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Publicações – 2026

  1. O lucro da mobilidade

    As alterações ao SSM são um ataque aos trabalhadores e nada tem de "justiça social". É pura austeridade e exploração dos trabalhadores enquanto quem ganha são os donos das companhias aéreas.

    Uma assinatura a uma petição é o mínimo que podemos fazer. É necessária a luta coletiva dos trabalhadores a nível global contra o capitalismo faz de necessidades mercadorias para lucro.

    #austerity #mobility #Portugal

  2. Debates Eleitorais 2026: todos os candidatos sem representação parlamentar (excluindo Henrique Gouveia e Melo)

    O sistema atual vive da pobreza das pessoas. Se não empregam pessoas suficientes, é porque lhes dá jeito: ao invés de aumentarem salários ou melhorarem o horário do trabalhador, despedem-no e trocam-no por outra pessoa que vai ficar na mesma ou numa pior situação que o antigo. E para não falar que fora do trabalho “formal”, empregados e desempregados estão sempre a fazer trabalho não pago, especialmente as mulheres. Por exemplo, quando cozinhas algo em casa, não recebes um salário por isso, mas tens noção de que pessoas são pagas para fazer aquilo que acabaste de fazer. Limpar e arrumar a casa, conduzir, ir às compras, …, é tudo trabalho não pago. Os empregos que os ricos criam servem para eles ficarem com a maior parte do dinheiro que o trabalhador o produz. O capitalismo sistematicamente não dá direito ao trabalhador de ter uma vida melhor, ter certas regalias, por exemplo, poder ir de férias, comprar um livro, ir aos teatros, a um restaurante. As pessoas trabalham para não faltar dinheiro — que no final falta — e não viver na pobreza — que não é garantido, mesmo trabalhando. Não é motivação nos trabalhadores que o crescimento económico traz: é coerção disfarçada de dinheiro e trabalhar. O que Humberto Correia quer e não sabe é que os trabalhadores controlem a riqueza que criam para conseguir ter todas aquelas regalias que mencionou.


    Um presidente que toma partido pelos trabalhadores deixa de representar todos os portugueses?

    A resposta tem que ser sim. Não é possível agradar a todos.


    Vieira, […], está a rir-se do sistema, ou dos eleitores?

    Espero que seja do sistema, e dos eleitores que juram que é a partir dele que os trabalhadores perdem as suas cadeias. Pela resposta, é do sistema.


    Sobre a NATO.

    Não importa a nacionalidade de quem lidera a NATO; a NATO vai continuar a ter a mesma finalidade. Tem que ser quem então a liderar? O Reino Unido ou a França? Existem imperialismos bons e outros maus?

    Após um convite para a manifestação para o “fim à agressão militar dos EUA contra a Venezuela”, à frente de uma estátua de Simón Bolívar, Humberto Correia faz o seu discurso nacionalista: era um português navegador, João Vaz Corte-Real, um fidalgo. Isso foi uma injustiça, e um crime, o que fizeram. Eles trocaram a estátua de um português que descobriu […] o norte da América — como se já não existissem pessoas lá a viver —, e puseram em 1978, no lugar dessa estátua, a estátua de Simón Bolívar, que não tem nada a ver com a nação portuguesa e a história de Portugal, é um crime.

    Depois responde à pergunta sobre a NATO.

    Correia: Portugal não pode sair nem da NATO, nem da UE.

    Moderadora: Como é que fica a NATO se Trump intervir na Gronelândia?

    Correia: A Europa tem que se unir. Isso não pode acontecer.

    Vieira reconhece que o imperialismo dos EUA, hoje foi ali, amanhã “porque não os Açores”?, Mas por causa disso, credibiliza a NATO e o rearmamento: Portugal tem que estar na NATO, mas Portugal tem que ser preparar em termos militares…

    Correia adiciona ao que já disse: O povo português não precisa de guerras. Já tivemos as nossas e nas últimas ninguém nos ajudou. Tipo, ele queria ajuda para o colonialismo? Quanto menos investirmos em armamento, melhor


    Vieira perdeu a oportunidade de mencionar a Princesa Sissi.


    Vieira chama à atenção de como os media estão do lado dos capitalistas, e do seu papel em puxar retóricas contra pessoas que no fim dá credibilidade aos partidos do capital, e que muitos deles, além disso, também são sexistas, racistas, xenófobos.


    Portugal precisa ou não de imigrantes?

    Os capitalistas, como o estado, precisam de trabalhadores, não importa a estatuto da cidadania.

    Separar trabalhadores por “trabalhadores” e “trabalhadores imigrantes”, separa os trabalhadores. Essa separação por rótulos é o que inibe depois quem está no poder pegar nos oprimidos (para além da opressão da classe) e torná-los na razão do problema dos outros trabalhadores “normais”, tornando menos claro quem são os reais causadores do problema. Se um dia já não houver imigrantes sem documentação, vão ser os negros, os “gays”, os não católicos, os ciganos, …

    É por isso que um antigo migrante como Humberto Correia diz que Portugal não pode viver sem imigração […], mas, ao mesmo tempo, o povo português não pode ser absorvido pela imigração, seja lá o que significa absorver aqui.


    A partir do momento em que se é eleito presidente da república, está-se dentro do sistema.

    — Manuel João Vieira

    Os portugueses têm direito sobre tudo… O que eu faria era inscrever na constituição o direito constitucional dos portugueses à felicidade

    — Manuel João Vieira

    Se nós embebedarmos todas as pessoas da assembleia da república, e tivermos microfones para o povo português ouvir tudo o que eles dizem […], teríamos informações muito mais interessantes do que aqueles discursos que são feitos na assembleia da república.

    — Manuel João Vieira


    André Pestana e Manuel João Vieira eram candidatos que gostava que tivessem debatido a dois com os outros candidatos. Só de pensar na quantidade de pessoas que talvez até conseguissem as assinaturas, mas que a constituição não foi comprida como André Pestana disse no início do debate…

    André Pestana porque queria ver os debates com candidatos como o António Filipe e a Catarina Martins, que podem ser de esquerda, mas são do sistema. André Pestana também é do sistema, e ele está numa candidatura para ser presidente. O sindicato S.TO.P é apenas um sindicato reformista, parece que com menos burocracia que as outras, mas do sistema. Eu acho que faz sentido utilizar as formas legais de luta ao máximo enquanto as temos, mas gostava de saber o que ele faz, além disso. Ele é revolucionário? Pesquisei e sei o seu percurso “político”, então sei que ele não é um “anarcho-syndicalist” (que nem fazia sentido porque um presidente anarquista é um paradoxo). Ele é o único candidato da “esquerda” que ouvi dizer basicamente que a ação direta dos trabalhadores têm mais poder que o voto! O PCP pode ser o que “organiza as lutas”, mas quando os trabalhadores se organizam sem eles parece que eles nunca estão lá. Ter um presidente que estivesse lá a relembrar que não vai ser ele ou nenhum político do parlamento, que os trabalhadores são muitos mais que os capitalistas, e que só organizados coletivamente é que as mudanças que queremos, acontecem… era de valor.

    O Vieira porque os candidatos reacionários merecem perder um debate com ele. Conheci ele só nestas eleições. Já me tinham dito que ele queria vinho canalizado e um Ferrai para todos os portugueses. Na minha pesquisa sobre ele encontrei um álbum dele chamado “Anatomia do Fado”, com faixas como “Ser Milionário”, “Ser Fascista” e “Fado Anarquista”. Então a minha teoria é que ele era um anarquista que estava lá para mostrar a estupidez do sistema, da “democracia”, das eleições, e dos candidatos.