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Publicações – dezembro de 2025

  1. Debates Eleitorais 2026: Catarina Martins V.S. Jorge Pinto

    De um lado Donald Trump, do outro lado Vladimir Putin, e dos outros lados todas as outras potências imperialistas, como a China, tentam, definir daquilo que é o futuro da Europa e do mundo. Estamos a ver uma crise de ordem, não é só o proletariado europeu que está ameaçado pelos conflitos imperiais. A crise de ordem vai dividir de forma diferente o mundo entre as potências dominantes; por isso, é garantido que a União Europeia vai mudar, não signifique que acabe. Também não é bem pôr a culpa somente em duas pessoas. Isto é o funcionamento normal do capitalismo, o sistema que a União Europeia participa, e que Pinto defende. Esta ideia de estado social, incluindo esta ideia de um SNS, de uma habitação pública dependem também da luta de classes, que vai se intensificar com esses líderes autoritários. O projeto europeu tem que ser socialista internacional, precisa de democratização das instituições (bottom-up) e não de privatizações que favorece o capital. Não pode andar em guerras como as que nós vemos. Senão é um projeto condenado

    A Europa tem uma burguesia, e um proletariado. A UE, hoje serve a burguesia. Pinto quer uma Comunidade Europeia de Defesa. “Defesa”. Só se for a defesa dos interesses do capital dessa burguesia. É a continuação do projeto europeu imperialista, que Catarina Martins também diz defender. Os trabalhadores não querem guerras.

  2. Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. António José Seguro

    Se forem votar, não sejam pragmáticos com votos úteis. Mostrem o verdadeiro Portugal que preferem e não escondam a vossa revolta em “candidatos moderados com mais possibilidades de ganhar”. Até porque independentemente de quem ganhar, o sistema capitalista prevalece, e nós continuamos a perder. Mudança de verdade não acontece pelo sistema. Organizem-se fora do sistema e não esperem por eleições.

    Agora, dizeres que és de esquerda, e votas num social-democrata como António José Seguro porque a segunda volta não vai ter representação de esquerda… Seguro não é nem centro-esquerda consegue ser. As ações contam mais do que ele fala por aí.

  3. Debates Eleitorais 2026: António José Seguro V.S. João Cotrim de Figueiredo

    Sobre o pacote laboral, a […] diferença, é que [Seguro] vetaria tal como estava, e o [Cotrim de Figueiredo], promulgaria. Nesse sentido, Seguro ainda diz ser o único candidato […] que não só introduzirá estabilidade política […] como também introduzirá paz social, ignorando todos os outros candidatos à esquerda dele que oferecem o mesmo, ou melhor. Finalmente, Seguro responde à pergunta de Figueiredo afirmando que não há nada naquele anteprojeto que lhe mereça simpatia, nenhuma daquelas dezenas de alterações que sejam, do seu ponto de vista, úteis….

    Cotrim de Figueiredo promulgaria também a lei anticonstitucional da nacionalidade.

    Seguro diz que só [o estado] criando riqueza é que nós conseguimos pagar melhores salários, melhores pensões e temos um estado social que funciona. Se a riqueza que os trabalhadores criam ficasse entre eles… O estado atual é uma ditadura da burguesia. Se ele cria mais riqueza, a classe trabalhadora é que perde. Deviam ser os criadores da riqueza a gerir como a riqueza é distribuída.

    Cotrim insiste que temos que pensar em propostas para um futuro longįnquo, mesmo com pessoas a viver em Portugal que não sabem o que hão de comer amanhã ao jantar (presente e futuro próximo incertos).

    Cotrim outra vez com a história do IRS e de ela ser a razão da fuga de cérebros. Existem muitas mais razões, com muito mais peso, para as pessoas migrarem.

    É a intenção descarada de apoiar forças nacionalistas na Europa […] e mostra provavelmente que Trump tem medo da União e da força da União Europeia se a União Europeia se conseguir organizar. E a organização e a força do proletariado a trabalhar na UE, assusta até a própria União. Porque se isso acontece, perdem todos eles, os EUA, a UE, a Rússia, a China, Israel, a burguesia árabe…

  4. Debates Eleitorais 2026: Henrique Gouveia e Melo V.S. André Ventura

    Incrível como alguém abertamente xenófobo está em primeiro nas sondagens.

    «Uma tentativa de me silenciar.»

    — André Ventura

    Faz um crime que prejudica muita gente, depois não se responsabiliza.


    «Eu sempre fui de centro.»

    — Henrique Gouveia e Melo

    O PS é social-democrata (centro-direita) já que não querem o comunismo como ponto de chegada. Se ele acha que eles estão mais à esquerda que ele, ele é de direta. Não existe centro. Quer tentar agradar todos.

    «Dizer que Mário Soares é uma referência de presidente, é uma traição às forças armadas, aos retornados, às pessoas que deixaram as ex-colónias, enfim, entregues como nós sabemos, e também não só, a todos os que enriqueceram à volta do estado.»

    — André Ventura

    «[O Mário Soares e o General Ramalho Eanes] são referências do início da nossa democracia, sem eles nós não teríamos esta democracia, e sem eles, se calhar teríamos um regime comunista de extrema-esquerda e se calhar o Dr. André Ventura não poderia estar aqui…»

    — Henrique Gouveia e Melo

    Era para o Ventura não estar aqui? Afinal, o comunismo parece bom, então. Mandem-no para os gulags. Ou afinal o almirante quer o Ventura aqui?

    Mário Soares e Ramalho Eanes respresentam o fim da real democracia, aqueles que cederam o poder aos imperialistas da NATO e UE.

    «O que eu acho é que Gouveia e Melo quer agradar a toda a gente, e não agrada a ninguém.»

    — André Ventura, o cata-vento

    Se é para agradar quem vive em Portugal, o caminho tem que se fazer com a esquerda, porque a maioria das pessoas são de esquerda sistematicamente.

    «Estar posicionado ao centro é naturalmente difícil.» — Henrique Gouveia e Melo

    Olha a situação complicada do Melo. Idêntica ou pior que a situação da maioria dos portugueses.


    Próximo assunto: Episódio homoerótico do almoço entre os candidatos (patrocinado por Mário Ferreira, cupido do capital).

    «O Dr. André Ventura é uma pessoa importante no espectro político português.»

    — Henrique Gouveia e Melo

    O coração de Melo já não aguentava. «Naturalmente» ele tinha de conhecer este ator político «relevante». Para ele, Ventura «não é um indivíduo que seja perigoso», pelo contrário, a presença dele era irresistível.

    Foi então que Mário Ferreira, o empresário-cupido, que provavelmente tem ambos a defender os seus interesses burgueses (facilitar a exploração dos trabalhadores), conseguiu marcar o jantar privado tão esperado por Melo. O almirante bem-queria que o jantar tivesse sido secreto, para que não o vissem rendido pelo fascínio que tem por Ventura e as suas ideologias fascizantes.

    «Eu almoço, […], com quem quiser.»

    — Henrique Gouveia e Melo

    E quis.

    Diante dele, Ventura. Uma tensão política, um duelo de egos. Para Melo, nada o poderia impedir de conhecer o seu amor proibido.

    Na sua fantasia, ele já se via “contaminado” por Ventura: o primeiro-ministro criador de leis inconstitucionais e o presidente fiel, a promulgar cada desejo.

    Mas a paixão política é cruel.

    «O Dr. André Ventura está aqui a lutar contra mim.»

    — Henrique Gouveia e Melo

    Clássico enredo bully to lover.

    Ventura multiplica encontros, coleciona políticos. Mas só Melo o faz duvidar da sua própria fandom (os “portugueses”).

    «Eu percebi que os portugueses queriam outra coisa que não era o candidato Gouveia e Melo»

    — André Ventura

    Ferido, Melo responde: «eu não sou candidato do partido socialista, eu sou candidato de um partido chamado Portugal», o mesmo que Ventura sonha dominar.


    O Ventura fala muito, mas com a quantidade de mal que ele causa a quem vive em Portugal, no mundo dele, ele perderia a nacionalidade.

    Do jeito como eu odeio estados, incluindo Portugal, e que eles não valem nada (quem vale são os trabalhadores que lá vivem); que o hino é nacionalista e colonialista e por isso não presta; que a bandeira representa uma república que nunca esteve no lado certo da história e por isso não devemos ter orgulho nela; espero que não me tirem a nacionalidade também, dá-me jeito.

    Eu compraria papel-higiénico da bandeira portuguesa. Mas só uma vez para o fun, porque provavelmente seria mais caro (ou não).

    Um imigrante ao fim de 10 anos é o mesmo que ele já era quando entrou no país: o mesmo que um português. Sempre foi e sempre será o mesmo.

    Nacionalidades, junto com os estados, bordas e retóricas nacionalistas, apenas servem para proteger os interesses da burguesia. São más para as pessoas, porque as dividem quando sofrem todas o mesmo e querem todos o mesmo: uma vida digna, melhores condições de trabalho, necessidades humanas garantidas.

    Se as nacionalidades não existissem, não estariam à venda. Mas o capitalismo transforma tudo numa mercadoria.

    Nesta matéria, Melo esteve melhor claramente.

    No final, pensei que houvesse talvez um mau entendimento quando ele disse que «temos de mudar a constituição». Ventura abordava de coisas que acontecem noutros países e depois pergunta porque que nós não podemos fazer o que eles fazem se podem. Eu interpretei a resposta não como ele achando que a constituição tem que ser mudada e só apenas ele a dizer o que teria que ser feito para Ventura ter o que quer. No final ele disse que só o artigo n.º 288 é que acha que não deve ser mudado.

  5. Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. André Ventura

    «Aliás. Se eu lho perguntasse um exemplo de um país comunista em que os salários sejam altos, […], não têm nenhum. […] todos os países comunistas as pessoas querem sair de lá.»

    No comunismo, não existe dinheiro, e então não existem salários, pelo menos da forma que conhecemos hoje.1 Como já não terias os patrões e burguesia (deixa de existir classes), amigos do Chega, todo o valor que os trabalhadores geram fica entre eles. «De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades».2 Olha, é o que quem vota no Chega quer, mas não é o que o Chega vai dar apesar de tudo o que eles dizem: se não trabalhas, mas consegues, não recebes nada. Outra coisa interessante sobre o comunismo, é que ele não acontece num só país. «Proletários de todos os países, uni-vos!».3 O comunismo é para ser universal.4

    O problema são partidos como o PCP com “comunismo” no nome sem serem comunistas de verdade (debatível). Falam muito em “patriotismo” e pouco em internacionalismo. Deixaram a revolução para os reformismos e o parlamentarismo burguês, tornando-os parte do sistema capitalista. Só vou conseguir levar o PCP como marxistas-leninistas de verdade quando eles deixarem de participar em eleições e começarem a organizar e educar a classe trabalhadora de verdade, a caminho de uma revolução internacionalista, ao invés de se preocuparem com votos para depois, mesmo que eles tenham peso no parlamento ou consigam fazer governo, terem a constituição e a União Europeia como barreiras para certos reformismos. Entretanto, podem trocar o nome para Partido Democrático Avançado. Mas tirem o comunismo do nome se não é para representar o comunismo, e é para ajudar partidos reacionários como o Chega a dar ideias falsas do que realmente é o comunismo. Okay, também não era preciso deixarem de ser parlamentaristas, mas se educassem a classe trabalhadora direito, talvez muita gente (incluindo quem vota Chega agora) iriam chegar à conclusão de que são marxistas afinal e que o comunismo não é pior do que o que temos agora, nem mau de todo. Depois podiam entender que todos os partidos são sistema, e que só eles como classe podem fazer a mudança. Por que não o fazem? Talvez seja de propósito porque têm também os seus interesses capitalistas que querem defender, populistas de esquerda. Mas obviamente preferia que ninguém votasse na direita, especialmente reacionária, e não sinto que o PCP está a se esforçar para isso.

    Mas para acabar, estado/país comunista é um paradoxo, não existem. Ele deve estar a se referir a países com partidos no poder que têm “comunismo” ou “socialismo” no nome ou como ideologia autoproclamada. Vamos ver quem são/foram as pessoas que saem/quiseram sair de lá. Fascistas, Nazistas, Burgueses, gente do pior. Isso é mau?


    Outra vez a mesma retórica da Angola.


    O Ventura é mesmo esquisito, gosta de pensar em pessoas a matarem-se umas às outras ao ponto de ter preferência entre qual pessoa é que deve morrer, ao invés de pensar como se faz para ninguém morrer. Matar é matar, ninguém devia ter a autoridade na vida de outra pessoa a todos os níveis, incluindo o de acabar com essa vida. Se alguém tem medo de ser autoritário, então estamos num bom caminho.

    Aliás, no final, Ventura ainda simpatiza com o fascista Bukele (diminuição das cadeiras no parlamento, reeleições infinitas), por prender a mão de obra da competição do estado burguês, com a retórica de ser uma “questão de segurança”.

    Footnotes

    1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo

    2. https://pt.wikipedia.org/wiki/De_cada_qual,_segundo_sua_capacidade;_a_cada_qual,_segundo_suas_necessidades

    3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Prolet%C3%A1rios_de_todos_os_pa%C3%ADses,_uni-vos!

    4. https://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_em_um_s%C3%B3_pa%C3%ADs#Karl_Marx_e_Friedrich_Engels

  6. Debates Eleitorais 2026: Catarina Martins V.S. Luís Marques Mendes

    «É útil para o país se houver um entendimento.»

    O problema, Mendes, é que o país é um estado burguês, e se um entendimento é bom para o país, então não é bom para os trabalhadores.

    «Uma empresa são os acionistas, são gestores e são também os trabalhadores.»

    Uma empresa são só os trabalhadores, e nada os outros. As empresas não funcionaram quando os trabalhadores estavam em greve e não foram trabalhar, não foi?

    «Qual é a parte que vai para a empresa e qual é a parte que vai para os trabalhadores? É “50/50”? É “60/40”?»

    Gajo engraçado. E que tal tudo para quem trabalha? Já que vimos também durante a greve que as empresas não fazem dinheiro só por si, e que os trabalhadores geram 100% do dinheiro. Geram tudo, ficam com tudo!

    Mendes concorda com tudo o que está no pacote laboral. Não sabe o que mudava, por isso não mudava nada.

    Outra vez falar em estabilidade, mas a situação atual é má, e tem que melhorar. Mas Mendes já demonstrou que na realidade ele até quer piorar.

    Menciona a notícia que diz Portugal ser a economia do ano:

    «Não podemos ficar por aqui, […], precisamos de chegar os dados económicos até ao bolso das pessoas…»

    Olá camarada, gostei da “ambição”. A revolução é para quando então? Porque senão os “dados económicos” ficam todos no bolso do capital, o único que consegue ficar contente com essa notícia.

    «O país que não tenha estabilidade têm muito mais dificuldade em ter ambição, e quem perder quem não há estabilidade são normalmente os mais frágeis: são os trabalhadores, são os jovens, são os idosos, cidadãos com deficiências.»

    Não estava lá para ver, mas imagino que o PREC (instabilidade) deve ter sido o momento em que quem vivia em Portugal — especialmente os mais frágeis — tiveram mais ambição e que ganharam mais com essa instabilidade. Até à data de 25 de novembro de 1975 que Mendes celebra.

    Mendes espera que o Chega consiga cumprir a constituição no caso de fazer Governo. Iludido. Nem ele deve acreditar nessa possibilidade. Ou talvez até simpatize com o Chega.

    «A Europa tem que dar uma resposta.»

    A resposta: mais dinheiro no armamento e nas guerras. As pessoas que vivem na Ucrânia já foram derrotadas por todos os lados há muito tempo. Não importa nada para eles se a Europa ganha ou perde. Isso só importa para o imperialismo europeu.

  7. Debates Eleitorais 2026: Jorge Pinto V.S. André Ventura

    É óbvio que o Ventura quer evitar a revolta do povo (greve). Porque a revolução é realmente antissistema, e Ventura é sistema.

    «… procurando garantir que quem trabalha se sente valorizado, porque hoje em dia, na verdade, a pessoas que trabalham sentem que não são valorizadas e que estão a sustentar os que não querem trabalhar.»

    1. Sentem-se desvalorizadas porque o são, transformados em mercadoria;
    2. Quem não trabalha são os patrões sustentados pelos trabalhadores.

    «Estávamos a criar uma lei que nem para as empresas interessava.»

    Se não ajuda os trabalhadores, ajuda as empresas.

    O Ventura adapta-se para tentar agradar todos.

    A competição no capitalismo não ajuda os trabalhadores.

    «O senhor quer uma economia em que uns, que trabalham, […], estejam a sustentar, aqueles que o senhor gosta, que é os que não fazem nada, os que vivem à conta do estado, os que querem os rendimentos básicos incondicionais, a tralha que não interessa para nada, e que os senhores querem sustentar.»

    Isso estão os dois de acordo então. Querem uma economia em que o proletariado sustenta a burguesia, a tralha que não interessa para nada. Apenas querem isso de forma diferente.

    São os dois sistema.

    «É evidente que a nossa constituição tem a atribuição ideal dos poderes.»

    E depois, Pinto ainda diz que a constituição é boa para o país e que serve o nosso país. A separação de poderes que centra o poder no parlamento burguês, com deputados que nem são todos os que serão afetados pela legislação que conseguem ou votam neles. Realmente serve e é bom para o país burguês, mas não para os trabalhadores internacionalistas.

    Dois terços dos assentos do parlamento não representa a dois terços dos eleitores. Várias pessoas abstêm-se, entre outros fatores.

    «Eu amo os portugueses como ninguém.»

    Alguém que lhe pergunte quem são os portugueses.

    Se o Ventura é “reprimido” por ser sistema. Imagina agora os reais antissistema (trabalhadores) que não têm condições para se defenderem dos opressores.

    O Ventura não é coitadinho.

    Não mete bandeiras LGBT, símbolo da resistência contra a violência de género, nem bandeiras da Palestina, símbolo da resistência anticolonial. Prefere a bandeira do país que suporta o colonizador (que tem história de colonizador também).

    Ventura usa a transfobia para defender os seus atos xenófobos que fizeram com que uma criança perdesse dois dedos.

    Tenta fazer com que a saída da NATO seja pior do que uma criança que perdeu dois dedos pela xenofobia.

  8. Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Catarina Martins

    «Uma candidatura patriótica, ou seja, que não aceite as imposições que nos venham do exterior, das grandes potências, designadamente da União Europeia ou da NATO, e por tanto que, uma presidência assente na prevalência do interesse nacional…»

    Outra vez com a conversa do interesse nacional enquanto está a representar o “comunismo”. Ser comunista significa não defender nenhum estado/nação e lutar pelos interesses do proletariado independentemente de onde eles se encontram no mundo. Os interesses nacionais não são os interesses dos trabalhadores. Hoje está a acontecer uma greve geral na Itália. O presidente “comunista” não deve então apoiar os trabalhadores italianos por não ser do interesse nacional, mas que não deixa de ser do interesse dos trabalhadores no geral? Para não falar que existem portugueses na Itália e italianos em Portugal.

  9. Debates Eleitorais 2026: António José Seguro V.S. Henrique Gouveia e Melo

    «Sabe quando eu estava a ouvir com atenção a quem é que me parecia? A Catarina Martins.»

    Elogio de Seguro para Melo.

    «O senhor diz, que é um candidato independente. Quem é que foi reunir com o líder do CDS à noite num bar de Lisboa? […] Quem é que foi almoçar, num almoço secreto, com o líder do Chega? […] Quem é que escolheu como mandatário o ex-líder partidário do PSD? O senhor. CDS; Chega; PSD. Todos juntos. É isso que o senhor representa. É esse campo político.»

    O Seguro deu cook com esta. O Almirante está no lado dos fascistas.

    «Vamos passar…»

    O gajo até quis trocar de assunto.

    «Não, eu represento outro campo político também que é o PS e sabe muito bem…»

    Foi de “apolítico” para supostamente representar o PS. Não dá para agradar todos.

    Sobre o SMO, ele “mudou” de opinião sim.

    «Eu não sou europeísta. Eu sou um pé na Europa e um pé no Atlântico»

    (?)

  10. Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Jorge Pinto

    A escolha aparenta existir, mas quando ela é entre a eutanásia e sobreviver num sistema capitalista que não quer saber de ti e que não te deu as condições para evitar que chegasses a esta situação, então não há liberdade de escolha na realidade.

    Não dão uma vida digna no início para depois no fim oferecerem um “assassinato” legal “digno”.


    Para Pinto, o único bloco imperialista bom é o da UE e quer fazer parte dele.

    «É a favor do uso dos chamados ativos russos […] para ajudar a Ucrânia reparar os prejuízos da guerra dos ucranianos?»

    O dinheiro que seria para a reconstrução da Ucrânia obviamente não ia diretamente para o povo que lá vive, mas sim para o seu governo — que nem social-democrata é, é neoliberal, e é pela maioria europeísta, e por isso até faça sentido a UE querer dar esse dinheiro — que vai geri-lo da forma que quiser. E se for gerir da mesma forma que os outros países da UE, o dinheiro vai para belicismos, e pouco para o que interessa às pessoas.

    Filipe a mencionar o Vaticano como quem faz esforços para acabar com as guerras é muito errado. Nunca foi promotor da paz. Esteve do lado do colonialismo e dos fascistas. Ajudou a reprimir a luta de classes na Itália, e provavelmente em muitas outras partes do planeta. O Vaticano serve o capital.

    O Lula da Silva também não faz esforços nada para acabar com guerras. O Brasil é imperialista, e é capaz de ajudar os dois lados do conflito.

    Ajuda a NATO assim, e com certeza ajuda a Rússia e/ou Israel de outra forma.

    Chamar conflitos complexos é uma forma de fazer com que as pessoas não se deem ao trabalho de ir entendê-los. Talvez porque entender os conflitos ia criar revolta contra quem os chama complexos.

    Pinto não é pacifista como ele diz ser. Ele é a favor do rearmamento e por isso da guerra. Não importa qual é a paz para a classe trabalhadora que vive na Ucrânia, porque esses já estão derrotados. Essa derrota de que ele fala serve só para a burguesia ucraniana e europeísta.

  11. Debates Eleitorais 2026: Luís Marques Mendes V.S. João Cortim de Figueiredo

    Era para falar sobre a greve geral. Passaram 10 minutos a falar de coisas sem interesse para os eleitores, maioria trabalhadores. Também porque o moderador deixou. Foi forma de os dois escaparem de falar como estão do lado dos patrões por menos tempo.

    «Eu sou o candidato que mais naturalmente, desde que entrou na vida politica fala de crescimento economico.»

    Disse o Figueiredo, porque nós sabemos quem ganha com o crescimento económico, é só quem já tem capital.

    «Uma clarificação sobre isto Luís Marques Mendes: Que jovem seria este? Seria escolhido por si?»

    «Claro!». Então ele vai escolher um jovem que consegue representar a maioria dos jovens. Quero ver. Alguém da JSD.

    «Quais é que são os problemas atuais do mercado do trabalho que estas alterações à lei vão resolver?»

    Mendes não disse nada de jeito já que é muito cedo para dizer isso.

    Para Figueiredo, ele promulgava, porque não é só pela flexibilidade da exploração, mas também porque tem pena das empresas.

    A luta não é só em Portugal:

    • França: 2 de dezembro, greve contra cortes orçamentais;
    • Itália: 28 de novembro e 12 de dezembro, greve para mais salários, mais investimentos na saúde e educação pública, menos investimentos em belicismos;
    • Bélgica: 24–26 de novembro, greve contra reformas na segurança social e nas leis laborais.

    As empresas maiores podem até dar salários melhores como Figueiredo disse, mas são os que mais exploram também. Nunca viste um trabalhador da Oracle, Tesla, na lista dos mais ricos do mundo junto com os patrões.

    Para Figueiredo, a solução para os pobres que não têm poder na economia é o crescimento económico (?) já que 0 é o elemento absorvente da multiplicação no conjunto dos números reais.

    Ele queria facilitar a acumulação de riqueza e por isso aumento das desigualdades financeiras.

    «Um jovem qualificado que começa a trabalhar, galga escalões do IRS em 3 ou 4 anos. Chega ao último escalão num instantinho»

    (?) De que jovem é que este gajo está a falar? Não é a maioria dos jovens em Portugal que vivem na precariedade.

    «Perda de receita fiscal não é perda de receita do estado. É mais dinheiro no bolso das pessoas.»

    E a mais-valia que os patrões roubam aos trabalhadores, e que não vai para o bolso das pessoas?

    Mendes concorda com o crescimento económico sendo parte da solução.

  12. Debates Eleitorais 2026: António Filipe V.S. Henrique Gouveia e Melo

    «Eu acho que os jovens portugueses não devem morrer a lado nenhum. Apenas se fosse para defender o interesse nacional e a defesa do território nacional.»

    O “comunista” começou bem, depois falou sobre a defesa do interesse e território nacional. O interesse nacional é o interesse de quem está no poder (capitalistas e burguesias) e o território e bordas também só interessa à burguesia, e defendê-las de nada serve aos trabalhadores, que, aliás, são os que vão ser postos a morrer. É a tal do “patriotismo de esquerda” do PCP de que já ouvi falar parece, que de certa forma prende os trabalhadores portugueses a Portugal. Nenhum estado deve ser defendido, devemos acabar com eles, e defender sim os trabalhadores, internacionalmente, sem fronteiras. Não queremos nacionalismo de esquerda, só esquerda.

    Se Melo acha que aquilo em Cuba era uma ditadura do proletariado, ele tem que entender que o proletariado não é só o Fidel Castro, são todos os trabalhadores de Cuba. Então se ele era ditador, não era o único. Agora se a Cuba era realmente uma ditadura do proletariado, isso já não sei. Quero só é que deixem de usar “ditadura do proletariado” como algo ruim porque têm a palavra “ditadura”.

    «O meu modelo é o da social-democracia»

    Capitalismo. O modelo de países como a Grécia no tempo da troika, como a Venezuela desde Hugo Chávez que vemos agora como está (independentemente dos ataques imperialistas dos EUA), como a Suécia onde a desigualdade salarial e de riqueza só tem vindo a aumentar, dependem de exportações, aconteceram privatizações, começou o neoliberalismo.

    O “comunista” lembra que o PCP na realidade o que quer é a “Democracia Avançada”, que é abandonar a revolução e entrar nos reformismos e parlamentarismo burguês.

    O “comunista” acha que Portugal não deve sair da NATO. A NATO:

    • imperialista;
    • anticomunista;
    • que apoiava Salazar (um dos seus fundadores) e o seu colonialismo;
    • de 25 de novembro de 1975 que supostamente o PCP odeia;
    • que invadiu o Afeganistão, destruiu a Líbia e a Síria, apoia atuais guerras e genocídios como na Ucrânia e na Palestina.

    Mas Portugal não deve sair da NATO.

    O seu modelo económico é o da constituição, mas nem para seguir a constituição ele parece servir. Artigo 7.º:

    «Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares…»

    O António Filipe continua a ser uma melhor opção que Melo obviamente, mas caraças… Não é isto que esperas de alguém dito comunista. Mas o “comunismo” do PCP é diferente.

  13. Debates Eleitorais 2026: Jorge Pinto V.S. António José Seguro

    O Seguro não pode ser «do espaço do socialismo democrático» e «da social-democracia» ao mesmo tempo. O primeiro eventualmente quer o comunismo, mas a partir de eleições deixando a revolução de parte (e imagino que Seguro não quer comunismo nenhum infelizmente). Social-democrata acredito que ele seja mais depressa. Quer preservar o sistema capitalista a partir de reformas sociais que nada fazem para acabar com a exploração do Homem pelo Homem.

    Diz só que és de centro-direita, não mais à esquerda, senão confundes os eleitores..