Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Jorge Pinto
A escolha aparenta existir, mas quando ela é entre a eutanásia e sobreviver num sistema capitalista que não quer saber de ti e que não te deu as condições para evitar que chegasses a esta situação, então não há liberdade de escolha na realidade.
Não dão uma vida digna no início para depois no fim oferecerem um “assassinato” legal “digno”.
Para Pinto, o único bloco imperialista bom é o da UE e quer fazer parte dele.
«É a favor do uso dos chamados ativos russos […] para ajudar a Ucrânia reparar os prejuízos da guerra dos ucranianos?»
O dinheiro que seria para a reconstrução da Ucrânia obviamente não ia diretamente para o povo que lá vive, mas sim para o seu governo — que nem social-democrata é, é neoliberal, e é pela maioria europeísta, e por isso até faça sentido a UE querer dar esse dinheiro — que vai geri-lo da forma que quiser. E se for gerir da mesma forma que os outros países da UE, o dinheiro vai para belicismos, e pouco para o que interessa às pessoas.
Filipe a mencionar o Vaticano como quem faz esforços para acabar com as guerras é muito errado. Nunca foi promotor da paz. Esteve do lado do colonialismo e dos fascistas. Ajudou a reprimir a luta de classes na Itália, e provavelmente em muitas outras partes do planeta. O Vaticano serve o capital.
O Lula da Silva também não faz esforços nada para acabar com guerras. O Brasil é imperialista, e é capaz de ajudar os dois lados do conflito.
Ajuda a NATO assim, e com certeza ajuda a Rússia e/ou Israel de outra forma.
Chamar conflitos complexos é uma forma de fazer com que as pessoas não se deem ao trabalho de ir entendê-los. Talvez porque entender os conflitos ia criar revolta contra quem os chama complexos.
Pinto não é pacifista como ele diz ser. Ele é a favor do rearmamento e por isso da guerra. Não importa qual é a paz para a classe trabalhadora que vive na Ucrânia, porque esses já estão derrotados. Essa derrota de que ele fala serve só para a burguesia ucraniana e europeísta.