Eleições presidenciais portuguesas de 2026
Análise crítica do debate entre todos os candidatos presidenciais na RTP.
Perspectiva sobre as posições dos candidatos sobre Venezuela, imperialismo, imigração e luta de classes.
Análise crítica do debate entre todos os candidatos presidenciais na RTP.
Perspectiva sobre as posições dos candidatos sobre Venezuela, imperialismo, imigração e luta de classes.
O sistema atual vive da pobreza das pessoas. Se não empregam pessoas
suficientes, é porque lhes dá jeito: ao invés de aumentarem salários ou
melhorarem o horário do trabalhador, despedem-no e trocam-no por outra pessoa
que vai ficar na mesma ou numa pior situação que o antigo. E para não falar que
fora do trabalho “formal”, empregados e desempregados estão sempre a fazer
trabalho não pago, especialmente as mulheres. Por exemplo, quando cozinhas algo
em casa, não recebes um salário por isso, mas tens noção de que pessoas são
pagas para fazer aquilo que acabaste de fazer. Limpar e arrumar a casa,
conduzir, ir às compras, …, é tudo trabalho não pago. Os empregos que os ricos
criam servem para eles ficarem com a maior parte do dinheiro que o trabalhador o
produz. O capitalismo sistematicamente não dá direito ao trabalhador de
ter uma vida
melhor, ter certas regalias, por exemplo, poder ir de férias, comprar um livro,
ir aos teatros, a um restaurante
. As pessoas trabalham para não faltar
dinheiro — que no final falta — e não viver na pobreza — que não é garantido,
mesmo trabalhando. Não é
motivação
nos trabalhadores
que o
crescimento
económico
traz: é coerção disfarçada de
dinheiro
e
trabalhar
.
O que Humberto Correia quer e não sabe é que os trabalhadores controlem a
riqueza que criam para conseguir ter todas aquelas regalias que mencionou.
Um presidente que toma partido pelos trabalhadores deixa de representar todos os portugueses?
A resposta tem que ser sim.
Não é
possível agradar a todos
.
Vieira, […], está a rir-se do sistema, ou dos eleitores?
Espero que seja do sistema, e dos eleitores que juram que é a partir dele que os trabalhadores perdem as suas cadeias. Pela resposta, é do sistema.
Sobre a NATO.
Não importa a nacionalidade de quem lidera a NATO; a NATO vai continuar a ter a mesma finalidade. Tem que ser quem então a liderar? O Reino Unido ou a França? Existem imperialismos bons e outros maus?
Após um convite para a manifestação para o
“fim à agressão militar dos EUA contra a Venezuela”,
à frente de uma estátua de Simón Bolívar, Humberto Correia faz o seu discurso
nacionalista:
era um
português navegador, João Vaz Corte-Real
, um fidalgo.
Isso foi uma
injustiça, e um crime, o que fizeram. Eles trocaram a estátua de um português
que descobriu […] o norte da América
— como se já não existissem pessoas
lá a viver —,
e puseram em
1978, no lugar dessa estátua, a estátua de Simón Bolívar, que não tem nada a ver
com a nação portuguesa e a história de Portugal, é um crime.
Depois responde à pergunta sobre a NATO.
Correia:
Portugal não
pode sair nem da NATO, nem da UE.
Moderadora:
Como é que
fica a NATO se Trump intervir na Gronelândia?
Correia: A
Europa tem que se unir. Isso não pode acontecer.
Vieira reconhece que o imperialismo dos EUA, hoje foi ali, amanhã
“porque não
os Açores”?
, Mas por causa disso, credibiliza a NATO e o rearmamento:
Portugal tem
que estar na NATO, mas Portugal tem que ser preparar em termos militares…
Correia adiciona ao que já disse:
O povo
português não precisa de guerras. Já tivemos as nossas e nas últimas ninguém nos
ajudou
. Tipo, ele queria ajuda para o colonialismo?
Quanto menos
investirmos em armamento, melhor
Vieira perdeu a oportunidade de mencionar a Princesa Sissi.
Vieira chama à atenção de como os media estão do lado dos capitalistas, e do seu papel em puxar retóricas contra pessoas que no fim dá credibilidade aos partidos do capital, e que muitos deles, além disso, também são sexistas, racistas, xenófobos.
Portugal precisa ou não de imigrantes?
Os capitalistas, como o estado, precisam de trabalhadores, não importa a estatuto da cidadania.
Separar trabalhadores por “trabalhadores” e “trabalhadores imigrantes”, separa os trabalhadores. Essa separação por rótulos é o que inibe depois quem está no poder pegar nos oprimidos (para além da opressão da classe) e torná-los na razão do problema dos outros trabalhadores “normais”, tornando menos claro quem são os reais causadores do problema. Se um dia já não houver imigrantes sem documentação, vão ser os negros, os “gays”, os não católicos, os ciganos, …
É por isso que um antigo migrante como Humberto Correia diz que
Portugal não
pode viver sem imigração […], mas, ao mesmo tempo, o povo português não pode
ser absorvido pela imigração
, seja lá o que significa absorver aqui.
A partir do momento em que se é eleito presidente da república, está-se dentro do sistema.
— Manuel João Vieira
Os portugueses têm direito sobre tudo… O que eu faria era inscrever na constituição o direito constitucional dos portugueses à felicidade
— Manuel João Vieira
Se nós embebedarmos todas as pessoas da assembleia da república, e tivermos microfones para o povo português ouvir tudo o que eles dizem […], teríamos informações muito mais interessantes do que aqueles discursos que são feitos na assembleia da república.
— Manuel João Vieira
André Pestana e Manuel João Vieira eram candidatos que gostava que tivessem debatido a dois com os outros candidatos. Só de pensar na quantidade de pessoas que talvez até conseguissem as assinaturas, mas que a constituição não foi comprida como André Pestana disse no início do debate…
André Pestana porque queria ver os debates com candidatos como o António Filipe e a Catarina Martins, que podem ser de esquerda, mas são do sistema. André Pestana também é do sistema, e ele está numa candidatura para ser presidente. O sindicato S.TO.P é apenas um sindicato reformista, parece que com menos burocracia que as outras, mas do sistema. Eu acho que faz sentido utilizar as formas legais de luta ao máximo enquanto as temos, mas gostava de saber o que ele faz, além disso. Ele é revolucionário? Pesquisei e sei o seu percurso “político”, então sei que ele não é um “anarcho-syndicalist” (que nem fazia sentido porque um presidente anarquista é um paradoxo). Ele é o único candidato da “esquerda” que ouvi dizer basicamente que a ação direta dos trabalhadores têm mais poder que o voto! O PCP pode ser o que “organiza as lutas”, mas quando os trabalhadores se organizam sem eles parece que eles nunca estão lá. Ter um presidente que estivesse lá a relembrar que não vai ser ele ou nenhum político do parlamento, que os trabalhadores são muitos mais que os capitalistas, e que só organizados coletivamente é que as mudanças que queremos, acontecem… era de valor.
O Vieira porque os candidatos reacionários merecem perder um debate com ele. Conheci ele só nestas eleições. Já me tinham dito que ele queria vinho canalizado e um Ferrai para todos os portugueses. Na minha pesquisa sobre ele encontrei um álbum dele chamado “Anatomia do Fado”, com faixas como “Ser Milionário”, “Ser Fascista” e “Fado Anarquista”. Então a minha teoria é que ele era um anarquista que estava lá para mostrar a estupidez do sistema, da “democracia”, das eleições, e dos candidatos.
De um lado Donald Trump, do outro lado Vladimir Putin
, e dos outros lados
todas as outras potências imperialistas, como a China, tentam, definir
daquilo que é o futuro da Europa
e do mundo. Estamos a ver uma crise de
ordem, não é só o proletariado europeu que está ameaçado pelos conflitos
imperiais. A crise de ordem vai dividir de forma diferente o mundo entre as
potências dominantes; por isso, é garantido que a União Europeia vai mudar, não
signifique que acabe. Também não é bem pôr a culpa somente em duas pessoas. Isto
é o funcionamento normal do capitalismo, o sistema que a União Europeia
participa, e que Pinto defende. Esta ideia de estado social, incluindo esta
ideia de um SNS, de uma habitação pública
dependem também da luta de
classes, que vai se intensificar com esses líderes autoritários
. O
projeto europeu tem que ser socialista internacional, precisa de democratização
das instituições (bottom-up) e não de privatizações que
favorece o capital. Não pode andar em guerras como as que nós vemos. Senão é um
projeto condenado
A Europa tem uma burguesia, e um proletariado. A UE, hoje serve a burguesia. Pinto quer uma Comunidade Europeia de Defesa. “Defesa”. Só se for a defesa dos interesses do capital dessa burguesia. É a continuação do projeto europeu imperialista, que Catarina Martins também diz defender. Os trabalhadores não querem guerras.
Se forem votar, não sejam pragmáticos com votos úteis. Mostrem o verdadeiro Portugal que preferem e não escondam a vossa revolta em “candidatos moderados com mais possibilidades de ganhar”. Até porque independentemente de quem ganhar, o sistema capitalista prevalece, e nós continuamos a perder. Mudança de verdade não acontece pelo sistema. Organizem-se fora do sistema e não esperem por eleições.
Agora, dizeres que és de esquerda, e votas num social-democrata como António José Seguro porque a segunda volta não vai ter representação de esquerda… Seguro não é nem centro-esquerda consegue ser. As ações contam mais do que ele fala por aí.
Sobre o pacote laboral,
a
[…] diferença, é que [Seguro] vetaria tal como estava, e o [Cotrim
de Figueiredo], promulgaria
. Nesse sentido, Seguro ainda diz ser
o
único candidato […] que não só introduzirá estabilidade política […] como
também introduzirá paz social
, ignorando todos os outros candidatos à
esquerda dele que oferecem o mesmo, ou melhor. Finalmente, Seguro
responde à pergunta de Figueiredo afirmando que
não
há nada naquele anteprojeto que lhe mereça simpatia, nenhuma daquelas dezenas de
alterações que sejam, do seu ponto de vista, úteis…
.
Cotrim de Figueiredo promulgaria também a lei anticonstitucional da nacionalidade.
Seguro diz que
só
[o estado] criando riqueza é que nós conseguimos pagar melhores salários,
melhores pensões e temos um estado social que funciona
. Se a riqueza que os
trabalhadores criam ficasse entre eles… O estado atual é uma ditadura da
burguesia. Se ele cria mais riqueza, a classe trabalhadora é que perde.
Deviam ser os criadores da riqueza a gerir como a riqueza é distribuída.
Cotrim insiste que temos que pensar em propostas para um futuro longįnquo, mesmo com pessoas a viver em Portugal que não sabem o que hão de comer amanhã ao jantar (presente e futuro próximo incertos).
Cotrim outra vez com a história do IRS e de ela ser a razão da fuga de cérebros. Existem muitas mais razões, com muito mais peso, para as pessoas migrarem.
É
a intenção descarada de apoiar forças nacionalistas na Europa […] e mostra
provavelmente que Trump tem medo da União e da força da União Europeia se a
União Europeia se conseguir organizar
. E a organização e a força do
proletariado a trabalhar na UE, assusta até a própria União. Porque se isso
acontece, perdem todos eles, os EUA, a UE, a Rússia, a China, Israel, a
burguesia árabe…
Incrível como alguém abertamente xenófobo está em primeiro nas sondagens.
«Uma tentativa de me silenciar.»
— André Ventura
Faz um crime que prejudica muita gente, depois não se responsabiliza.
«Eu sempre fui de centro.»
— Henrique Gouveia e Melo
O PS é social-democrata (centro-direita) já que não querem o comunismo como ponto de chegada. Se ele acha que eles estão mais à esquerda que ele, ele é de direta. Não existe centro. Quer tentar agradar todos.
«Dizer que Mário Soares é uma referência de presidente, é uma traição às forças armadas, aos retornados, às pessoas que deixaram as ex-colónias, enfim, entregues como nós sabemos, e também não só, a todos os que enriqueceram à volta do estado.»
— André Ventura
«[O Mário Soares e o General Ramalho Eanes] são referências do início da nossa democracia, sem eles nós não teríamos esta democracia, e sem eles, se calhar teríamos um regime comunista de extrema-esquerda e se calhar o Dr. André Ventura não poderia estar aqui…»
— Henrique Gouveia e Melo
Era para o Ventura não estar aqui? Afinal, o comunismo parece bom, então. Mandem-no para os gulags. Ou afinal o almirante quer o Ventura aqui?
Mário Soares e Ramalho Eanes respresentam o fim da real democracia, aqueles que cederam o poder aos imperialistas da NATO e UE.
«O que eu acho é que Gouveia e Melo quer agradar a toda a gente, e não agrada a ninguém.»
— André Ventura, o cata-vento
Se é para agradar quem vive em Portugal, o caminho tem que se fazer com a esquerda, porque a maioria das pessoas são de esquerda sistematicamente.
«Estar posicionado ao centro é naturalmente difícil.» — Henrique Gouveia e Melo
Olha a situação complicada do Melo. Idêntica ou pior que a situação da maioria dos portugueses.
Próximo assunto: Episódio homoerótico do almoço entre os candidatos (patrocinado por Mário Ferreira, cupido do capital).
«O Dr. André Ventura é uma pessoa importante no espectro político português.»
— Henrique Gouveia e Melo
O coração de Melo já não aguentava. «Naturalmente» ele tinha de conhecer este ator político «relevante». Para ele, Ventura «não é um indivíduo que seja perigoso», pelo contrário, a presença dele era irresistível.
Foi então que Mário Ferreira, o empresário-cupido, que provavelmente tem ambos a defender os seus interesses burgueses (facilitar a exploração dos trabalhadores), conseguiu marcar o jantar privado tão esperado por Melo. O almirante bem-queria que o jantar tivesse sido secreto, para que não o vissem rendido pelo fascínio que tem por Ventura e as suas ideologias fascizantes.
«Eu almoço, […], com quem quiser.»
— Henrique Gouveia e Melo
E quis.
Diante dele, Ventura. Uma tensão política, um duelo de egos. Para Melo, nada o poderia impedir de conhecer o seu amor proibido.
Na sua fantasia, ele já se via “contaminado” por Ventura: o primeiro-ministro criador de leis inconstitucionais e o presidente fiel, a promulgar cada desejo.
Mas a paixão política é cruel.
«O Dr. André Ventura está aqui a lutar contra mim.»
— Henrique Gouveia e Melo
Clássico enredo bully to lover.
Ventura multiplica encontros, coleciona políticos. Mas só Melo o faz duvidar da sua própria fandom (os “portugueses”).
«Eu percebi que os portugueses queriam outra coisa que não era o candidato Gouveia e Melo»
— André Ventura
Ferido, Melo responde: «eu não sou candidato do partido socialista, eu sou candidato de um partido chamado Portugal», o mesmo que Ventura sonha dominar.
O Ventura fala muito, mas com a quantidade de mal que ele causa a quem vive em Portugal, no mundo dele, ele perderia a nacionalidade.
Do jeito como eu odeio estados, incluindo Portugal, e que eles não valem nada (quem vale são os trabalhadores que lá vivem); que o hino é nacionalista e colonialista e por isso não presta; que a bandeira representa uma república que nunca esteve no lado certo da história e por isso não devemos ter orgulho nela; espero que não me tirem a nacionalidade também, dá-me jeito.
Eu compraria papel-higiénico da bandeira portuguesa. Mas só uma vez para o fun, porque provavelmente seria mais caro (ou não).
Um imigrante ao fim de 10 anos é o mesmo que ele já era quando entrou no país: o mesmo que um português. Sempre foi e sempre será o mesmo.
Nacionalidades, junto com os estados, bordas e retóricas nacionalistas, apenas servem para proteger os interesses da burguesia. São más para as pessoas, porque as dividem quando sofrem todas o mesmo e querem todos o mesmo: uma vida digna, melhores condições de trabalho, necessidades humanas garantidas.
Se as nacionalidades não existissem, não estariam à venda. Mas o capitalismo transforma tudo numa mercadoria.
Nesta matéria, Melo esteve melhor claramente.
No final, pensei que houvesse talvez um mau entendimento quando ele disse que «temos de mudar a constituição». Ventura abordava de coisas que acontecem noutros países e depois pergunta porque que nós não podemos fazer o que eles fazem se podem. Eu interpretei a resposta não como ele achando que a constituição tem que ser mudada e só apenas ele a dizer o que teria que ser feito para Ventura ter o que quer. No final ele disse que só o artigo n.º 288 é que acha que não deve ser mudado.
«Aliás. Se eu lho perguntasse um exemplo de um país comunista em que os salários sejam altos, […], não têm nenhum. […] todos os países comunistas as pessoas querem sair de lá.»
No comunismo, não existe dinheiro, e então não existem salários, pelo menos da forma que conhecemos hoje.1 Como já não terias os patrões e burguesia (deixa de existir classes), amigos do Chega, todo o valor que os trabalhadores geram fica entre eles. «De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades».2 Olha, é o que quem vota no Chega quer, mas não é o que o Chega vai dar apesar de tudo o que eles dizem: se não trabalhas, mas consegues, não recebes nada. Outra coisa interessante sobre o comunismo, é que ele não acontece num só país. «Proletários de todos os países, uni-vos!».3 O comunismo é para ser universal.4
O problema são partidos como o PCP com “comunismo” no nome sem serem comunistas de verdade (debatível). Falam muito em “patriotismo” e pouco em internacionalismo. Deixaram a revolução para os reformismos e o parlamentarismo burguês, tornando-os parte do sistema capitalista. Só vou conseguir levar o PCP como marxistas-leninistas de verdade quando eles deixarem de participar em eleições e começarem a organizar e educar a classe trabalhadora de verdade, a caminho de uma revolução internacionalista, ao invés de se preocuparem com votos para depois, mesmo que eles tenham peso no parlamento ou consigam fazer governo, terem a constituição e a União Europeia como barreiras para certos reformismos. Entretanto, podem trocar o nome para Partido Democrático Avançado. Mas tirem o comunismo do nome se não é para representar o comunismo, e é para ajudar partidos reacionários como o Chega a dar ideias falsas do que realmente é o comunismo. Okay, também não era preciso deixarem de ser parlamentaristas, mas se educassem a classe trabalhadora direito, talvez muita gente (incluindo quem vota Chega agora) iriam chegar à conclusão de que são marxistas afinal e que o comunismo não é pior do que o que temos agora, nem mau de todo. Depois podiam entender que todos os partidos são sistema, e que só eles como classe podem fazer a mudança. Por que não o fazem? Talvez seja de propósito porque têm também os seus interesses capitalistas que querem defender, populistas de esquerda. Mas obviamente preferia que ninguém votasse na direita, especialmente reacionária, e não sinto que o PCP está a se esforçar para isso.
Mas para acabar, estado/país comunista é um paradoxo, não existem. Ele deve estar a se referir a países com partidos no poder que têm “comunismo” ou “socialismo” no nome ou como ideologia autoproclamada. Vamos ver quem são/foram as pessoas que saem/quiseram sair de lá. Fascistas, Nazistas, Burgueses, gente do pior. Isso é mau?
Outra vez a mesma retórica da Angola.
O Ventura é mesmo esquisito, gosta de pensar em pessoas a matarem-se umas às outras ao ponto de ter preferência entre qual pessoa é que deve morrer, ao invés de pensar como se faz para ninguém morrer. Matar é matar, ninguém devia ter a autoridade na vida de outra pessoa a todos os níveis, incluindo o de acabar com essa vida. Se alguém tem medo de ser autoritário, então estamos num bom caminho.
Aliás, no final, Ventura ainda simpatiza com o fascista Bukele (diminuição das cadeiras no parlamento, reeleições infinitas), por prender a mão de obra da competição do estado burguês, com a retórica de ser uma “questão de segurança”.
«É útil para o país se houver um entendimento.»
O problema, Mendes, é que o país é um estado burguês, e se um entendimento é bom para o país, então não é bom para os trabalhadores.
«Uma empresa são os acionistas, são gestores e são também os trabalhadores.»
Uma empresa são só os trabalhadores, e nada os outros. As empresas não funcionaram quando os trabalhadores estavam em greve e não foram trabalhar, não foi?
«Qual é a parte que vai para a empresa e qual é a parte que vai para os trabalhadores? É “50/50”? É “60/40”?»
Gajo engraçado. E que tal tudo para quem trabalha? Já que vimos também durante a greve que as empresas não fazem dinheiro só por si, e que os trabalhadores geram 100% do dinheiro. Geram tudo, ficam com tudo!
Mendes concorda com tudo o que está no pacote laboral. Não sabe o que mudava, por isso não mudava nada.
Outra vez falar em estabilidade, mas a situação atual é má, e tem que melhorar. Mas Mendes já demonstrou que na realidade ele até quer piorar.
Menciona a notícia que diz Portugal ser a economia do ano:
«Não podemos ficar por aqui, […], precisamos de chegar os dados económicos até ao bolso das pessoas…»
Olá camarada, gostei da “ambição”. A revolução é para quando então? Porque senão os “dados económicos” ficam todos no bolso do capital, o único que consegue ficar contente com essa notícia.
«O país que não tenha estabilidade têm muito mais dificuldade em ter ambição, e quem perder quem não há estabilidade são normalmente os mais frágeis: são os trabalhadores, são os jovens, são os idosos, cidadãos com deficiências.»
Não estava lá para ver, mas imagino que o PREC (instabilidade) deve ter sido o momento em que quem vivia em Portugal — especialmente os mais frágeis — tiveram mais ambição e que ganharam mais com essa instabilidade. Até à data de 25 de novembro de 1975 que Mendes celebra.
Mendes espera que o Chega consiga cumprir a constituição no caso de fazer Governo. Iludido. Nem ele deve acreditar nessa possibilidade. Ou talvez até simpatize com o Chega.
«A Europa tem que dar uma resposta.»
A resposta: mais dinheiro no armamento e nas guerras. As pessoas que vivem na Ucrânia já foram derrotadas por todos os lados há muito tempo. Não importa nada para eles se a Europa ganha ou perde. Isso só importa para o imperialismo europeu.
É óbvio que o Ventura quer evitar a revolta do povo (greve). Porque a revolução é realmente antissistema, e Ventura é sistema.
«… procurando garantir que quem trabalha se sente valorizado, porque hoje em dia, na verdade, a pessoas que trabalham sentem que não são valorizadas e que estão a sustentar os que não querem trabalhar.»
«Estávamos a criar uma lei que nem para as empresas interessava.»
Se não ajuda os trabalhadores, ajuda as empresas.
O Ventura adapta-se para tentar agradar todos.
A competição no capitalismo não ajuda os trabalhadores.
«O senhor quer uma economia em que uns, que trabalham, […], estejam a sustentar, aqueles que o senhor gosta, que é os que não fazem nada, os que vivem à conta do estado, os que querem os rendimentos básicos incondicionais, a tralha que não interessa para nada, e que os senhores querem sustentar.»
Isso estão os dois de acordo então. Querem uma economia em que o proletariado sustenta a burguesia, a tralha que não interessa para nada. Apenas querem isso de forma diferente.
São os dois sistema.
«É evidente que a nossa constituição tem a atribuição ideal dos poderes.»
E depois, Pinto ainda diz que a constituição é boa para o país e que serve o nosso país. A separação de poderes que centra o poder no parlamento burguês, com deputados que nem são todos os que serão afetados pela legislação que conseguem ou votam neles. Realmente serve e é bom para o país burguês, mas não para os trabalhadores internacionalistas.
Dois terços dos assentos do parlamento não representa a dois terços dos eleitores. Várias pessoas abstêm-se, entre outros fatores.
«Eu amo os portugueses como ninguém.»
Alguém que lhe pergunte quem são os portugueses.
Se o Ventura é “reprimido” por ser sistema. Imagina agora os reais antissistema (trabalhadores) que não têm condições para se defenderem dos opressores.
O Ventura não é coitadinho.
Não mete bandeiras LGBT, símbolo da resistência contra a violência de género, nem bandeiras da Palestina, símbolo da resistência anticolonial. Prefere a bandeira do país que suporta o colonizador (que tem história de colonizador também).
Ventura usa a transfobia para defender os seus atos xenófobos que fizeram com que uma criança perdesse dois dedos.
Tenta fazer com que a saída da NATO seja pior do que uma criança que perdeu dois dedos pela xenofobia.
«Uma candidatura patriótica, ou seja, que não aceite as imposições que nos venham do exterior, das grandes potências, designadamente da União Europeia ou da NATO, e por tanto que, uma presidência assente na prevalência do interesse nacional…»
Outra vez com a conversa do interesse nacional enquanto está a representar o “comunismo”. Ser comunista significa não defender nenhum estado/nação e lutar pelos interesses do proletariado independentemente de onde eles se encontram no mundo. Os interesses nacionais não são os interesses dos trabalhadores. Hoje está a acontecer uma greve geral na Itália. O presidente “comunista” não deve então apoiar os trabalhadores italianos por não ser do interesse nacional, mas que não deixa de ser do interesse dos trabalhadores no geral? Para não falar que existem portugueses na Itália e italianos em Portugal.
«Sabe quando eu estava a ouvir com atenção a quem é que me parecia? A Catarina Martins.»
Elogio de Seguro para Melo.
«O senhor diz, que é um candidato independente. Quem é que foi reunir com o líder do CDS à noite num bar de Lisboa? […] Quem é que foi almoçar, num almoço secreto, com o líder do Chega? […] Quem é que escolheu como mandatário o ex-líder partidário do PSD? O senhor. CDS; Chega; PSD. Todos juntos. É isso que o senhor representa. É esse campo político.»
O Seguro deu cook com esta. O Almirante está no lado dos fascistas.
«Vamos passar…»
O gajo até quis trocar de assunto.
«Não, eu represento outro campo político também que é o PS e sabe muito bem…»
Foi de “apolítico” para supostamente representar o PS. Não dá para agradar todos.
Sobre o SMO, ele “mudou” de opinião sim.
«Eu não sou europeísta. Eu sou um pé na Europa e um pé no Atlântico»
(?)
A escolha aparenta existir, mas quando ela é entre a eutanásia e sobreviver num sistema capitalista que não quer saber de ti e que não te deu as condições para evitar que chegasses a esta situação, então não há liberdade de escolha na realidade.
Não dão uma vida digna no início para depois no fim oferecerem um “assassinato” legal “digno”.
Para Pinto, o único bloco imperialista bom é o da UE e quer fazer parte dele.
«É a favor do uso dos chamados ativos russos […] para ajudar a Ucrânia reparar os prejuízos da guerra dos ucranianos?»
O dinheiro que seria para a reconstrução da Ucrânia obviamente não ia diretamente para o povo que lá vive, mas sim para o seu governo — que nem social-democrata é, é neoliberal, e é pela maioria europeísta, e por isso até faça sentido a UE querer dar esse dinheiro — que vai geri-lo da forma que quiser. E se for gerir da mesma forma que os outros países da UE, o dinheiro vai para belicismos, e pouco para o que interessa às pessoas.
Filipe a mencionar o Vaticano como quem faz esforços para acabar com as guerras é muito errado. Nunca foi promotor da paz. Esteve do lado do colonialismo e dos fascistas. Ajudou a reprimir a luta de classes na Itália, e provavelmente em muitas outras partes do planeta. O Vaticano serve o capital.
O Lula da Silva também não faz esforços nada para acabar com guerras. O Brasil é imperialista, e é capaz de ajudar os dois lados do conflito.
Ajuda a NATO assim, e com certeza ajuda a Rússia e/ou Israel de outra forma.
Chamar conflitos complexos é uma forma de fazer com que as pessoas não se deem ao trabalho de ir entendê-los. Talvez porque entender os conflitos ia criar revolta contra quem os chama complexos.
Pinto não é pacifista como ele diz ser. Ele é a favor do rearmamento e por isso da guerra. Não importa qual é a paz para a classe trabalhadora que vive na Ucrânia, porque esses já estão derrotados. Essa derrota de que ele fala serve só para a burguesia ucraniana e europeísta.
Era para falar sobre a greve geral. Passaram 10 minutos a falar de coisas sem interesse para os eleitores, maioria trabalhadores. Também porque o moderador deixou. Foi forma de os dois escaparem de falar como estão do lado dos patrões por menos tempo.
«Eu sou o candidato que mais naturalmente, desde que entrou na vida politica fala de crescimento economico.»
Disse o Figueiredo, porque nós sabemos quem ganha com o crescimento económico, é só quem já tem capital.
«Uma clarificação sobre isto Luís Marques Mendes: Que jovem seria este? Seria escolhido por si?»
«Claro!». Então ele vai escolher um jovem que consegue representar a maioria dos jovens. Quero ver. Alguém da JSD.
«Quais é que são os problemas atuais do mercado do trabalho que estas alterações à lei vão resolver?»
Mendes não disse nada de jeito já que é muito cedo para dizer isso.
Para Figueiredo, ele promulgava, porque não é só pela flexibilidade da exploração, mas também porque tem pena das empresas.
A luta não é só em Portugal:
As empresas maiores podem até dar salários melhores como Figueiredo disse, mas são os que mais exploram também. Nunca viste um trabalhador da Oracle, Tesla, na lista dos mais ricos do mundo junto com os patrões.
Para Figueiredo, a solução para os pobres que não têm poder na economia é o crescimento económico (?) já que 0 é o elemento absorvente da multiplicação no conjunto dos números reais.
Ele queria facilitar a acumulação de riqueza e por isso aumento das desigualdades financeiras.
«Um jovem qualificado que começa a trabalhar, galga escalões do IRS em 3 ou 4 anos. Chega ao último escalão num instantinho»
(?) De que jovem é que este gajo está a falar? Não é a maioria dos jovens em Portugal que vivem na precariedade.
«Perda de receita fiscal não é perda de receita do estado. É mais dinheiro no bolso das pessoas.»
E a mais-valia que os patrões roubam aos trabalhadores, e que não vai para o bolso das pessoas?
Mendes concorda com o crescimento económico sendo parte da solução.
«Eu acho que os jovens portugueses não devem morrer a lado nenhum. Apenas se fosse para defender o interesse nacional e a defesa do território nacional.»
O “comunista” começou bem, depois falou sobre a defesa do interesse e território nacional. O interesse nacional é o interesse de quem está no poder (capitalistas e burguesias) e o território e bordas também só interessa à burguesia, e defendê-las de nada serve aos trabalhadores, que, aliás, são os que vão ser postos a morrer. É a tal do “patriotismo de esquerda” do PCP de que já ouvi falar parece, que de certa forma prende os trabalhadores portugueses a Portugal. Nenhum estado deve ser defendido, devemos acabar com eles, e defender sim os trabalhadores, internacionalmente, sem fronteiras. Não queremos nacionalismo de esquerda, só esquerda.
Se Melo acha que aquilo em Cuba era uma ditadura do proletariado, ele tem que entender que o proletariado não é só o Fidel Castro, são todos os trabalhadores de Cuba. Então se ele era ditador, não era o único. Agora se a Cuba era realmente uma ditadura do proletariado, isso já não sei. Quero só é que deixem de usar “ditadura do proletariado” como algo ruim porque têm a palavra “ditadura”.
«O meu modelo é o da social-democracia»
Capitalismo. O modelo de países como a Grécia no tempo da troika, como a Venezuela desde Hugo Chávez que vemos agora como está (independentemente dos ataques imperialistas dos EUA), como a Suécia onde a desigualdade salarial e de riqueza só tem vindo a aumentar, dependem de exportações, aconteceram privatizações, começou o neoliberalismo.
O “comunista” lembra que o PCP na realidade o que quer é a “Democracia Avançada”, que é abandonar a revolução e entrar nos reformismos e parlamentarismo burguês.
O “comunista” acha que Portugal não deve sair da NATO. A NATO:
Mas Portugal não deve sair da NATO.
O seu modelo económico é o da constituição, mas nem para seguir a constituição ele parece servir. Artigo 7.º:
«Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares…»
O António Filipe continua a ser uma melhor opção que Melo obviamente, mas caraças… Não é isto que esperas de alguém dito comunista. Mas o “comunismo” do PCP é diferente.
O Seguro não pode ser «do espaço do socialismo democrático» e «da social-democracia» ao mesmo tempo. O primeiro eventualmente quer o comunismo, mas a partir de eleições deixando a revolução de parte (e imagino que Seguro não quer comunismo nenhum infelizmente). Social-democrata acredito que ele seja mais depressa. Quer preservar o sistema capitalista a partir de reformas sociais que nada fazem para acabar com a exploração do Homem pelo Homem.
Diz só que és de centro-direita, não mais à esquerda, senão confundes os eleitores..
Demorou 1 minuto para ele pensar em pôr a culpa não nos polícias corruptos, e sim no Bloco. Novo recorde?
Deixa-me ver se eu entendi: criaram leis para criar migração humanista; migração que não era humanista tornou-se ilegal; migração ilegal aumentou (bom); Ventura diz que isto é mau.
«Não percebe que os portugueses querem uma coisa diferente.»
Com 40% de abstenção, podes ter a certeza que essa coisa diferente não é o Chega.
O Ventura ficou de coração partido com essa declaração do cardeal, teve que trocar de assunto senão saiam as lágrimas.
Ele, ao invés de dar os documentos, fica a chamá-los ilegais, grande ajuda.
O próprio gajo enterra-se com as suas palavras e depois mete a culpa no moderador. Depois sugere citar fascistas, nazistas, sionistas, …
Atenção! Fora do previsto, Ventura usa islamofobia, porque pelo que parece todos os muçulmanos tratam mal as mulheres (e homossexuais, mencionados depois), e afinal o problema não é o patriarcado, presente em todo o lado, incluindo Portugal, que Ventura certamente defende.
Com armas financiadas parte por Portugal via UE a destruírem escolas e locais de trabalho, que matam qualquer um, e com sionistas a controlar pedaços de terras (já habitados) com os seus colonatos, não é de espantar que as mulheres e pessoas queer na Palestina não tenho dignidade, e possibilidade de estudar e trabalhar.
E logo após ser islamofóbico, afirma não ser racista.
Também aprendeu sobre o Boko Haram na Nigéria, mas falou porcaria. Não existe nenhum genocídio cristão. Quem está a ser alvo de violência não são as cristãs só: são maioritariamente as mulheres e meninas, independentemente da religião, etnia. Culpa também do patriarcado que André Ventura defende.
E o direito das pessoas decidirem o que vestem? Esse não interessa Ventura?
«… porque estamos a defender o cidadão comum. Os senhores defendem as mesmas elites…»
Este gajo diz tudo trocado. Quem lê isto sem contexto pensa que está a citar Catarina Martins.
Venezuela não é um país comunista.
«Inglaterra», a seguir a tradição de lamber as botas desse país desde 1373.
Tenho uma teoria que quem vota no Chega — tirando a burguesia a quem o partido defende os interesses — nunca ouviu a um debate com o Ventura a falar, porque não é possível que depois ouvir tanta porcaria tu votas nisto. Ou então são analfabetos funcionais, ou algo do género.
Melo continua sem querer falar sobre o pacote laboral por ser um tema das legislativas. Não quer largar o rótulo de independente. «Não serei nunca uma marioneta»: 🧢.
«Vai sempre haver um país […] com mais precariedade e com salários ainda mais baixos do que os nossos»
Como disse Pinto, esses países até podem ser “mais ricos” (a riqueza estando concentrada numa minoria), mas quem paga o preço para isso ser possível são sempre os trabalhadores, e é dessa forma que os capitalistas portugueses supostamente querem “competir contra esses países”. Mas a real competitividade é entre as classes, independente do país.
O RBI nada faz para acabar de verdade com as desigualdades. Ao invés de tirar as barreiras dos preços na habitação, saúde e educação, querem fazer caridade.
Se é para usar IA no trabalho, tem mesmo que ser para ajudar o trabalhador, por exemplo, reduzindo da jornada laboral atual (conseguindo melhor salário com menos exploração), e não para aumentar a autoridade que os patrões têm ao ajudá-lo a controlar e tomar decisões sobre os seus trabalhadores.
«Quem é que está a liderar esta transição tecnológica»?: Microsoft. «A que custo»?: exploração imperialista, vigilância, software e dados proprietários. E não, a solução não deve ser estatal como Pinto disse, isso só muda quem explora e vigia os utilizadores.
Outra vez a confundirem ML com o capitalismo, «levou milhões para a miséria e transformou sociedades livres em sociedades autocráticas com milhões também de vítimas». A verdadeira utopia é achar que existe forma do capitalismo ser a solução que melhora a vida de todos.
Até Gouveia e Melo parece saber, «não é a população que está errada», ouviram PCP e BE! Não é a “liberdade” num sistema capitalista que queremos. É hora de ser “antissistema”, mas de verdade, não tipo o Chega.
José Sócrates? Deixa-me independente!
«Hoje era um dia de rosas brancas e não de cravos vermelhos»
Tive que procurar a que ela se referia. Encontrei isto. Fico sem palavras. Parece que querem até diminuir o significado que o cravo tem para Portugal.
Mendes diz que «ambas as datas […] são importantes» e que «o 25 de novembro […] evitou que Portugal caísse numa ditadura de esquerda». Os únicos que devem temer uma ditadura do proletariado são aqueles que exploram o proletariado. Está a criar medo a quem não entende o conceito de ditadura do proletariado. «Nos devolveu […] a pureza dos ideais de abril», mentira, os ideais de abril são revolucionários. «Eu acho que André Ventura comemora o 25 de novembro porque não gosta do 25 de abril», verdade, mas tu comemoras o 25 de abril porque permitiu, infelizmente, o 25 de novembro, que não é data para se comemorar, e que só é importante para as forças reacionárias.
Ventura chora que tinham cravos no parlamento. Eu choro que têm o Chega no parlamento. Ventura a falar de «regras e ordem» lol. O gajo que quer impunidade e privilégio para as elites estilo Salazar. O legado do 25 de abril para Ventura foram as «expropriações, pessoas que perderam tudo» e «a vergonhosa independência das colónias». Mostra como está do lado dos capitalistas e latifundiários que usavam aquilo que perderam para explorar o Homem. Depois diz que as antigas colónias não têm o direito de nos insultar pelo colonialismo e racismo, por Portugal os ter explorado na altura, e depois quando finalmente conseguiram libertar-se, Portugal ajudou a implementar os sistemas parlamentaristas neocoloniais neoliberais atuais que «hoje estamos a ver o que é que deu». «O 25 de novembro não é a garantia de que a liberdade se efetivou».
Lá tive que ir eu à procura do que é que o presidente de Angola disse de mal sobre Portugal. Encontrei, e adivinhem, ele disse verdades:
«Mal tínhamos acabado de vencer o colonialismo português que nos oprimiu e escravizou durante séculos, …»
«São passados 50 anos desde que, como resultado da nossa luta, deixámos para trás 500 anos de colonização, escravatura e humilhação.»
E foi isto que picou o André Ventura.
Ventura não ama este país. Ele está a se cagar para os ex-combatentes. «Defender Portugal até ao fim» nada. O que ele defende são os interesses da exploração capitalista, tanto durante o colonialismo, como agora com o imperialismo e neocolonialismo, o qual é o que gera os “corruptos” nesses países de que ele fala mal, mas que a classe que ele defende é quem ganha com isso.
Ventura chama Fidel Castro de ditador. Mentira, ele não era nenhum autocrata que ignorava as massas e só pensava em explorar a riqueza das colónias como o Salazar.
Ventura diz assim, «eu vou levar o nome de Portugal a outro nível»:
Ventura trai a maioria dos portugueses.
Mendes deu uma boa resposta. Romantiza o fascismo, mas o fascismo permite a corrupção de que tanto diz-se opor.
Ventura usa o General Ramalho Eanes como um bom exemplo de presidente. O gajo que com Spínola pertenciam à parte da MFA que queriam uma transição controlada de descolonização para permitir neocolonialismo, e que já a pensar na entrada para a NATO, fizeram o 25 de novembro de 1975.
«Quem andou a roubar tem que ficar sem o património». Ainda há pouco não foi isso que deu a intender quando defendia o colonialismo.
«Não me venham pedir para olhar para 100 anos para trás» diz o gajo que mais atrás no tempo vai buscar os seus exemplos.
Sobre a exibição na Gulbenkian. Penso que é disto que ele fala. Não tenho muita informação sobre a exibição, mas ele nega claramente a exploração e colonialismo que Portugal fez no Brasil.
André Ventura, a culpa foi nossa, e continua a ser nossa. “Se não fazes parte da solução, fazes parte do problema”.
Onde é que encontro essa sondagem de que Ventura falou? Só encontro isto que parece um projeto de escola e isto que me levou a isto, o jornal do Chega. E depois de todas as mentiras que o gajo defende, não dá para achar que isto seja real.
«Eu sou o candidato dos portugueses que estão fartos de pagar os outros»
Mentira, porque está do lado dos capitalistas que exploram os trabalhadores.
«Todos já tivemos questões com a justiça»
Não nos incluas.
«O senhor não que combater a corrupção mais do que eu.»
Caraças, move on, já sabemos que os dois, por defenderem o capitalismo e a propriedade privada, vão ser influenciados pelo capital e criar leis que beneficiam essa minoria, e que dessa corrupção não querem saber.
O André Ventura a fingir que não fazia parte do PSD no meio dos 50 anos de roubo de malas de dinheiro.
Foram pelo menos 15 minutos só a ouvir porcaria.
Como Pinto disse, também não entendo como um gajo separa o bem-estar humano com a proteção do meio ambiente. Aonde é que estamos a habitar afinal?
Cortim só se vai interessar com a proteção ambiental quando esta lhe favorecer a sua carteira.
«Quem é que cria os empregos?»
Sim, porque se não existisse o dono da padaria, a profissão de padeiro nunca na vida iria existir? Os patrões são mesmo sábios, criadores das profissões todas, tipo divindades.
Melo tenta usar ML como um insulto.
Melo é pela propriedade privada, pela exploração do Homem pelo Homem.
Melo quer conhecer os fascistas. Ele claramente não quer saber de «perigo para a democracia» nenhum.
«Não são os particulares que têm de resolver o problema.»
Pois. Eles são o problema.
A habitação nos países realmente socialistas provavelmente era melhor do que a situação atual em Portugal e no mundo. Os «sistemas que já foram testados, com maus resultados». Deve estar a referir-se ao capitalismo, porque existem pessoas a dormir na rua.
«Mas que eu saiba, não há nenhuma guerra», disse Gouveia e Melo. Existem várias, e a NATO e a UE fazem parte do problema:
Se “não há nenhuma guerra”, pensemos pelo menos como o Chanceler da Alemanha: «Não estamos em guerra, mas não estamos mais em paz».
E não vão ser mais armas a trazer a paz. Os países da NATO na Europa têm 3 vezes os gastos da Rússia (país em guerra) em despesas militares.
Cortim, mais um autoritário, mas neoliberal.
Henrique Gouveia e Melo é social democrata, e não um “apolítico”.
Cortim diz que o novo pacote laboral «é favorável a ambos», trabalhadores e empresas. Deve ser exatamente por isso que os trabalhadores convocaram uma greve geral. Mas o pacote laboral serve para «preparar […] para uma realidade que vai ser bastante diferente nos anos vindouros». E os anos agora? Tem pessoas a dormir na rua. A nova legislação laboral vai «criar empregos», empregos precários. A única flexibilidade que o Cortim defende do novo pacote é a flexibilidade da exploração. O outro não quis dar a entender se apoiava a mesma flexibilidade. Vou interpertar como um “sim, eu apoio”.
«Eu saberei resistir a todas e quaisquer pressões que me façam desviar ou que me queiram fazer desviar do interesse supremo dos portugueses».
Foi o que o Cortim disse no início. Porém, Cortim está a favor de mandar pessoas para matar e serem mortas, não resistindo às pressões imperialistas da NATO.
O outro, se está a favor, ninguém sabe, mas imagina-se…
O que eu entendo é que tratam o 25 de novembro como se tivesse sido apenas uma derrota para o PCP, mas na realidade quem saiu a perder foi o povo, e a culpa foi do PCP porque preferiram preservar a legalidade do partido para poder de certa forma controlar o proletariado. Por isso claro que o PCP não vai celebrar essa data.
Mas a celebração na mesma é problemática. Foi quando o poder passou para o parlamento burguês, seguido de pedidos de empréstimos ao FMI, entrada na CEE (UE) e NATO.
«Foi uma data que evitou que Portugal tivesse saído de uma ditadura, não caísse numa ditadura de sinal contrário»
Não comparem fascismo com uma ditadura do proletariado!
E também não comparem o 25 de abril com o 25 de novembro, não são as duas «igualmente importante».
«Os ideais do 25 de abril» são revolucionários, não uma democracia burguesa nacionalista.
Marques Mendes quer manter a estabilidade com pessoas a dormir na rua.
«Os portugueses gostam da democracia», mas não é desta: 40% de abstenção. A liberdade de escolha entre público mal financiado e o privado que não dá para pagar?
A linda contradição de acabar a guerra com «um reforço» para a guerra (NATO).
A história do agressor e o agredido. Só condenam o agressor e falam das leis internacionais que lhes interessa. Para outras guerras eles não têm pressa para dizer quem é quem.
Primeiras impressões sobre a representação do partido comunista:
O Ventura é contra o sindicalismo. Mas é claro. Eles têm medo de quando não conseguem ter autoridade sobre quem está por baixo e quando quem está por baixo é que toma as decisões.
O Ventura quer compensar quem perde com a greve, que são principalmente os patrões.
Quer que o presidente tenha mais poderes. A caminho da ditadura, como na altura de Américo Tomás, o fascista, colonizador. Ele quer autoritarismo. Já era de esperar do líder dos conservadores fascistas.
Irónico a comparação com a União Soviética como um insulto seguido do desejo por um estado com o que teve de pior na URSS: autoritarismo, burocracia, menos democrático e o controlo opressivo do estado.
Sobre o Seguro, mostra-se contra o pacote laboral, mas o PS deixou passar o OE.
No dia 18 de maio de 2025, houve eleições legislativas em Portugal.
A direita e o conservadorismo ganharam mais poder do que já tinham.