Debates Eleitorais 2026: Luís Marques Mendes V.S. João Cortim de Figueiredo
Era para falar sobre a greve geral. Passaram 10 minutos a falar de coisas sem interesse para os eleitores, maioria trabalhadores. Também porque o moderador deixou. Foi forma de os dois escaparem de falar como estão do lado dos patrões por menos tempo.
«Eu sou o candidato que mais naturalmente, desde que entrou na vida politica fala de crescimento economico.»
Disse o Figueiredo, porque nós sabemos quem ganha com o crescimento económico, é só quem já tem capital.
«Uma clarificação sobre isto Luís Marques Mendes: Que jovem seria este? Seria escolhido por si?»
«Claro!». Então ele vai escolher um jovem que consegue representar a maioria dos jovens. Quero ver. Alguém da JSD.
«Quais é que são os problemas atuais do mercado do trabalho que estas alterações à lei vão resolver?»
Mendes não disse nada de jeito já que é muito cedo para dizer isso.
Para Figueiredo, ele promulgava, porque não é só pela flexibilidade da exploração, mas também porque tem pena das empresas.
A luta não é só em Portugal:
- França: 2 de dezembro, greve contra cortes orçamentais;
- Itália: 28 de novembro e 12 de dezembro, greve para mais salários, mais investimentos na saúde e educação pública, menos investimentos em belicismos;
- Bélgica: 24–26 de novembro, greve contra reformas na segurança social e nas leis laborais.
As empresas maiores podem até dar salários melhores como Figueiredo disse, mas são os que mais exploram também. Nunca viste um trabalhador da Oracle, Tesla, na lista dos mais ricos do mundo junto com os patrões.
Para Figueiredo, a solução para os pobres que não têm poder na economia é o crescimento económico (?) já que 0 é o elemento absorvente da multiplicação no conjunto dos números reais.
Ele queria facilitar a acumulação de riqueza e por isso aumento das desigualdades financeiras.
«Um jovem qualificado que começa a trabalhar, galga escalões do IRS em 3 ou 4 anos. Chega ao último escalão num instantinho»
(?) De que jovem é que este gajo está a falar? Não é a maioria dos jovens em Portugal que vivem na precariedade.
«Perda de receita fiscal não é perda de receita do estado. É mais dinheiro no bolso das pessoas.»
E a mais-valia que os patrões roubam aos trabalhadores, e que não vai para o bolso das pessoas?
Mendes concorda com o crescimento económico sendo parte da solução.