruel.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«O Dr. André Ventura está aqui a lutar contra mim.»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— Henrique Gouveia e Melo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Clássico enredo &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;bully to lover&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ventura multiplica encontros, coleciona políticos. Mas só Melo o faz duvidar da
sua própria &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;fandom&lt;/i&gt; (os “portugueses”).&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;«Eu percebi que os portugueses queriam outra coisa que não era o candidato
Gouveia e Melo»&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— André Ventura&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ferido, Melo responde: «eu não sou candidato do partido socialista, eu sou
candidato de um partido chamado Portugal», o mesmo que Ventura sonha dominar.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;O Ventura fala muito, mas com a quantidade de mal que ele causa a quem vive em
Portugal, no mundo dele, ele perderia a nacionalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do jeito como eu odeio estados, incluindo Portugal, e que eles não valem nada
(quem vale são os trabalhadores que lá vivem); que o hino é nacionalista e
colonialista e por isso não presta; que a bandeira representa uma república que
nunca esteve no lado certo da história e por isso não devemos ter orgulho nela;
espero que não me tirem a nacionalidade também, dá-me jeito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu compraria papel-higiénico da bandeira portuguesa. Mas só uma vez para o
&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;fun&lt;/i&gt;, porque provavelmente seria mais caro (ou não).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um imigrante ao fim de 10 anos é o mesmo que ele já era quando entrou no país: o
mesmo que um português. Sempre foi e sempre será o mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nacionalidades, junto com os estados, bordas e retóricas nacionalistas, apenas
servem para proteger os interesses da burguesia. São más para as pessoas, porque
as dividem quando sofrem todas o mesmo e querem todos o mesmo: uma vida digna,
melhores condições de trabalho, necessidades humanas garantidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se as nacionalidades não existissem, não estariam à venda. Mas o capitalismo
transforma tudo numa mercadoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta matéria, Melo esteve melhor claramente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final, pensei que houvesse talvez um mau entendimento quando ele disse que
«temos de mudar a constituição». Ventura abordava de coisas que acontecem
noutros países e depois pergunta porque que nós não podemos fazer o que eles
fazem se podem. Eu interpretei a resposta não como ele achando que a
constituição tem que ser mudada e só apenas ele a dizer o que teria que ser
feito para Ventura ter o que quer. No final ele disse que só o artigo n.º 288 é
que acha que não deve ser mudado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/presidenciais-melo-ventura-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>Portugal</category><category>opinion</category><category>politics</category><category>elections</category><category>presidential</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Dia Nacional (Portugal) do Estudante</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/dia-portugal-estudante/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/dia-portugal-estudante/</guid><description>Dia Nacional do Estudante em Portugal: da luta histórica contra o Estado Novo.
 Hoje, a luta contínua, contra o reformismo burguês (social-democracia) que tem os seus limites no que toca a propinas, bolsas e ação social, RJIES, e alojamento (PNAES); contra a colaboração de classes; com o dilema das políticas prefigurativas, que pode ser respondido quando pensamos em infraestrutura–superstrutura.
 A educação não é e não pode ser neutra.</description><pubDate>Mon, 23 Mar 2026 19:31:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Durante a primeira república portuguesa, depois do fim da Primeira Guerra
Mundial e uns anos depois da revolução de outubro,
&lt;q cite=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_estudantil#Portugal&quot;&gt;em 1921,
estudantes da Universidade de Coimbra protestaram por melhores condições,
especialmente nas instalações destinadas a eles, que era bem reduzido em relação
ao dos professores.&lt;/q&gt; Houve protestos e ocupações. Uma das ocupações foi a 25
de novembro, que passou a ser chamado Dia do Estudante.&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-1&quot; id=&quot;fnref-1&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi também o ano em que a Terceira Internacional havia sido fundada por Lenin
sob a sua direção, e começou a passar o seu modelo de partido vanguarda para os
outros partidos comunistas ao redor do mundo, como última salvação após todos os
infortúnios que aconteceram em 1919 e adiante à revolução internacional. Foi
nesse ano que o PCP foi criado, onde em 1923 participou no seu primeiro
congresso, numa altura em que eles eram realmente internacionalistas (contra o
social-chauvinismo, ou como eles chamam agora, “patriotismo de esquerda”) e
contra a colaboração de classes, e um ano antes do Marxismo-Leninismo se
transformar na ideologia do partido e do Estado da União Soviética, e do
Stalinismo ser a ideologia do Comintern, que teve efeitos imediatos no
recém-criado PCP sem experiência da Segunda Internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante a ditadura militar, e depois durante o Estado Novo, as lutas
continuaram:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Os primeiros protestos universitários ocorreram em 1928, em Coimbra,
repetindo-se em 1931, em Lisboa, Porto e Coimbra, e novamente em 1945.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1956 emergiram protestos em maior escala, contra a aprovação de um decreto
lei (Decreto-Lei n.º 40.900, de 12 de dezembro de 1956) que retirava autonomia
às associações estudantis e as colocava sob tutela e fiscalização do
Ministério da Educação. A proibição do MUD juvenil estava incluída nos
esforços do regime controlar politicamente a juventude. A contestação levou ao
reforço das hostes de Humberto Delgado nas eleições presidenciais de 1958.&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-2&quot; id=&quot;fnref-2&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Em 1961, no então Dia do Estudante, estudantes de todo o países protestaram
contra a guerra colonial,
&lt;q cite=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_acad%C3%A9mica_de_1962&quot;&gt;contra o
envio de jovens para uma guerra inútil e afirmando que a juventude quer a
Paz&lt;/q&gt;&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-3&quot; id=&quot;fnref-3&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, o que levou à prisão de alguns pelo Estado reacionário e a sua
repressão política. No próximo ano, os estudantes responderam com a criação do
&lt;q cite=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_estudantil#Portugal&quot;&gt;Secretariado
Nacional de Estudantes Portugueses e à realização, em Coimbra, do primeiro
Encontro Nacional de Estudantes&lt;/q&gt; que levou a processos disciplinares e
suspensões de estudantes, outra vez pelo Estado. A resposta dos estudantes foi
de luto académico e greve estudantil. Em Lisboa, a 24 de março, os estudantes
decidiram celebrar o dia do Estudante sem a autorização do Ministro da Educação.
A polícia reacionária invadiu a cidade universitária, espancou e prendeu alguns
alunos, o que levou novamente a luto e greve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Começou a chamada Crise académica de 1962 até ao final do ano letivo, seguida de
ocupações aos estabelecimentos universitários e greves de fome, que acabou com a
detenção de uns mil estudantes e professores — algumas das detenções sendo
aleatórios — pela polícia reacionária, e a expulsão dos mesmos das instituições
de ensino.
&lt;q cite=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_acad%C3%A9mica_de_1962&quot;&gt;Foi a maior
operação policial realizada pelo Estado Novo.&lt;/q&gt; A luta continuou (até com o
apoio de docentes), conseguindo libertar os detidos. E continuou (também nos
liceus), com mais greves —
&lt;q cite=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Crises_acad%C3%A9micas_do_Estado_Novo&quot;&gt;aulas,
frequências e exames finais […] &lt;q&gt;não faltes amanhã, falta já hoje&lt;/q&gt;&lt;/q&gt; —,
plenários, manifestações, e comícios, que levaram à expulsão dos participantes
às escolas de Lisboa por mais de 2 anos.&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-4&quot; id=&quot;fnref-4&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A luta aconteceu também em Coimbra, no Porto, em Viseu, etc., incluindo em
outros países na Europa, incluindo no nosso vizinho Ibérico&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-5&quot; id=&quot;fnref-5&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, e levou à
demissão de Marcello Caetano, que na altura era reitor universitário, com o
intuito de acalmar os estudantes. Criaram até novas leis que
&lt;q cite=&quot;https://50anos25abril.pt/historia/primaveras-estudantis/o-movimento-associativo-e-os-seus-lideres/&quot;&gt;procurava
limitar a atividade das associações de estudantes e diminuir a margem de
autonomia das instituições universitárias.&lt;/q&gt;&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-6&quot; id=&quot;fnref-6&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;No 1º de maio alguns estudantes juntam-se às comemorações do dia do
trabalhador que, reprimidas pela polícia, levam a um morto.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Nos próximos anos dessa década, continuaram as detenções de estudantes pela
PIDE, lutos e protestos que levaram a suspensões e exclusões, a retirada de
bolsas a estudantes, a demissão do ministro da educação e troca de reitores, e o
pior mesmo,
&lt;q cite=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_estudantil#Portugal&quot;&gt;o envio de
estudantes para a guerra colonial&lt;/q&gt; imperialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Greves chegaram a ter adesão de 85%, com a
&lt;q cite=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Crises_acad%C3%A9micas_do_Estado_Novo&quot;&gt;lista
dos “traidores” (fura-greves) […] afixada publicamente.&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns dos que participaram nestas lutas estudantis eventualmente ganharam
consciência política — não apenas contra o Estado Novo, mas contra a sua
infraestrutura — deixando consciência burguesa “democrática” contra os
&lt;q cite=&quot;https://50anos25abril.pt/historia/primaveras-estudantis/o-movimento-associativo-e-os-seus-lideres/&quot;&gt;nacionalistas&lt;/q&gt;,
de
&lt;q cite=&quot;https://50anos25abril.pt/historia/primaveras-estudantis/o-movimento-associativo-e-os-seus-lideres/&quot;&gt;unidade
e diversidade&lt;/q&gt; de colaboração de classes
(&lt;q cite=&quot;https://50anos25abril.pt/historia/primaveras-estudantis/o-movimento-associativo-e-os-seus-lideres/&quot;&gt;comunistas,
“humanistas laicos”, católicos e até monárquicos [sic!]&lt;/q&gt;) —
&lt;q cite=&quot;https://50anos25abril.pt/historia/primaveras-estudantis/o-movimento-associativo-e-os-seus-lideres/&quot;&gt;A
universidade [era] apenas um local de formação das elites&lt;/q&gt; —, talvez até
pré-condição para a luta política durante o PREC.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Por essa luta, foi fixado em 1987 o Dia do Estudante no dia 24 de março.&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-7&quot; id=&quot;fnref-7&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;É engraçado que a informação mais “oficial” que encontrei acerca deste dia foi
um
&lt;a href=&quot;https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/noticia?i=dia-nacional-do-estudante&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;vídeo #EstudoEmCasa do Windoh &lt;u lang=&quot;en&quot;&gt;aka&lt;/u&gt; perito das criptomoedas&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;… É um dia de celebração, luta e homenagem às dificuldades e aos obstáculos
que os estudantes enfrentaram na crise académica dos anos 60.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É uma data que celebra a força que o estudante tem na luta pelo direito à
Educação e pela Liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;h2 id=&quot;quais-devem-ser-as-nossas-táticas&quot;&gt;Quais devem ser as nossas táticas&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Recentemente, e ainda, estou a ver os vídeos do canal &lt;a href=&quot;www.youtube.com/@RedPlateaus&quot;&gt;Red Plateaus&lt;/a&gt; cujo
título chamam-me mais à atenção. Um dos vídeos foi o
“&lt;a href=&quot;https://youtu.be/fkMIVW7znZI?si=AkM_OyTWB20cxRTP&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;What is Prefigurative Politics?&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;”, porque eu queria a
resposta a essa pergunta — não sabia-a, estava realmente curioso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/dia-portugal-estudante&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>reformism</category><category>education</category><category>class-collaboration</category><category>Portugal</category><category>class-struggle</category><category>students</category><category>school</category><category>university</category><category>student-movement</category><category>critique</category><category>capitalism</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>L&apos;illusione dei lavoratori del settore tecnologico</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/illusione-tecnologica/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/illusione-tecnologica/</guid><pubDate>Sat, 28 Feb 2026 23:00:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Il settore tecnologico nel Regno Unito è uno di quelli con il più basso tasso
di sindacalizzazione, nonostante la sua rapida crescita, l’elevata
concentrazione di lavoratori nei principali centri urbani e la crescente
importanza per l’economia nel suo complesso. Questo basso livello di
organizzazione non è casuale. Il lavoro nel settore tech è stato
deliberatamente strutturato per dividere i lavoratori: attraverso contratti
individualizzati, sistemi retributivi differenziati, salari superiori alla
media, subappalti e lavoro autonomo.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;— &lt;q&gt;Tech workers e sindacato nel Regno Unito&lt;/q&gt;, &lt;cite&gt;Bollettino del
Coordinamento Ingegneri e Tecnici&lt;/cite&gt;, approfondimenti, analisi e notizie
dalle aziende del mondo hi-tech.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/illusione-tecnologica&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>reformism</category><category>trade-unionism</category><category>organization</category><category>STEM</category></item><item><title>Repudiar Portugal para Comemorar Abril</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/25-abril-mais-consciente/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/25-abril-mais-consciente/</guid><description>Crítica do 25 de Abril de 1974 e as suas celebrações a partir da luta de classes, da descolonização e da recomposição da ordem burguesa em Portugal.
 O que realmente se celebra quando se celebra abril?</description><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 11:03:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;A ideia principal era apenas partilhar a folha do bloco de notas do meu
telemóvel que criei e escrevi no &lt;time datetime=&quot;2025-04-25&quot;&gt;dia 25 de abril de
2025&lt;/time&gt;. Isto foi &lt;time datetime=&quot;2025-04-25&quot;&gt;1 ano atrás&lt;/time&gt;. Eu ainda
não tinha o mínimo de conhecimento acerca do Marxismo — isso só iria ser-me
introduzido no início de junho desse ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;time datetime=&quot;2024&quot;&gt;No ano anterior a esse, 2024&lt;/time&gt;, eu diria que foi o
primeiro &lt;time datetime=&quot;2024-04-25&quot;&gt;25 de abril&lt;/time&gt; que passei interessado
na data, na sua História, e na sua comemoração. Em &lt;time&gt;2025&lt;/time&gt;, a mesma
coisa. Não passei esse em Portugal, mas mesmo assim fui à procura de comprar
cravos para andar com eles nesse dia. Também foi
&lt;time datetime=&quot;2025-04-25&quot;&gt;nesse 25 de abril&lt;/time&gt; em que comprei
&lt;a href=&quot;https://cravodeabril.pt/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;este domínio&lt;/a&gt;, pois me pareceu o momento ideal —
isto, um pouco antes das &lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/legislativas-2025/#elei%C3%A7%C3%B5es-legislativas-2025&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;eleições legislativas de 2025&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho dois motivos para esta publicação não ser só a partilha das minhas notas
de &lt;time datetime=&quot;2025-04-25&quot;&gt;1 ano atrás&lt;/time&gt;. Quero explicar como eu vejo a
data hoje — será a última coisa que irei fazer, mas no geral, a tese é &lt;em&gt;não
celebrar novembro em abril&lt;/em&gt;. Também vou aproveitar e fazer uma análise de um
debate com o André Ventura que ocorreu após a sua intervenção no parlamento
&lt;time datetime=&quot;2026-04-02&quot;&gt;no início deste mês&lt;/time&gt;, aniversário da
&lt;dfn id=&quot;crp&quot;&gt;Constituição da República Portuguesa&lt;/dfn&gt;
(&lt;abbr title=&quot;Constituição da República Portuguesa&quot;&gt;CRP&lt;/abbr&gt;). Eu só li que
houve quem tivesse saído do parlamento quando ele abriu a boca, e depois soube
que um Historiador desafiou-lhe para um debate. Cheguei a ouvir um pedaço do
debate, mas não escutei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui estão as notas do &lt;time datetime=&quot;2025-04-25&quot;&gt;ano passado&lt;/time&gt;
(ligeiramente editadas):&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Golpe de estado sem sangue derramado na parte dos militares&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-1&quot; id=&quot;fnref-1&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. As mortes que
houve não foram planeadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fim do fascismo e ditadura de Salazar e Marcelo Caetano que duraram 48 anos,
Estado Novo, nacionalismo, catolicismo, “nação pluricontinental” como forma de
justificar o colonialismo enquanto os africanos sofriam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os portugueses, especialmente militares, estavam cansados das guerras com as
colónias na África que não deixava Portugal bem financeira nem emocionalmente.
Alguns soldados não queriam ir para a guerra, nem entendiam porque os
africanos eram inimigos. Famílias eram obrigadas a mandar os seus filhos para
morrer. Durou 13 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns generais portugueses, com a ajuda de líderes africanos como Amílcar
Cabral, por exemplo, planearam o golpe de estado. No dia do golpe, um grupo de
soldados, ao marchar até Lisboa onde estava Marcelo de Caetano, passou por uma
florista que meteu cravos nos canos das armas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Começo de uma democracia e descolonização dos &lt;dfn id=&quot;palop&quot;&gt;Países Africanos
de Língua Oficial Portuguesa&lt;/dfn&gt;
(&lt;abbr title=&quot;Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa&quot;&gt;PALOP&lt;/abbr&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os &lt;abbr title=&quot;Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa&quot;&gt;PALOP&lt;/abbr&gt;
estavam a ganhar a maioria das guerras, liderados por líderes de esquerda,
&lt;i lang=&quot;fr&quot;&gt;panafricanistes&lt;/i&gt;, como Amílcar Cabral, líder do PAIGC. Essas
resistências eram consideradas organizações terroristas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os PALOP são a razão da revolução ter sido possível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não teve tanta influência no Brasil este acontecimento, mas na altura vocês&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-2&quot; id=&quot;fnref-2&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;
também estavam num regime ditatorial, e de certeza que quando esta notícia
chegou nos antifascistas, eles ganharam mais esperança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O cravo simboliza anti-opressão, antifascismo e democracia, liberdade,
dignidade, unidade, paz e fim de guerra, memória aos capitães de abril, fim da
censura e liberdade de expressão, liberdade dos presos políticos que eram
torturados, direitos das mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fascismo limitava a educação, escolaridade obrigatória baixa, universidade
era luxo e para elites, mulheres eram desencorajadas de seguir estudos, o
currículo era controlado pelo ditador, nas colónias aos africanos eram negadas
educação que não fosse a educação portuguesa, onde eram assimilados à cultura
e identidade portuguesa. A educação era uma arma para opressão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora a escolaridade obrigatória é 12.º ano, a taxa de analfabetismo diminui.
As pessoas podem aprender o que significa liberdade, mais universidades para a
educação chegar a todos, mudança de currículo que promove pensamento crítico,
mulheres hoje em dia são as que mais aderem ao ensino superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ciclo das políticas públicas:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Antes:
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Definição da agenda - que responde a uma necessidade da sociedade
através da deteção de problemas, da resolução de um problema, através da
política, ou através dos participantes;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Iidentificação de alternativas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;avaliações das opções;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;seleção das orações;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Durante: 5. Implementação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Depois: 6. Avaliação.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;h2 id=&quot;sobre-as-notas&quot;&gt;Sobre as notas&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;A última parte são notas que tirei durante uma aula de “Políticas Públicas para
a Educação” (ou algo do género).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/25-abril-mais-consciente&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>Portugal</category><category>revolution</category><category>fascism</category><category>counter-revolution</category><category>democracy</category><category>class-struggle</category><category>decolonization</category><category>anti-imperialism</category><category>internationalism</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Vamos seguir a mesma lógica</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/mesma-logica-abril-maio/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/mesma-logica-abril-maio/</guid><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:55:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Um pouco na mesma &lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/25-abril-mais-consciente/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;linha de pensamento sobre abril&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Trabalhador&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;maio&lt;/a&gt; não é para
festejar se for para celebrar uma constituição e democracia burguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além disso, não é dia de defender a “paz” democrática, humanista e pacifista
contra-revolucionária ao invés de, sim, ser contra a guerra burguesa, mas a
favor da revolução que vai negar as classes (a burguesia e o proletariado), o
valor de troca, os Estados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imagino que o tópico principal em Portugal vai ser o “pacote laboral”. Ele é
para cair. Mas também é dia de lutar contra a Lei do Trabalho que já está em
vigor, por exemplo. Da forma como já existe, está favor da classe dominante. Sei
que pode ser complicado para quem defende a colaboração de classes, já que
abolir a Lei do Trabalho é um ataque à vossa pequena-burguesia, parte do povo.
Bom.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/mesma-logica-abril-maio&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>class-struggle</category><category>internationalism</category><category>capitalism</category><category>revolution</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Abolir o trabalho</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/primeiro-maio-2026/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/primeiro-maio-2026/</guid><pubDate>Fri, 01 May 2026 07:20:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;O proletariado não tem nação.&lt;br&gt; Luta de classes: revolução.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rearmamento e militarismo: esta é a Europa do capital, do europeísmo; um beco
sem saída. Vamos unir os proletários de todo o mundo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os trabalhadores, ninguém é estrangeiro.&lt;br&gt; A nossa pátria é o mundo
inteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra as guerras do capital: luta de classes internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jovens — ucranianos e russos, árabes e israelitas, etc., etc. —, larguem as
armas e deem as mãos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra a guerra: revolução.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Partidos fraudulentos, servos dos patrões.&lt;br&gt; Proletários em primeiro, sem
distinções.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra a opressão e o nacionalismo: luta de classes pelo comunismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imigrante ou cidadão, pelo proletariado: tirem as mãos dos assalariados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Raça, nação, religião: tudo falsa distinção.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;3 de junho tem greve geral. É para reivindicar muito mais do que aquilo que a
CGTP-IN reivindica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/primeiro-maio-2026&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>class-struggle</category><category>internationalism</category><category>capitalism</category><category>revolution</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Procura-se jovens! Para defender os interesses do capital</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/exercito-europeu/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/exercito-europeu/</guid><pubDate>Sun, 10 May 2026 07:43:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://www.rtp.pt/noticias/politica/carta-de-conducao-gratuita-e-439-euros-psd-e-cds-pp-propoem-programa-para-atrair-jovens-para-forcas-armadas_n1738932&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Até querem oferecer regalias!&lt;/a&gt; O exercito europeu está assim com
tanta necessidade? &lt;q&gt;[P]rograma “&lt;em&gt;Defender Portugal&lt;/em&gt;”&lt;/q&gt;; só não dizem
quem é &lt;q&gt;Portugal&lt;/q&gt; (é a burguesia). O &lt;q&gt;reforço da ligação entre a
sociedade civil e a Defesa Nacional&lt;/q&gt;, só que a &lt;q&gt;sociedade civil&lt;/q&gt; é
baseada em instituições burguesas nacionais e os seus interesses, e os cidadãos
“contratados” para defender essas instituições e interesses são aqueles,
oprimidos pelas mesmas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais algumas bombas:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;… esse programa seria também valorizado nos concursos de acesso às Forças
Armadas, forças e serviços de segurança, órgãos de polícia e bombeiros
profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;… recomendam ainda ao Governo que promova, no âmbito da disciplina de
Cidadania e Desenvolvimento, &lt;q&gt;o ensino do domínio da Defesa Nacional,
incluindo conteúdos preparatórios do programa, a elaborar pelo Instituto da
Defesa Nacional em colaboração com os ramos das Forças Armadas e os
Ministérios competentes&lt;/q&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Depois abro o &lt;a href=&quot;https://www.tiktok.com/@jcp.pt/photo/7636497638367513888&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;TikTok&lt;/a&gt;. Uma demonstração de como
&lt;a href=&quot;https://www.cravodeabril.pt/blog/read/dia-portugal-estudante/#quais-devem-ser-as-nossas-t%C3%A1ticas&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a escola pública serve a classe dominante&lt;/a&gt;. Porque quer dizer,
regular o acesso ao ensino superior, etc., e ao mesmo tempo fazer com que
&lt;q&gt;Defender Portugal&lt;/q&gt; seja mais atrativo, não pode ser coincidência, quando
ainda por cima veio dos mesmos gajos. Estão a querer desviar a mão de obra para
onde dá mais lucro ao Estado capitalista.
&lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2026/05/08/politica/noticia/dois-milhoes-jovens-ja-passaram-dia-defesa-ministro-quer-melhorar-recrutamento-2173887&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Numa notícia de uns dias depois&lt;/a&gt;, acrescentam o &lt;q&gt;aumento dos salários
dos militares&lt;/q&gt;, e até admitem que o &lt;q&gt;principal motivo justificativo da
intenção de não-ingresso [nas Forças Armadas é] a intenção de darem continuidade
do seu percurso escolar&lt;/q&gt;. São também &lt;q&gt;os compromissos com a NATO.&lt;/q&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;small&gt;Era tão bom se eu soubesse que &lt;q&gt;na prática nunca foram aplicadas coimas
a quem faltasse sem justificação&lt;/q&gt;, porque quando a fiz no ano passado, fiz
com a ideia de que não queria participar em nenhuma &lt;q&gt;defesa nacional [ou] da
República&lt;/q&gt;, e que trabalho para o derrotismo revolucionário face à UE e ao
Estado português.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que bom que &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2026/05/09/politica/noticia/servico-militar-obrigatorio-lider-js-presidente-seguro-nao-mudou-opiniao-2174059&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o “nosso” &lt;u&gt;presi&lt;/u&gt; vem-nos salvar&lt;/a&gt;, que diz não querer
&lt;q&gt;que, em Portugal, os jovens sejam carne para canhão&lt;/q&gt;, mas a defesa do país
não deixa de ser importante. Era &lt;q&gt;tempo de paz&lt;/q&gt; na altura, hoje é crises da
ordem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;q&gt;O PCP era contra o fim do SMO&lt;/q&gt; em &lt;q&gt;tempo de paz&lt;/q&gt; é tão engraçado, com
uma justificação bem podre de &lt;q&gt;que não assegurassem efectivos suficientes nem
representação plural da sociedade&lt;/q&gt;, já que a representação das forças armadas
é o proletariado (digo quem não está no topo da hierarquia militar, prontos para
morrer e matar quem se encontra na mesma situação), que agora &lt;q&gt;a propósito do
intensificar da guerra […] nós precisamos é de paz. Não precisamos de
armamento, precisamos é de um caminho de desmantelamento da corrida
armamentista&lt;/q&gt;. Antes não era &lt;q&gt;carne para canhão&lt;/q&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com ou sem convocação, estado de exceção e lei marcial, está a ser uma década,
esta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/exercito-europeu&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>Portugal</category><category>revolutionary_defeatism</category><category>imperialism</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item><item><title>Ditadura da burguesia</title><link>https://cravodeabril.pt/blog/read/verdadeira-ditadura/</link><guid isPermaLink="true">https://cravodeabril.pt/blog/read/verdadeira-ditadura/</guid><pubDate>Sun, 17 May 2026 18:40:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Há uns meses o Coletivo Ruptura referenciou &lt;a href=&quot;https://coletivoruptura.wordpress.com/2026/03/04/anti-imperialismo-de-via-reduzida-nao-vai-longe-2002/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;um texto&lt;/a&gt; que penso entender
melhor o que era suposto ter tirado dele (embora talvez o deva ler outra vez).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece ser complicado dizer que uma “ditadura/autocracia” é tipo uma
“democracia” e fácil mostrar e ver como estas democracias são uma ditadura — uma
ditadura de uma só classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estudar a história política das correntes revolucionárias é estudar a influência
das ideologias vindas da práxis da época, o seu uso pela classe dominante e a
sua influência no resto das classes.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Pois, como escrevem Marx e Engels, em &lt;cite&gt;A Ideologia Alemã&lt;/cite&gt;, &lt;q&gt;as
ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes, ou
seja, a classe que é o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo
tempo, o seu poder espiritual dominante&lt;/q&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;No exemplo do Irão, petromonarquia, existe uma centralização e um capitalismo de
Estado fortalecida pela monarquia Pahlavi, pela revolução de 1979 e pelo
conflito com o Iraque nos anos posteriores, que criaram também a “identidade
nacional” iraniana. Esta centralização protegeu no final do séc. XIX da
influência do imperialismo britânico e russo, mas também os movimentos
separatistas de algumas minorias étnicas. A revolta de 1979 reorganizou a classe
dominante nesta burguesia clerical que arranjou a república com termos
religiosos. Existe polaridade de centros de poder: o &lt;i&gt;Wilāyat al-Faqīh&lt;/i&gt;,
tutela do jurista, líder supremo, que garante o “governo islâmico” — com raízes
no debate político persa do séc. XVIII contra a legitimidade dos califados
sunitas, hoje, sobre o 12.º imã, cujo próprio representa, “manto do profeta” e
da “casa de Maomé” —; o gabinete do líder supremo; a guarda revolucionária; e o
governo civil. Mas tudo defende os interesses da burguesia iraniana — embora
existam conflitos entre frações dessa burguesia (e em todas as outras), e vê-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque é uma ditadura da burguesia.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Mesmo num sistema autoritário, os líderes &lt;q&gt;não governam sozinhos&lt;/q&gt;, mas
sim em conjunto com uma pluralidade de centros de poder e de &lt;q&gt;redes de
clientelismo elaboradas&lt;/q&gt;. Esses sistemas são expressão das
&lt;q&gt;circunstâncias históricas locais&lt;/q&gt; e operam em &lt;q&gt;consonância&lt;/q&gt; com
elas.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Uma ditadura da burguesia, igual hás que temos na Europa democrática.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;q&gt;O assassinato selvagem e infame&lt;/q&gt; de Liebknecht e Luxemburgo desmascara a
democracia e o seu conteúdo imperialista. Não é possível &lt;q&gt;existir uma
democracia fora ou acima das classes, […] que na sociedade atual, enquanto os
capitalistas conservarem a sua propriedade, a democracia possa ser algo
diferente da democracia burguesa, isto é, da ditadura da burguesia, dissimulada
sob falsas insígnias democráticas&lt;/q&gt;.&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-1&quot; id=&quot;fnref-1&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso é que Francisco Martins Rodrigues fala da &lt;q&gt;treta da &lt;q&gt;superioridade
democrática&lt;/q&gt;&lt;/q&gt;. Na altura tenho a sensação que discordei com algumas partes
do texto, mas talvez porque entendi mal a mensagem. É óbvio que quando um Estado
ataca outro com a retórica de que defendem a democracia, é balela, o motivo é
outro. Até aí &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;okay&lt;/i&gt;. Depois o que entendi é que ele era contra
tratar “democracia” e “ditadura” como opostos, &lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;okay&lt;/i&gt;, mas também
o falar mal do regime dos países “não democráticos estilo europeu”,
&lt;i lang=&quot;en&quot;&gt;not okay&lt;/i&gt;, mas como devia estar com sono e a ler na cama,
apanhei a mensagem por aí, incorretamente. Claro que ia discordar, tem muito que
criticar de qualquer regime burguês. Mas o que provavelmente ele queria
transmitir é que é nocivo apenas falar mal dessas configurações da ditadura da
burguesia, sem nunca falar mal das outras, incluindo a mais “democrática”.
Porque o que depois acontece é que acabamos por dar legitimidade ao ataque pela
falsa defesa da suposta “democracia” que iria servir a mesma forma de domínio de
uma classe sobre a outra, e por isso nunca neutro, para não falar que esconde as
diferenças e lutas de classes. A crítica não deve ser à configuração da ditadura
da burguesia, mas à ditadura, à burguesia e à existência de classes, e aos
Estados, e agir de modo a preparasse para quando chegar o momento de ser
possível abolir a necessidade de dominação de classes — característica do
capitalismo&lt;sup&gt;&lt;a href=&quot;#fn-2&quot; id=&quot;fnref-2&quot; data-footnote-ref=&quot;&quot; aria-describedby=&quot;footnote-label&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; — fazê-lo.&lt;/p&gt;
&lt;section data-footnotes=&quot;&quot; class=&quot;footnotes&quot;&gt;&lt;h2 class=&quot;sr-only&quot; id=&quot;footnote-label&quot;&gt;Footnotes&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1919/jan/20.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1919/jan/20.htm&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;#fnref-1&quot; data-footnote-backref=&quot;&quot; aria-label=&quot;Back to reference 1&quot; class=&quot;data-footnote-backref&quot;&gt;↩&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;/blog/read/verdadeira-ditadura&quot;&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded><category>democracy</category><category>imperialism</category><category>parliamentarianism</category><category>dictatorship</category><category>capitalism</category><author>torres.dev@disroot.org</author></item></channel></rss>