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Blogue – revolutionary_defeatism

  1. Procura-se jovens! Para defender os interesses do capital

    Até querem oferecer regalias! O exercito europeu está assim com tanta necessidade? [P]rograma “Defender Portugal; só não dizem quem é Portugal (é a burguesia). O reforço da ligação entre a sociedade civil e a Defesa Nacional, só que a sociedade civil é baseada em instituições burguesas nacionais e os seus interesses, e os cidadãos “contratados” para defender essas instituições e interesses são aqueles, oprimidos pelas mesmas.

    Mais algumas bombas:

    … esse programa seria também valorizado nos concursos de acesso às Forças Armadas, forças e serviços de segurança, órgãos de polícia e bombeiros profissionais.

    … recomendam ainda ao Governo que promova, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, o ensino do domínio da Defesa Nacional, incluindo conteúdos preparatórios do programa, a elaborar pelo Instituto da Defesa Nacional em colaboração com os ramos das Forças Armadas e os Ministérios competentes.

    Depois abro o TikTok. Uma demonstração de como a escola pública serve a classe dominante. Porque quer dizer, regular o acesso ao ensino superior, etc., e ao mesmo tempo fazer com que Defender Portugal seja mais atrativo, não pode ser coincidência, quando ainda por cima veio dos mesmos gajos. Estão a querer desviar a mão de obra para onde dá mais lucro ao Estado capitalista. Numa notícia de uns dias depois, acrescentam o aumento dos salários dos militares, e até admitem que o principal motivo justificativo da intenção de não-ingresso [nas Forças Armadas é] a intenção de darem continuidade do seu percurso escolar. São também os compromissos com a NATO.

    Era tão bom se eu soubesse que na prática nunca foram aplicadas coimas a quem faltasse sem justificação, porque quando a fiz no ano passado, fiz com a ideia de que não queria participar em nenhuma defesa nacional [ou] da República, e que trabalho para o derrotismo revolucionário face à UE e ao Estado português.

    Que bom que o “nosso” presi vem-nos salvar, que diz não querer que, em Portugal, os jovens sejam carne para canhão, mas a defesa do país não deixa de ser importante. Era tempo de paz na altura, hoje é crises da ordem.

    O PCP era contra o fim do SMO em tempo de paz é tão engraçado, com uma justificação bem podre de que não assegurassem efectivos suficientes nem representação plural da sociedade, já que a representação das forças armadas é o proletariado (digo quem não está no topo da hierarquia militar, prontos para morrer e matar quem se encontra na mesma situação), que agora a propósito do intensificar da guerra […] nós precisamos é de paz. Não precisamos de armamento, precisamos é de um caminho de desmantelamento da corrida armamentista. Antes não era carne para canhão?

    Com ou sem convocação, estado de exceção e lei marcial, está a ser uma década, esta.